“Milagre” na República Democrática do Congo: Dois bebés sobrevivem três dias a flutuar após serem levados por cheias devastadoras

No meio do desespero e do resto de destruição deixados pelas cheias que devastaram o leste da República Democrática do Congo, surge uma história de esperança: dois bebés sobreviveram durante três dias, a flutuar, e foram resgatados perto da margem do rio Kivu.

Pedro Zagacho Gonçalves

No meio do desespero e do resto de destruição deixados pelas cheias que devastaram o leste da República Democrática do Congo, surge uma história de esperança: dois bebés sobreviveram durante três dias, a flutuar, e foram resgatados perto da margem do rio Kivu.

Não é para já claro como é que as duas crianças resistiram, mas testemunhas contam que foram encontradas a flutuar à deriva em destroços arrastados pelas águas.

“É um milagre, ficámos todos espantados”, conta o líder de uma comunidade local, explicando à BBC que os pais dos bebés morreram, mas já estão a ser desenvolvidos esforços para encontrar quem acolha as crianças.

Os dois bebés foram salvos na segunda-feira, um em Bushushu e outro em Nyamukubi, duas das aldeias que mais sofreram com as cheias, que mataram mais de 400 pessoas.

A tragédia levou a um cenário chocante, de corpos empilhados pelas ruas, e problemas com os cadáveres em decomposição. Do total até agora contabilizado de 411 vítimas mortais, 317 já foram sepultadas, mas a identificação dos mortos tem-se revelado um desafio, já que muitos corpos não são de residentes, mas sim de vendedores de localidades mais distantes que estavam num mercado afetado.

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De acordo com as autoridades locais, haverá mais de 5 mil desaparecidos e “as operações de resgate vão continuar”.

Há mais de 1300 casas destruídas e “muitas escolas, unidades de saúde, igrejas e infraestruturas que forram arrasadas”. “Fiquem sem toda a minha família, não tenho a minha quinta. Fiquei se nada”, chora Gentille Ndagijimana, uma das vítimas que sofre com os efeitos das cheias n República Democrática do Congo.

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