Milhares de funcionários da Amazon no Reino Unido receberam resultados falsos do teste ao novo coronavírus, na sequência de um erro que os fez receber informações imprecisas de teste e rastreamento, de acordo com o ‘The Guardian’.
O jornal britânico adianta que cerca de 3.853 membros da equipa de comércio online da empresa receberam um resultado incorreto. As autoridades de saúde disseram que o teste foi negativo, mas posteriormente enviaram notificações a informar que afinal o resultado tinha sido positivo, motivo pelo qual tinham de isolar-se.
O Departamento de Saúde e Assistência Social (DHSC) britânico disse que o problema foi resolvido num dia, mas aqueles que trabalham no serviço de rastreamento de infetados com o vírus afirmam que ainda estão a lidar com as consequências.
Um trabalhador do departamento de teste e rastreamento referiu: «Os testes, até onde posso dizer, correram bem, mas o que as pessoas ouviram sobre os seus resultados está errado», adiantou, citado pelo ‘The Guardian’.
O programa de teste e rastreamento do Reino Unido foi criticado desde o seu lançamento. O programa governamental, no valor de 22 mil milhões de libras, ficou sob pressão crescente durante o auge da pandemia, uma vez que foi necessário contactar quase o triplo do número de pessoas infetadas.
Ainda não está clarificado o que está na origem destes erros, mas alguns profissionais de saúde expressaram preocupações crescentes sobre o uso de equipas inexperientes de call center para desempenhar o papel de profissionais clinicamente treinados.
A Amazon tem um programa de testes de PCR próprio no local de trabalho, lançado no outono de 2020. A empresa contratou técnicos de laboratório e conduz dezenas de milhares de testes por dia em centenas dos seus sites por todo o mundo. Segundo a empresa, todos os que receberam a mensagem de erro do teste e rastreamento foram para casa por precaução.














