Miguel Arruda acusado de furtar malas no aeroporto sabe esta sexta-feira se vai a julgamento

Miguel Arruda e a mulher, os dois arguidos no processo, pediram a abertura de instrução. Esta fase, facultativa, antecede o julgamento e serve para avaliar se existem indícios suficientes para levar os arguidos a tribunal

Executive Digest com Lusa

A decisão instrutória do processo que envolve o ex-deputado do Chega Miguel Arruda, acusado do furto de malas no Aeroporto Humberto Delgado, em Lisboa, é conhecida esta sexta-feira, às 15h00, adiantou à Lusa fonte próxima do processo.

Miguel Arruda e a mulher, os dois arguidos no processo, pediram a abertura de instrução. Esta fase, facultativa, antecede o julgamento e serve para avaliar se existem indícios suficientes para levar os arguidos a tribunal.

O tribunal rejeitou o pedido do antigo deputado, mas aceitou o requerimento apresentado pela defesa da mulher.

O ex-deputado do Chega está acusado de 21 crimes de furto qualificado, 20 na forma consumada e um na forma tentada. A mulher está acusada de um crime de recetação, por alegadamente ter recebido e usado roupa e outros bens que sabia terem sido roubados.

Segundo o Ministério Público, Miguel Arruda terá aproveitado as viagens semanais entre Ponta Delgada, onde residia, e Lisboa, onde trabalhava, para retirar malas de outras pessoas dos tapetes de recolha de bagagem no aeroporto, em horários de menor afluência.

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A acusação sustenta que o antigo deputado terá desviado mais de uma dezena de malas em pelo menos oito dias. Noutros três dias, terá percorrido a zona de recolha de bagagens à procura de malas sem vigilância, mas sem sucesso.

O valor do conteúdo da maioria das malas não foi apurado. Ainda assim, duas delas continham roupa, calçado e bolsas de marcas de luxo avaliadas em quase 12 mil euros.

De acordo com a acusação, parte dos artigos terá sido oferecida à mulher e outros bens terão sido colocados à venda por Miguel Arruda na plataforma Vinted, incluindo com a morada da Assembleia da República, em Lisboa.

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Em janeiro de 2025, a PSP apreendeu no gabinete de Miguel Arruda no Parlamento seis malas de viagem e uma mochila aparentemente pertencentes a desconhecidos.

Miguel Arruda, de 41 anos, foi eleito deputado pelo Chega em março de 2024, pelo círculo dos Açores. Passou a deputado independente depois de ter sido constituído arguido, em janeiro de 2025, e negou a prática dos crimes quando o caso foi conhecido.

Tal como a mulher, está em liberdade sujeito a termo de identidade e residência. Miguel Arruda já não é deputado na atual legislatura.

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