No meio do desespero e do resto de destruição deixados pelas cheias que devastaram o leste da República Democrática do Congo, surge uma história de esperança: dois bebés sobreviveram durante três dias, a flutuar, e foram resgatados perto da margem do rio Kivu.
Não é para já claro como é que as duas crianças resistiram, mas testemunhas contam que foram encontradas a flutuar à deriva em destroços arrastados pelas águas.
“É um milagre, ficámos todos espantados”, conta o líder de uma comunidade local, explicando à BBC que os pais dos bebés morreram, mas já estão a ser desenvolvidos esforços para encontrar quem acolha as crianças.
Os dois bebés foram salvos na segunda-feira, um em Bushushu e outro em Nyamukubi, duas das aldeias que mais sofreram com as cheias, que mataram mais de 400 pessoas.
A tragédia levou a um cenário chocante, de corpos empilhados pelas ruas, e problemas com os cadáveres em decomposição. Do total até agora contabilizado de 411 vítimas mortais, 317 já foram sepultadas, mas a identificação dos mortos tem-se revelado um desafio, já que muitos corpos não são de residentes, mas sim de vendedores de localidades mais distantes que estavam num mercado afetado.
De acordo com as autoridades locais, haverá mais de 5 mil desaparecidos e “as operações de resgate vão continuar”.
Há mais de 1300 casas destruídas e “muitas escolas, unidades de saúde, igrejas e infraestruturas que forram arrasadas”. “Fiquem sem toda a minha família, não tenho a minha quinta. Fiquei se nada”, chora Gentille Ndagijimana, uma das vítimas que sofre com os efeitos das cheias n República Democrática do Congo.







