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	<title>Executive Digest</title>
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	<description>Notícias atualizadas ao minuto. Economia, política, sociedade, finanças e empresas e mercados</description>
	<lastBuildDate>Thu, 02 Jul 2026 06:08:40 +0000</lastBuildDate>
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		<title>Castelo Branco manifestou ao Governo interesse em receber Grande Área Empresarial</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Executive Digest com Lusa]]></dc:creator>
		<pubDate>Thu, 02 Jul 2026 06:08:38 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Atualidade]]></category>
		<category><![CDATA[Notícias]]></category>
		<category><![CDATA[SAPO Nacional]]></category>
		<category><![CDATA[Nacional]]></category>
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					<description><![CDATA[A Câmara de Castelo Branco manifestou interesse junto do Governo para instalar no concelho uma das seis novas áreas de localização empresarial previstas no âmbito do Plano de Transformação, Recuperação e Resiliência (PTRR).]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p><P>A Câmara de Castelo Branco manifestou interesse junto do Governo para instalar no concelho uma das seis novas áreas de localização empresarial previstas no âmbito do Plano de Transformação, Recuperação e Resiliência (PTRR).</P><br />
<P>O ministro da Economia e da Coesão Territorial, Manuel Castro Almeida disse, no final de maio, que o país só tem capacidade para acolher indústrias de grande dimensão em Sines e defendeu que é preciso criar alternativas por todo o território.</P><br />
<P>No âmbito do PTRR, o Governo anunciou a intenção de criar seis Grandes Áreas Empresariais (GAE) no país, duas na região Norte, duas no Centro e duas no Sul, sendo que em cada uma destas regiões uma GAE ficará situada no Interior.</P><br />
<P>Face à disponibilidade do Governo, o presidente da Câmara de Castelo Branco, Leopoldo Rodrigues, fez uma manifestação de interesse para que uma destas GAE fique situada no concelho de Castelo Branco.</P><br />
<P>Para o efeito, já reuniu com o presidente do porto de Lisboa, Vítor Caldeirinha, a quem apresentou uma proposta para fazer em Castelo Branco um porto seco, em ligação com Lisboa, Setúbal e Sesimbra.</P><br />
<P>Isto porque Vítor Caldeirinha é simultaneamente o presidente do Conselho de Administração dos portos de Setúbal e de Sesimbra.</P><br />
<P>À agência Lusa, Leopoldo Rodrigues disse que a ideia foi recebida com entusiasmo por parte deste responsável e adiantou que também já apresentou ao ministro das Infraestruturas e Habitação, Miguel Pinto Luz, este projeto.</P><br />
<P>&#8220;Tivemos também a concordância por parte do ministro das Infraestruturas, que manifestou disponibilidade para estar presente na assinatura do protocolo entre a Câmara de Castelo Branco e o porto de Lisboa para a criação do porto seco&#8221;, vincou.</P><br />
<P>Leopoldo Rodrigues não tem dúvidas de que o concelho tem todas as condições para poder albergar uma GAE. E, como argumentos, avançou junto do Governo com terrenos cuja orografia é favorável (são planos) num local próximo da ferrovia e do Aeródromo Municipal, onde a Câmara Municipal tem já 250 hectares disponíveis.</P><br />
<P>&#8220;Podemos adquirir, numa estimativa mais ou menos grosseira, cerca de três mil hectares de terreno nessa zona&#8221;.</P><br />
<P>O autarca realçou ainda que o aeródromo disponibiliza uma pista de 1,5 quilómetros que pode ser aumentada para os 2,5 quilómetros, uma vez que o Plano Diretor Municipal (PDM) de Castelo Branco já o contempla.</P><br />
<P>&#8220;Temos depois a linha de caminho de ferro eletrificada e que faz a ligação à Guarda (Lisboa/Guarda) e temos muito próximo a A23 e, futuramente, a ligação a Espanha, através do IC31&#8221;, sublinhou.</P><br />
<P>O presidente da Câmara de Castelo Branco explicou que o trabalho feito está bastante avançado, até porque o município já previa a criação de uma nova Área de Localização Empresarial (ALE) na zona da Feiteira.</P><br />
<P>&#8220;Estão reunidas as condições ideais para o nascimento de uma grande área de localização empresarial, que eu não quero que seja de Castelo Branco, mas de toda esta zona do Interior. Isto porque também entendo que uma grande área empresarial não servirá apenas Castelo Branco, mas todos os concelhos da CIMBB [Comunidade Intermunicipal da Beira Baixa] e os outros concelhos do distrito&#8221;, sustentou.</P><br />
<P>Leopoldo Rodrigues contactou também com vários presidentes de portos atlânticos, essencialmente de países de língua oficial portuguesa (PALOP), para estabelecer também protocolos com eles, no âmbito do porto seco e com a concordância do presidente do porto de Lisboa.</P><br />
<P>O objetivo passa por fazer com que a circulação das mercadorias nesses portos tenha em Castelo Branco (no seu porto seco) o alfandegamento e desalfandegamento dos produtos com destino à Europa.</P><br />
<P>&#8220;Devo dizer que esta ideia foi recebida com entusiasmo por parte desses portos. Já temos uma proposta do norte do Brasil para assinar um protocolo já em setembro. E, relativamente, aos portos africanos, as coisas estão bem encaminhadas&#8221;.</P><br />
<P>Segundo o autarca, Castelo Branco tem infraestruturas (aeródromo, ferrovia eletrificada, A23 e IC31), tem terrenos e está em vias de protocolar a criação de um porto seco que permitirá uma grande plataforma logística.</P><br />
<P>&#8220;Este é o grande projeto para as próximas décadas para Castelo Branco. O presidente da CCDRC [Comissão de Coordenação e Desenvolvimento Regional do Centro], Ribau Esteves, já visitou a zona onde pretendemos desenvolver a GAE e ficou muito agradado&#8221;, vincou.</P></p>
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		<sapo:autor><![CDATA[CAMPO_VAZIO_784452]]></sapo:autor>
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		<title>Taiwan detém dois funcionários da Super Micro por exportações de servidores para a China</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Executive Digest com Lusa]]></dc:creator>
		<pubDate>Thu, 02 Jul 2026 06:01:51 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Atualidade]]></category>
		<category><![CDATA[Notícias]]></category>
		<category><![CDATA[SAPO Internacional]]></category>
		<category><![CDATA[internacional]]></category>
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					<description><![CDATA[A justiça de Taiwan deteve dois funcionários locais da empresa norte-americana Super Micro, no âmbito de uma investigação sobre a alegada exportação ilegal para a China de servidores avançados de inteligência artificial equipados com chips da Nvidia.]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p><P>A justiça de Taiwan deteve dois funcionários locais da empresa norte-americana Super Micro, no âmbito de uma investigação sobre a alegada exportação ilegal para a China de servidores avançados de inteligência artificial equipados com chips da Nvidia.</P><br />
<P>Numa carta aberta dirigida a clientes e parceiros a partir da sede da empresa, em San José, Califórnia, a Super Micro confirmou na quarta-feira que as autoridades taiwanesas interrogaram quatro dos seus funcionários na ilha no âmbito da investigação.</P><br />
<P>Segundo a empresa, dois trabalhadores ficaram detidos e os outros dois foram libertados mediante caução.</P><br />
<P>&#8220;Temos tolerância zero para qualquer pessoa que viole a lei ou as nossas políticas internas e os quatro funcionários foram imediatamente suspensos de funções até à conclusão da investigação em Taiwan&#8221;, afirmou o diretor da empresa Matt Thauberger, acrescentando que a Super Micro &#8220;não é alvo&#8221; deste processo.</P><br />
<P>O responsável indicou ainda que a empresa tem vindo a colaborar com as autoridades taiwanesas há vários meses, fornecendo informação para apoiar a investigação, e esclareceu que os escritórios da Super Micro em Taiwan não foram alvo de buscas.</P><br />
<P>A empresa reafirmou igualmente o compromisso de &#8220;proteger os interesses dos Estados Unidos&#8221; e de salvaguardar as suas &#8220;tecnologias avançadas&#8221;, assegurando que a investigação &#8220;não afeta de forma alguma&#8221; a atividade do grupo.</P><br />
<P>As ações da Super Micro, cotadas no Nasdaq, encerraram a sessão de quarta-feira com uma queda de 5,73%.</P><br />
<P>Num comunicado separado dirigido à Bolsa de Taipé, a distribuidora local da Super Micro, Albatron, anunciou que um dos seus altos dirigentes foi detido no âmbito da mesma investigação e que nomeou um substituto interino.</P><br />
<P>As detenções ocorreram depois de o ministério Público da área de Keelung, no nordeste de Taiwan, ter ordenado, na segunda-feira, buscas em cerca de uma dúzia de locais, incluindo as sedes da Super Micro, da Albatron e da Chief Telecom.</P><br />
<P>Num comunicado divulgado em 21 de maio, os procuradores afirmaram que os primeiros três suspeitos do caso tinham plena consciência de que os servidores estavam sujeitos a rigorosos controlos à exportação e que a sua venda para a China, Hong Kong e Macau estava totalmente proibida.</P><br />
<P>A investigação em Taiwan começou dois meses depois de a justiça norte-americana ter acusado três pessoas, entre elas o cofundador da Super Micro, Yih-Shyan &#8220;Wally&#8221; Liaw, de alegadamente violarem as leis norte-americanas de controlo das exportações.</P><br />
<P>Segundo a acusação apresentada nos Estados Unidos, os suspeitos conspiraram para enviar para clientes na China servidores no valor de milhares de milhões de dólares, equipados com tecnologia sensível, incluindo unidades de processamento gráfico (GPU), sem as licenças exigidas.</P><br />
<P>De acordo com fontes citadas pela agência Bloomberg, as autoridades taiwanesas apreenderam cerca de 50 servidores antes de estes saírem da ilha.</P><br />
<P>Contudo, um carregamento anterior terá conseguido sair de Taiwan, seguindo primeiro para o Japão e depois para Hong Kong, um ponto de trânsito frequentemente utilizado para equipamento posteriormente reexportado para a China continental.</P></p>
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		<sapo:autor><![CDATA[CAMPO_VAZIO_784451]]></sapo:autor>
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		<title>Reconversão de refinaria de Matosinhos em projeto de inovação tem impacto de 65 mil ME</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Executive Digest com Lusa]]></dc:creator>
		<pubDate>Thu, 02 Jul 2026 06:01:48 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Atualidade]]></category>
		<category><![CDATA[Notícias]]></category>
		<category><![CDATA[SAPO Nacional]]></category>
		<category><![CDATA[Nacional]]></category>
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					<description><![CDATA[A reconversão da antiga refinaria da Galp em Matosinhos num centro de inovação tem um impacto económico estimado de 65 mil milhões de euros, perspetivando-se a criação de 100 mil empregos, revelou hoje a empresa.]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p><P>A reconversão da antiga refinaria da Galp em Matosinhos num centro de inovação tem um impacto económico estimado de 65 mil milhões de euros, perspetivando-se a criação de 100 mil empregos, revelou hoje a empresa.</P><br />
<P>A informação tem por base um estudo feito sobre os impactos do projeto da Galp para criar uma &#8220;nova área urbana com capacidade para 19 mil residentes, 30 mil estudantes universitários e um ecossistema integrado de inovação e ensino&#8221;, indicou a empresa numa nota de imprensa.</P><br />
<P>O estudo da PwC, que vai ser apresentado hoje pelas 14:15 na QSP Summit que se realiza em Matosinhos, aponta para um impacto estimado de 65 mil milhões euros no Produto Interno Bruto (PIB) nacional, de 43 mil milhões de euros no Valor Acrescentado Bruto (VAB) de Matosinhos em 30 anos e para mais de 100 mil postos de trabalho criados em Portugal (65 mil no concelho).</P><br />
<P>O projeto Innovation District (Distrito de Inovação) &#8220;ambiciona afirmar-se como um dos maiores projetos de regeneração urbana na Europa com capacidade para gerar valor económico e social para a região e para o país&#8221;, de acordo com a Galp.</P><br />
<P>A análise baseou-se na &#8220;modelização de diferentes cenários de desenvolvimento do projeto ao longo de um horizonte temporal de 30 anos, estimando os seus potenciais impactos económicos, sociais e territoriais&#8221;.</P><br />
<P>Os resultados, diz a Galp, evidenciam &#8220;o potencial de transformar uma unidade industrial desativada num ecossistema urbano de inovação de referência internacional, com impacto económico, social e territorial para Matosinhos, para o Grande Porto e para Portugal&#8221;.</P><br />
<P>&#8220;O projeto procura combinar habitação diversificada e inclusiva, atividade económica, ensino, investigação, lazer e espaços verdes, reforçando a posição da região entre os &#8216;hubs&#8217; tecnológicos e sustentáveis mais relevantes a nível internacional&#8221;, descreve a empresa.</P><br />
<P>A proposta é &#8220;um modelo urbano sustentável, inclusivo e conectado, com espaço para residentes, estudantes, empresas e novos equipamentos, incluindo um polo universitário e um Parque Atlântico dedicado à biodiversidade e ao lazer&#8221;.</P><br />
<P>O estudo perspetiva que o Innovation District acolha cerca de 19 mil residentes e 30 mil estudantes, &#8220;num cenário de desenvolvimento equilibrado entre usos residenciais e atividades económicas&#8221;.</P><br />
<P>O impacto fiscal acumulado pode atingir os nove mil milhões de euros a nível nacional e os 0,4 mil milhões a nível local.</P><br />
<P>O estudo identifica ainda &#8220;ganhos estruturais relevantes para Matosinhos, incluindo níveis de produtividade 29% acima da média nacional em setores estratégicos, um aumento de 25% nos investimentos em Investigação e Desenvolvimento, um crescimento superior a 50% na produção de setores de alto valor acrescentado e um aumento de 38% nas exportações&#8221;.</P><br />
<P>A mobilidade é &#8220;identificada como um fator crítico para o sucesso do projeto&#8221;. </P><br />
<P>&#8220;O equilíbrio entre residentes, estudantes e emprego viabiliza soluções de transporte público de maior capacidade em toda a região, incluindo novas ligações de metro e sistemas de transporte coletivo dedicados, bem como a promoção da mobilidade ativa e sustentável&#8221;, sublinha.</P><br />
<P>A empresa afirma que tal &#8220;permitirá reduzir movimentos pendulares desequilibrados, melhorar a eficiência das infraestruturas existentes e contribuir para uma mobilidade mais sustentável na Área Metropolitana do Porto&#8221;.</P><br />
<P>O estudo foi desenvolvido pela PwC, com a participação do CITTA &#8212; Centro de Investigação do Território, Transportes e Ambiente, da OPT &#8212; Optimização e Planeamento de Transportes, S.A., da ImoEconometrics e do economista Ricardo Reis, professor da London School of Economics.</P><br />
<P>A 21 de dezembro de 2020, a Galp comunicou à Comissão de Mercado de Valores Mobiliários (CMVM) a decisão de encerramento da atividade de refinação em Matosinhos, concentrando as suas atividades no complexo de Sines, tendo posteriormente, para acompanhar todo o processo, constituído um Comité Científico e um Conselho Consultivo sobre a Reconversão da Refinaria.</P></p>
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		<sapo:autor><![CDATA[CAMPO_VAZIO_784450]]></sapo:autor>
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		<title>Fraude fiscal, Malta e o navio &#8216;Atlântida&#8217;: processo de Mário Ferreira entra hoje na reta final</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Executive Digest]]></dc:creator>
		<pubDate>Thu, 02 Jul 2026 06:00:41 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Notícias]]></category>
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		<category><![CDATA[Portugal]]></category>
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		<category><![CDATA[Mário Ferreira]]></category>
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					<description><![CDATA[Além de Mário Ferreira, também são arguidas no processo duas empresas ligadas ao empresário: a Mystic Cruises e a Valens Private Equity]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p>O processo em que o empresário Mário Ferreira está acusado de fraude fiscal qualificada entra, na manhã desta quinta-feira, na fase das alegações finais, no Tribunal de São João Novo, no Porto. Em causa está a venda do navio ferry &#8216;Atlântida&#8217;, negócio realizado entre 2014 e 2015 e que, segundo o Ministério Público, terá permitido ao empresário obter uma vantagem fiscal ilegítima de cerca de um milhão de euros.</p>
<p>Além de Mário Ferreira, também são arguidas no processo duas empresas ligadas ao empresário: a Mystic Cruises e a Valens Private Equity. O Ministério Público sustenta que o dono do grupo Douro Azul e acionista da Media Capital criou uma estrutura societária em Malta para reduzir a tributação em Portugal dos ganhos obtidos com a venda do navio.</p>
<p>O &#8216;Atlântida&#8217; foi comprado pela Mystic Cruises aos Estaleiros Navais de Viana do Castelo em setembro de 2014, por cerca de 8,75 milhões de euros. Meses depois, foi vendido à International Trade Winds, empresa sediada em Malta e gerida por Mário Ferreira, por 11 milhões de euros. Posteriormente, a mesma sociedade vendeu o navio à norueguesa Hurtigruten por 17 milhões de euros.</p>
<p>Para o Ministério Público, a passagem do navio pela empresa maltesa foi uma operação “meramente instrumental e sem conteúdo comercial”, destinada a deslocar parte dos ganhos para uma jurisdição fiscalmente mais favorável. A acusação entende que o negócio podia ter sido feito diretamente entre a Mystic Cruises e a compradora norueguesa, sem a intermediação da sociedade em Malta.</p>
<p>Segundo a tese da acusação, a operação gerou um ganho de 3,7 milhões de euros que não foi declarado atempadamente em Portugal, permitindo uma vantagem ilegítima de cerca de um milhão de euros em sede de IRS. O Ministério Público reclama ainda uma indemnização civil em representação do Estado, no valor de 110 mil euros, correspondente a juros compensatórios que considera não terem sido pagos.</p>
<p>A estrutura societária sob análise envolvia duas empresas em Malta: a International Trade Winds, operacional, e a Trade Winds Holding, que detinha quase a totalidade da primeira. Para a acusação, esta arquitetura permitia que os dividendos fossem tributados em Malta a uma taxa efetiva mais baixa, em vez de serem tributados em Portugal, adiando ou reduzindo o imposto devido.</p>
<p>Mário Ferreira nega ter cometido qualquer crime. No início do julgamento, o empresário afirmou perante o coletivo de juízes que declarou os montantes em causa e pagou os respetivos impostos. “Paguei o imposto de algo que não recebi, paguei para não me chatear”, disse em tribunal, defendendo que não recebeu o dinheiro sobre o qual acabou por pagar IRS.</p>
<p>À saída do tribunal, o empresário classificou o caso como um “potencial atraso de IRS que foi saldado” e insistiu que não deve nada ao Estado. “Paguei tudo, não devo nada”, afirmou, acrescentando que paga mais de 100 mil euros de IRS por mês e que não faria sentido envolver-se num esquema para evitar o pagamento do imposto.</p>
<p>A defesa, representada por Rui Patrício, Tiago Félix da Costa e José Maria Montenegro, rejeita a tese de evasão fiscal e sustenta que a criação da estrutura em Malta teve motivações empresariais e estratégicas, ligadas ao registo do navio e à valorização da operação perante potenciais compradores internacionais. Uma testemunha de defesa também rejeitou em julgamento que a sociedade maltesa tenha sido criada para fugir aos impostos.</p>
<p>Durante o julgamento, uma inspetora tributária defendeu a leitura oposta. A testemunha afirmou que a criação da empresa em Malta terá servido para deslocalizar parte do rendimento e reduzir a tributação em Portugal. Segundo o seu depoimento, não se compreendia por que razão o negócio não foi feito diretamente entre a Mystic Cruises e a empresa norueguesa.</p>
<p>O processo teve origem numa inspeção da Autoridade Tributária iniciada entre 2017 e 2018, depois de um pedido de reembolso de IVA apresentado pela Mystic Cruises. A investigação acabou por alargar-se ao negócio do &#8216;Atlântida&#8217; e à sequência de vendas entre a sociedade portuguesa, a empresa maltesa e a compradora norueguesa.</p>
<p>A antiga eurodeputada Ana Gomes também teve intervenção na origem do caso, ao apresentar uma queixa ao fisco em outubro de 2017 com suspeitas relacionadas com a venda do navio. O inquérito foi conduzido pelo DCIAP e incluiu buscas no Porto, no Funchal e em Malta, em julho de 2022.</p>
<p>As alegações finais desta quinta-feira deverão concentrar-se na disputa essencial do processo: saber se a passagem do Atlântida por Malta correspondeu a uma operação empresarial legítima ou se foi, como sustenta o Ministério Público, um mecanismo criado para reduzir artificialmente a tributação em Portugal.</p>
<p>Depois das alegações finais, caberá ao tribunal decidir se a operação configurou fraude fiscal qualificada ou se, como defende Mário Ferreira, o caso não passa de uma divergência fiscal entretanto regularizada.</p>
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		<sapo:autor><![CDATA[CAMPO_VAZIO_783384]]></sapo:autor>
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		<item>
		<title>Incêndios: Quase todo o território em risco máximo e muito elevado de incêndio</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Executive Digest com Lusa]]></dc:creator>
		<pubDate>Thu, 02 Jul 2026 05:53:53 +0000</pubDate>
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					<description><![CDATA[Todo o interior Norte e Centro do país está hoje em perigo máximo de incêndio, que atinge igualmente alguns concelhos dos distritos de Faro, Évora e Leiria, segundo o Instituto Português do Mar e da Atmosfera (IPMA).]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p><P>Todo o interior Norte e Centro do país está hoje em perigo máximo de incêndio, que atinge igualmente alguns concelhos dos distritos de Faro, Évora e Leiria, segundo o Instituto Português do Mar e da Atmosfera (IPMA).</P><br />
<P>O IPMA calocou ainda em risco muito elevado e elevado todo o restante território de Portugal continental, à esceção de seis concelhos do litoral nos distritos de Braga (Esposende), Aveiro (Ílhavo, Aveiro e Murtosa), Leiria (Peniche) e Lisboa (Lourinhã), isto numa altura em que o país enfrenta uma nova onda de calor.</P><br />
<P>O perigo de incêndio rural determinado pelo IPMA tem cinco níveis, que vão de reduzido a máximo. Os cálculos são obtidos a partir da temperatura do ar, humidade relativa, velocidade do vento e quantidade de precipitação nas 24 horas anteriores.</P><br />
<P>No início da semana, o IPMA alertou para o aproximar de &#8220;um longo período com tempo quente e seco&#8221;, com a temperatura máxima a atingir valores entre 40 e 43°C no Vale do Tejo e no Alentejo a partir de hoje e que se estenderá a outras regiões do país ao longo da semana.</P><br />
<P>Na quarta-feira, a Autoridade Nacional de Emergência e Proteção Civil (ANEPC) alertou para o perigo de incêndio rural &#8220;muito elevado a máximo&#8221; em todo o território nos próximos dias devido à previsão de tempo quente, recomendando à população medidas preventivas.</P><br />
<P>Em comunicado, a ANEPC refere que o agravamento das condições meteorológicas para os próximos dias tem como &#8220;efeitos expectáveis&#8221; o agravamento do perigo de incêndio, com condições favoráveis à eventual ocorrência e propagação de incêndios rurais, bem como o aumento da dificuldade das ações de supressão, na generalidade do território continental.</P><br />
<P>Como consequência, a ANEPC elevou o Estado de Prontidão Especial para o nível III, tendo em conta o previsível &#8220;agravamento muito significativo&#8221; do perigo de incêndios rurais nos próximos dias.</P><br />
<P>O EPE de nível III da Proteção Civil é um nível intermédio/alto de alerta, que determina o reforço de meios e a prontidão reforçada das equipas de socorro e operacionais para intervenção iminente ou resposta a situações de catástrofe, numa escala com quatro níveis progressivos.</P><br />
<P>Como medidas preventivas, recorda que é proibido fazer queimadas extensivas, usar fogo para cozinhar alimentos em todo o espaço rural, exceto em locais autorizados, queima de amontoados, usar motorroçadoras, corta-matos e destroçadores e fumigar ou desinfestar apiários sem dispositivos de retenção de faúlhas.</P><br />
<P>Para proteger a saúde do calor, a Proteção Civil recomenda especial atenção com os doentes crónicos, crianças e idosos.</P><br />
<P>No mesmo sentido, aponta a importância de se beber mais água, pelo menos 1,5 litros (o equivalente a oito copos), aplicar a cada duas horas protetor solar com fator superior a 30, usar chapéu e roupas claras, largas e frescas e optar por refeições leves.</P><br />
<P>Também por causa da persistência das temperaturas elevadas, o IPMA elevou a partir de sexta-feira a 12 distritos o aviso vermelho (o mais grave).</P><br />
<P>Hoje estão sob aviso vermelho os distritos de Beja, Évora, Portalegre, Setúbal e Lisboa, estendendo-se na sexta-feira a Leiria, Coimbra, Aveiro, Braga e Viana do Castelo.</P></p>
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		<sapo:autor><![CDATA[CAMPO_VAZIO_784449]]></sapo:autor>
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		<title>Portugal e Espanha ligam hoje nova “autoestrada elétrica” para acelerar renováveis na Península Ibérica</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Francisco Laranjeira]]></dc:creator>
		<pubDate>Thu, 02 Jul 2026 05:45:07 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Atualidade]]></category>
		<category><![CDATA[Economia]]></category>
		<category><![CDATA[Empresas]]></category>
		<category><![CDATA[Notícias]]></category>
		<category><![CDATA[Política]]></category>
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		<category><![CDATA[portugal]]></category>
		<category><![CDATA[Red Eléctrica]]></category>
		<category><![CDATA[REN]]></category>
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					<description><![CDATA[Nova interligação elétrica pretende aumentar a capacidade de troca de energia entre Portugal e Espanha, reforçando a estabilidade das redes e permitindo uma gestão mais eficiente da produção renovável]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p>Portugal e Espanha assinalam esta quinta-feira a entrada em serviço de uma nova interligação elétrica de 400 kV entre os dois países, uma infraestrutura considerada estratégica para reforçar os sistemas elétricos ibéricos e facilitar a integração de mais energia renovável na rede.</p>
<p>A ligação é promovida pela REN — Redes Energéticas Nacionais e pela Red Eléctrica, filial da Redeia, responsáveis pela operação das redes de transporte de eletricidade em Portugal e Espanha. Em comunicado, as empresas sublinham que a nova infraestrutura tem importância não apenas para os dois países, mas também para a União Europeia, ao contribuir para a segurança de abastecimento e para a transição energética.</p>
<p>A nova interligação elétrica pretende aumentar a capacidade de troca de energia entre Portugal e Espanha, reforçando a estabilidade das redes e permitindo uma gestão mais eficiente da produção renovável. Este ponto é particularmente relevante numa altura em que a Península Ibérica tem vindo a aumentar o peso da eletricidade produzida a partir de fontes como a energia solar, eólica e hídrica.</p>
<p>Ao facilitar a circulação de eletricidade entre os dois lados da fronteira, a infraestrutura permite também responder melhor a momentos de maior produção renovável ou de maior procura. Na prática, uma rede mais interligada ajuda a reduzir constrangimentos, melhora a flexibilidade do sistema e torna mais fácil aproveitar energia limpa produzida em diferentes regiões.</p>
<p>A cerimónia que assinala a entrada em serviço da interligação realiza-se no Polígono Industrial de Arbo, em Espanha, às 12h00 locais, 11h00 em Lisboa. O evento contará com representantes de Portugal, Espanha, da Galiza e da Comissão Europeia.</p>
<p>Entre os participantes estão Rodrigo Costa, presidente da REN, e Beatriz Corredor, presidente da Redeia, empresa-mãe da Red Eléctrica. A cerimónia contará também com a presença de Maria da Graça Carvalho, ministra do Ambiente e Energia de Portugal, e de Sara Aagesen, terceira vice-presidente e ministra para a Transição Ecológica e Desafio Demográfico de Espanha.</p>
<p>A conselheira da Economia e Indústria da Xunta da Galiza, María Jesús Lorenzana, também estará presente, juntamente com representantes da Comissão Europeia, reforçando a dimensão transfronteiriça e europeia do projeto.</p>
<p>A entrada em serviço desta nova interligação surge num momento em que a segurança energética, a eletrificação da economia e a integração das renováveis continuam no centro das prioridades europeias. Para Portugal e Espanha, a nova ligação de alta tensão representa mais um passo na construção de uma rede ibérica mais robusta, flexível e preparada para a transição energética.</p>
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		<sapo:autor><![CDATA[CAMPO_VAZIO_784281]]></sapo:autor>
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		<title>Incêndios: Fogo em Alfândega da Fé controlado</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Executive Digest com Lusa]]></dc:creator>
		<pubDate>Thu, 02 Jul 2026 05:45:02 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Atualidade]]></category>
		<category><![CDATA[Notícias]]></category>
		<category><![CDATA[SAPO Nacional]]></category>
		<category><![CDATA[Nacional]]></category>
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					<description><![CDATA[O incêndio que deflagrou na tarde de quarta-feira no concelho de Alfândega da Fé entrou em resolução às 05:40, mantendo-se no terreno 162 operacionais, disse hoje fonte da Proteção Civil.]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p><P>O incêndio que deflagrou na tarde de quarta-feira no concelho de Alfândega da Fé entrou em resolução às 05:40, mantendo-se no terreno 162 operacionais, disse hoje fonte da Proteção Civil.</P><br />
<P>O fogo &#8220;já está a ceder aos meios&#8221;, indicou à Lusa o Comando Sub-regional das Terras de Trás-os-Montes, notando que, por volta das 06:30 se mantinham no terreno 162 operacionais auxiliados por 54 viaturas. </P><br />
<P>O incêndio, que consome mato, mantém-se com duas frentes ativas &#8220;mas com pouca intensidade&#8221;, notou.</P><br />
<P>O alerta foi dado 15:39 de quarta-feira e esta ocorrência chegou a mobilizar 10 meios aéreos durante a tarde.</P><br />
<P>A Estrada Municipal 611 entre Cardanha, no concelho de Torre de Moncorvo, e Gouveia, no concelho de Alfândega da Fé, mantém-se cortada ao trânsito, disse à Lusa fonte da GNR de Bragança.</P></p>
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		<sapo:autor><![CDATA[CAMPO_VAZIO_784448]]></sapo:autor>
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		<title>Calor sufocante chega a Lisboa (e não só&#8230;): máximas de perto dos 40 ºC e noites que podem não baixar dos 25 ºC</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Executive Digest]]></dc:creator>
		<pubDate>Thu, 02 Jul 2026 05:30:04 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Notícias]]></category>
		<category><![CDATA[Atualidade]]></category>
		<category><![CDATA[Portugal]]></category>
		<category><![CDATA[SAPO Nacional]]></category>
		<category><![CDATA[calor extremo]]></category>
		<category><![CDATA[Lisboa]]></category>
		<category><![CDATA[onda de calor]]></category>
		<category><![CDATA[portugal]]></category>
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					<description><![CDATA[A partir desta quinta-feira, os termómetros começam a subir de forma mais acentuada, mas o pico deverá chegar entre hoje e domingo, com a capital a enfrentar um dos períodos mais quentes deste início de verão]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p>Lisboa prepara-se para vários dias de calor intenso, com temperaturas máximas próximas dos 40 ºC e noites tropicais que podem tornar a recuperação do corpo mais difícil. A partir desta quinta-feira, os termómetros começam a subir de forma mais acentuada, mas o pico deverá chegar entre hoje e domingo, com a capital a enfrentar um dos períodos mais quentes deste início de verão.</p>
<p>O aviso vem do próprio Instituto Português do Mar e da Atmosfera. “ATrará temperaturas muito acima do normal, com o provável estabelecimento no território de uma nova onda de calor”, alertou o IPMA, num comunicado sobre a evolução do estado do tempo em Portugal continental. O instituto prevê um período prolongado de tempo quente e seco, com máximas que poderão chegar aos 40 ºC a 43 ºC no vale do Tejo e no Alentejo.</p>
<p>No distrito de Lisboa, o IPMA colocou em vigor avisos de tempo quente. A previsão aponta para aviso laranja entre quinta-feira e sábado, por causa da persistência de valores muito elevados da temperatura máxima e mínima.</p>
<p>Na capital, as previsões apontam para uma subida clara das temperaturas. Esta quinta-feira, Lisboa deverá chegar a máxima de 39 ºC, com mínima de 26 ºC. Na sexta-feira, a previsão aponta para 37 ºC de máxima e 23 ºC de mínima, valores que deverão manter-se elevados durante o fim de semana e início da próxima semana.</p>
<p>O desconforto não ficará limitado às horas de maior calor. As noites deverão ser um dos fatores mais difíceis deste episódio, com mínimas acima dos 20 ºC em Lisboa e noutros pontos do país. Quando a temperatura mínima não desce abaixo dos 20 ºC, fala-se em noite tropical; quando fica igual ou acima dos 25 ºC, o episódio já pode ser descrito como noite tórrida.</p>
<p>Em Lisboa, a madrugada desta quinta-feira deverá já ser tropical, com mínima prevista de 26 ºC. Mesmo nos dias seguintes, as mínimas deverão continuar elevadas, sem grande alívio durante a noite. Este fator é particularmente relevante em meio urbano, onde o efeito de ilha de calor dificulta a descida da temperatura depois do pôr do sol.</p>
<p>A explicação está na combinação de vários fatores meteorológicos. Uma crista anticiclónica robusta, situada a noroeste da Península Ibérica, está a favorecer a estabilidade atmosférica, o céu limpo ou pouco nublado e a forte insolação. Ao mesmo tempo, o transporte de uma massa de ar muito quente e seco, de origem tropical continental, deverá acentuar a subida das temperaturas em Portugal continental.</p>
<p>Este padrão, muitas vezes descrito como uma cúpula de calor, permite que o calor se acumule junto à superfície ao longo de vários dias. Com vento em geral fraco, baixa humidade e noites muito quentes, a sensação térmica pode tornar-se ainda mais pesada do que os valores oficiais indicados pelos termómetros.</p>
<p>O IPMA prevê que os valores mais extremos se façam sentir no vale do Tejo e no Alentejo, onde as máximas poderão ultrapassar os 40 ºC. Mas mesmo junto ao litoral oeste, onde a influência atlântica costuma moderar as temperaturas, os valores deverão ficar acima do habitual para a época.</p>
<p>Lisboa será um dos pontos mais sensíveis, não apenas pelas temperaturas máximas, mas pela acumulação de calor no espaço urbano. O calor retido nos edifícios, no asfalto e nas zonas mais densamente construídas pode prolongar o desconforto durante a noite e agravar o risco para idosos, crianças, pessoas com doenças crónicas, trabalhadores expostos ao exterior e cidadãos sem acesso a climatização.</p>
<p>As autoridades recomendam hidratação frequente, evitar exposição solar nas horas de maior calor, reduzir esforços físicos, procurar locais frescos ou climatizados e manter especial atenção às pessoas mais vulneráveis. As noites tropicais ou tórridas impedem o corpo de recuperar totalmente do stress térmico acumulado durante o dia, aumentando o risco de exaustão, desidratação e agravamento de doenças pré-existentes.</p>
<p>Portugal já tinha enfrentado uma onda de calor no final de maio e escapou parcialmente à vaga mais intensa que nos últimos dias bateu recordes em vários países europeus. Agora, os modelos meteorológicos apontam para uma nova intensificação do calor sobre a Península Ibérica, com Lisboa no centro de um episódio que deverá marcar os primeiros dias de julho.</p>
<p>Apesar de ainda existir alguma incerteza sobre a duração exata do episódio, as previsões atuais indicam que as máximas acima dos 35 ºC poderão prolongar-se na capital até ao início da próxima semana. Para Lisboa, o problema não será apenas o calor do dia: será também a falta de alívio durante a noite.</p>
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		<sapo:autor><![CDATA[CAMPO_VAZIO_783375]]></sapo:autor>
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		<item>
		<title>CR New Energy estreia-se na Bolsa de Shenzhen a subir 114% após IPO recorde</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Executive Digest com Lusa]]></dc:creator>
		<pubDate>Thu, 02 Jul 2026 05:30:02 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Atualidade]]></category>
		<category><![CDATA[Notícias]]></category>
		<category><![CDATA[SAPO Internacional]]></category>
		<category><![CDATA[internacional]]></category>
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					<description><![CDATA[A produtora de energias renováveis China Resources New Energy estreou-se hoje na Bolsa de Shenzhen com uma valorização superior a 113% face ao preço inicial, na maior entrada em bolsa da história daquele mercado.]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p><P>A produtora de energias renováveis China Resources New Energy estreou-se hoje na Bolsa de Shenzhen com uma valorização superior a 113% face ao preço inicial, na maior entrada em bolsa da história daquele mercado.</P><br />
<P>A oferta pública inicial (IPO, na sigla em inglês) ficou avaliada em mais de 3,6 mil milhões de dólares (mais de 3,1 mil milhões de euros).</P><br />
<P>As ações da empresa abriram a 21,6 yuan (2,8 euros), acima dos 10,11 yuan (1,30 euro) definidos para a IPO. Nos primeiros minutos da sessão, chegaram a registar uma subida de 198,32%, antes de moderarem os ganhos para cerca de 124%.</P><br />
<P>A operação, a maior realizada na Ásia desde o início de 2026, envolveu a venda de mais de 2,42 mil milhões de ações, permitindo à empresa angariar cerca de 24,5 mil milhões de yuan (3,1 mil milhões de euros).</P><br />
<P>Na semana passada, a subsidiária do conglomerado estatal China Resources revelou que a parte destinada aos investidores de retalho registou uma procura 683 vezes superior ao número de ações disponíveis, mesmo após o aumento da alocação através de um mecanismo de redistribuição de ações aos investidores de retalho.</P><br />
<P>Trata-se da maior IPO na China desde a realizada, em 2022, pela petrolífera estatal CNOOC, que angariou o equivalente a 5,1 mil milhões de dólares (4,5 mil milhões de euros) na Bolsa de Xangai.</P><br />
<P>A operação supera igualmente o anterior recorde da Bolsa de Shenzhen, estabelecido em 2020 pela produtora de óleos alimentares Yihai Kerry Arawana, que arrecadou cerca de dois mil milhões de dólares (mais de 1,7 mil milhões de euros).</P><br />
<P>No final de 2025, a China Resources New Energy dispunha de cerca de 41 gigawatts de capacidade instalada, o equivalente a 2,3% do mercado chinês. Mais de 80% da capacidade correspondia a projetos eólicos, embora a energia solar tenha vindo a ganhar peso no portefólio da empresa.</P><br />
<P>As receitas da IPO serão destinadas ao desenvolvimento de novos projetos eólicos e solares, que acrescentarão mais de 7,1 gigawatts de capacidade instalada, num investimento superior a 40 mil milhões de yuan (5,1 mil milhões de euros).</P><br />
<P>A operação atribui à empresa uma capitalização bolsista estimada em cerca de 135 mil milhões de yuan (17,4 mil milhões de euros), semelhante à da Ganfeng Lithium, o maior produtor chinês de lítio.</P><br />
<P>A imprensa económica chinesa destacou que a operação permite também aferir o apetite dos investidores por setores além da inteligência artificial e da robótica, que dominaram as maiores estreias bolsistas dos últimos meses.</P><br />
<P>Especialistas citados pelo jornal oficial Global Times consideraram que o facto de a maior entrada em bolsa da história de Shenzhen pertencer a uma empresa de energias renováveis demonstra o crescente apoio dos mercados financeiros chineses ao financiamento da chamada &#8220;economia verde&#8221;.</P></p>
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		<sapo:autor><![CDATA[CAMPO_VAZIO_784446]]></sapo:autor>
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		<item>
		<title>Ucrânia: Sobe para oito número de mortos na sequência de ataque russo em Kiev</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Executive Digest com Lusa]]></dc:creator>
		<pubDate>Thu, 02 Jul 2026 05:20:03 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Atualidade]]></category>
		<category><![CDATA[Notícias]]></category>
		<category><![CDATA[SAPO Internacional]]></category>
		<category><![CDATA[internacional]]></category>
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					<description><![CDATA[O número de mortos causados por um ataque lançado pela Rússia com mísseis balísticos, mísseis de cruzeiro e drones na capital ucraniana aumentou para pelo menos oito mortos e dezenas de feridos, anunciaram hoje as autoridades locais.]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p><P>O número de mortos causados por um ataque lançado pela Rússia com mísseis balísticos, mísseis de cruzeiro e drones na capital ucraniana aumentou para pelo menos oito mortos e dezenas de feridos, anunciaram hoje as autoridades locais.</P><br />
<P>Um balanço anterior dava conta de quatro mortos na sequência do ataque de grande escala contra Kiev esta madrugada, que danificou edifícios e infraestruturas civis em toda a cidade. </P><br />
<P>Muitos residentes procuraram refúgio nas estações de metro após os primeiros alertas emitidos pelo Presidente ucraniano, Volodymyr Zelensky, e outras autoridades.</P><br />
<P>O chefe da administração militar de Kiev, Tymur Tkachenko, confirmou oito mortos e danos registados em 28 locais, sobretudo edifícios residenciais e infraestruturas civis. O presidente da câmara, Vitali Klitschko, indicou que 34 pessoas ficaram feridas.</P><br />
<P>A Rússia tem intensificado os ataques contra Kiev nas últimas semanas, mesmo quando a campanha ucraniana com drones de longo alcance contra alvos militares e energéticos em território russo tem provocado escassez de combustível e perturbações nas linhas de abastecimento.</P><br />
<P>Klitschko apelou aos residentes para permanecerem nos abrigos, descrevendo uma &#8220;furiosa ofensiva inimiga&#8221; em curso contra a capital.</P><br />
<P>Segundo o autarca, cinco pessoas ficaram feridas na área de Shevchenkivskyi, incluindo um paramédico em estado crítico. O serviço de emergência da Ucrânia informou que um hotel e dois edifícios residenciais de cinco andares foram danificados na mesma zona.</P><br />
<P>Na área de Desnianskyi, pessoas ficaram presas num edifício residencial de nove andares danificado, para onde se deslocaram equipas de resgate. Já na zona de Holosiivskyi, deflagrou um incêndio no telhado de um prédio de 16 andares.</P><br />
<P>Em Sviatoshynskyi, registaram-se incêndios em duas residências privadas, tendo pessoas ficado presas entre os destroços numa delas. </P><br />
<P>Já na zona de Darnytskyi, seis pisos de um edifício de nove andares colapsaram após um ataque russo, e outro prédio residencial de cinco andares foi danificado. O serviço de emergência acrescentou que um edifício de 16 andares e várias residências privadas foram atingidos na mesma área.</P><br />
<P>Tkachenko referiu ainda que o ataque destruiu parcialmente um edifício residencial em Desnianskyi, provocou incêndios junto a habitações em duas zonas de Pecherskyi e causou um incêndio perto de um edifício administrativo em Solomianskyi. Foram também registados danos nas áreas de Obolonskyi e Podilskyi.</P></p>
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		<sapo:autor><![CDATA[CAMPO_VAZIO_784445]]></sapo:autor>
	</item>
		<item>
		<title>China defende patrulhas marítimas a leste de Taiwan como &#8220;razoáveis&#8221; e &#8220;necessárias&#8221;</title>
		<link>https://executivedigest.sapo.pt/china-defende-patrulhas-maritimas-a-leste-de-taiwan-como-razoaveis-e-necessarias/</link>
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		<dc:creator><![CDATA[Executive Digest com Lusa]]></dc:creator>
		<pubDate>Thu, 02 Jul 2026 05:03:15 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Atualidade]]></category>
		<category><![CDATA[Notícias]]></category>
		<category><![CDATA[SAPO Internacional]]></category>
		<category><![CDATA[internacional]]></category>
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					<description><![CDATA[A China defendeu hoje que as recentes patrulhas marítimas realizadas em águas a leste de Taiwan são "razoáveis, legais, legítimas e necessárias" e acusou o Japão e as Filipinas de violarem o direito internacional.]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p><P>A China defendeu hoje que as recentes patrulhas marítimas realizadas em águas a leste de Taiwan são &#8220;razoáveis, legais, legítimas e necessárias&#8221; e acusou o Japão e as Filipinas de violarem o direito internacional.</P><br />
<P>Numa conferência de imprensa regular, a porta-voz do Gabinete para os Assuntos de Taiwan do Conselho de Estado (Governo chinês), Zhu Fenglian, afirmou que a China &#8220;possui uma zona económica exclusiva e uma plataforma continental nas águas a leste da ilha de Taiwan&#8221;, uma posição rejeitada por Taipé.</P><br />
<P>&#8220;As patrulhas de fiscalização realizadas pela Guarda Costeira do continente nas águas em causa constituem um exercício de jurisdição conforme a lei e uma ação justa para salvaguardar a soberania territorial e os direitos e interesses marítimos do país&#8221;, declarou.</P><br />
<P>Segundo Zhu, a operação foi uma resposta à intenção anunciada por Japão e Filipinas de iniciarem negociações para delimitar as respetivas zonas económicas exclusivas e plataformas continentais naquela área.</P><br />
<P>A porta-voz afirmou que a realização dessas negociações sem considerar a posição de Pequim &#8220;viola gravemente o direito internacional e as normas básicas que regem as relações internacionais, lesa seriamente os direitos e interesses marítimos da China e é totalmente ilegal e nula&#8221;.</P><br />
<P>Zhu criticou ainda as autoridades do Partido Democrático Progressista (PDP), no poder em Taiwan, acusando-as de &#8220;cederem e fazerem concessões&#8221; a Tóquio e Manila na tentativa de &#8220;procurar a independência com o apoio de forças externas&#8221;.</P><br />
<P>&#8220;Prejudicaram os interesses gerais da nação chinesa e os interesses concretos dos pescadores de Taiwan, tornando-se um peso morto para a nação. Já foram repudiados pelos compatriotas de ambos os lados do Estreito e acabarão inevitavelmente por ser julgados pela História&#8221;, afirmou.</P><br />
<P>A responsável respondia a perguntas sobre a &#8220;operação especial de controlo do tráfego marítimo&#8221; efetuada por Pequim entre 06 e 10 de junho em águas a leste de Taiwan, durante a qual foram inspecionados 198 navios, segundo o ministério dos Transportes da China.</P><br />
<P>No mês passado, Reino Unido, França e Alemanha manifestaram, numa rara declaração conjunta, oposição ao destacamento chinês, considerando que representava uma &#8220;ameaça&#8221; à estabilidade regional, à liberdade de navegação e à segurança do transporte marítimo internacional.</P><br />
<P>Pequim considera Taiwan uma &#8220;parte inalienável&#8221; do território chinês e não exclui o recurso à força para assumir o controlo da ilha, uma posição rejeitada pelas autoridades taiwanesas, que defendem que apenas os 23 milhões de habitantes de Taiwan podem decidir o seu futuro político.</P></p>
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		<sapo:autor><![CDATA[CAMPO_VAZIO_784444]]></sapo:autor>
	</item>
		<item>
		<title>Ucrânia: Ataques de mísseis e drones a Kiev causam dois mortos</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Executive Digest com Lusa]]></dc:creator>
		<pubDate>Thu, 02 Jul 2026 03:53:47 +0000</pubDate>
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					<description><![CDATA[A capital ucraniana foi hoje alvo de barragens de mísseis e drones russos que provocaram incêndios e causaram pelo menos duas mortes, após um alerta do Presidente da Ucrânia, Volodymyr Zelensky, sobre uma ofensiva "de grande envergadura".]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p><P>A capital ucraniana foi hoje alvo de barragens de mísseis e drones russos que provocaram incêndios e causaram pelo menos duas mortes, após um alerta do Presidente da Ucrânia, Volodymyr Zelensky, sobre uma ofensiva &#8220;de grande envergadura&#8221;.</P><br />
<P>O dirigente ucraniano indicou na quarta-feira, a partir de Dublin, que regressaria de imediato a Kiev na sequência de informações sobre uma nova ofensiva russa em preparação.</P><br />
<P>&#8220;Sabemos que [o Presidente russo] Vladimir Putin prepara este ataque massivo contra a Ucrânia há já algum tempo&#8221;, declarou, apelando aos ucranianos para &#8220;redobrarem a cautela para se protegerem&#8221;, durante uma conferência de imprensa na Irlanda, na quarta-feira.</P><br />
<P>&#8220;Durante a noite, o inimigo voltou a lançar uma ofensiva massiva contra a região de Kiev, utilizando drones de ataque, mísseis balísticos e mísseis de cruzeiro&#8221;, afirmou hoje Mykola Kalachnyk, responsável da administração militar da região de Kiev, na rede de mensagens Telegram, precisando que cinco distritos foram atingidos.</P><br />
<P>Jornalistas da agência France-Presse (AFP) ouviram explosões durante várias séries de ataques ao longo de muitas horas.</P><br />
<P>Uma nuvem de fumo ergueu-se após uma detonação no centro da capital ucraniana, seguida de chamas e brasas, de acordo com um repórter em Kiev. Bombeiros e ambulâncias chegaram rapidamente ao local.</P><br />
<P>Cerca de cinquenta minutos após a primeira explosão, foi registada uma segunda deflagração perto do ponto inicial de impacto, que projetou destroços no ar.</P><br />
<P>Nas ruas, os habitantes dirigiam-se para os abrigos, levando colchões debaixo do braço.</P><br />
<P>Kateryna Koval, residente em Kiev, explicou à AFP que tinha perdido o hábito de se refugiar sistematicamente nos abrigos. &#8220;Mas depois dos últimos ataques, decidi ir porque houve simplesmente demasiadas ofensivas contra locais civis na recente investida&#8221;, sublinhou, refugiada no metro da capital.</P><br />
<P>&#8220;Claro que a situação pode sempre piorar, mas não penso que consigam intimidar-nos&#8221;, observou Kateryna Kucheriava, médica residente em Kiev.</P><br />
<P>&#8220;Neste momento, o número de feridos no ataque subiu para 16. Infelizmente, duas pessoas morreram&#8221;, anunciou o responsável da administração militar de Kiev, Timour Tkatchenko.</P><br />
<P>O responsável precisou que 28 locais foram atingidos pelas ofensivas, &#8220;essencialmente edifícios residenciais e infraestruturas civis&#8221;.</P><br />
<P>O presidente da câmara de Kiev, Vitali Klitschko, indicou que ataques danificaram um edifício no centro da capital que albergava um posto de ambulâncias.</P><br />
<P>&#8220;Cinco profissionais de saúde ficaram feridos no distrito de Chevtchenkivskyï. Um deles, um paramédico, está em estado crítico&#8221;, detalhou no Telegram.</P><br />
<P>&#8220;O telhado de um edifício residencial de grande altura está em chamas&#8221; noutro distrito, enquanto pessoas ficaram presas noutro prédio danificado de nove andares, acrescentou o autarca.</P><br />
<P>Mais de quatro anos após o início da invasão russa da Ucrânia, a capital continua a ser regularmente alvo de ataques aéreos mortais e por vezes massivos.</P><br />
<P>No dia 02 de junho, uma ofensiva russa de grande escala, conduzida com 656 drones e 73 mísseis, provocou 23 mortos, incluindo 16 em Dnipro, no centro-leste do país, e sete em Kiev, onde cerca de 50 pessoas ficaram também feridas, segundo as autoridades.</P><br />
<P>Kiev intensificou, por seu lado, nos últimos meses, as ofensivas contra a Rússia e os territórios ocupados por Moscovo, enquanto as negociações sob mediação norte-americana para pôr fim à guerra permanecem bloqueadas.</P><br />
<P>Em 18 de junho, uma ofensiva ucraniana de grande escala provocou 17 feridos e atingiu uma importante refinaria em Moscovo, causando explosões e um incêndio espetacular.</P></p>
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		<sapo:autor><![CDATA[CAMPO_VAZIO_784443]]></sapo:autor>
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		<title>China insta Estados Unidos a tratarem questão de Taiwan &#8220;com a máxima prudência&#8221;</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Executive Digest com Lusa]]></dc:creator>
		<pubDate>Thu, 02 Jul 2026 03:27:14 +0000</pubDate>
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					<description><![CDATA[O chefe da diplomacia chinesa, Wang Yi, instou os Estados Unidos a tratarem a questão de Taiwan "com máxima prudência", durante uma conversa telefónica com o secretário de Estado norte-americano, Marco Rubio, segundo um comunicado divulgado hoje.]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p><P>O chefe da diplomacia chinesa, Wang Yi, instou os Estados Unidos a tratarem a questão de Taiwan &#8220;com máxima prudência&#8221;, durante uma conversa telefónica com o secretário de Estado norte-americano, Marco Rubio, segundo um comunicado divulgado hoje.</P><br />
<P>&#8220;Um pequeno movimento na questão de Taiwan pode afetar toda a situação&#8221;, afirmou Wang, num contexto de crescente tensão entre Pequim e Taipé.</P><br />
<P>A conversa teve lugar em 30 de junho e o respetivo conteúdo foi divulgado hoje pelo ministério dos Negócios Estrangeiros chinês.</P><br />
<P>Segundo o comunicado, Wang defendeu que a construção de uma &#8220;relação de estabilidade estratégica construtiva&#8221; entre a China e os Estados Unidos &#8220;é o que desejam os povos dos dois países e o que espera a comunidade internacional&#8221;.</P><br />
<P>&#8220;Ambas as partes devem eliminar as interferências, ultrapassar os obstáculos e avançar firmemente nesta direção correta&#8221;, afirmou o ministro, acrescentando que os dois países &#8220;devem manter sempre o espírito de igualdade, respeito e benefício mútuo&#8221; e transformar os consensos alcançados pelos respetivos presidentes em &#8220;políticas concretas e medidas eficazes&#8221;.</P><br />
<P>&#8220;Construir uma relação de estabilidade estratégica construtiva não pode ficar pelas palavras. Exige ação, caminhar na mesma direção e perseverança. Para isso, ambas as partes devem alargar a lista de áreas de cooperação, desenvolver mais temas positivos na agenda, reduzir a lista de problemas e gerir todos os riscos latentes&#8221;, acrescentou.</P><br />
<P>O comunicado chinês não reproduz as declarações de Marco Rubio, limitando-se a descrever a conversa como &#8220;positiva e construtiva&#8221; e a indicar que ambos concordaram em &#8220;aplicar conjuntamente os importantes consensos alcançados pelos chefes de Estado&#8221; e em &#8220;manter uma comunicação flexível&#8221;.</P><br />
<P>A chamada ocorreu cerca de um mês e meio após a cimeira realizada em Pequim entre os Presidentes da China, Xi Jinping, e dos Estados Unidos, Donald Trump, durante a qual ambos abordaram, entre outros temas, a questão de Taiwan, ilha autogovernada que Pequim considera uma &#8220;parte inalienável&#8221; do território chinês.</P><br />
<P>Há mais de sete décadas que Washington ocupa uma posição central nas disputas entre Pequim e Taipé, sendo o principal fornecedor de armamento a Taiwan. Embora não mantenha relações diplomáticas formais com a ilha, os Estados Unidos poderão defendê-la em caso de conflito com a China.</P><br />
<P>Esta posição tem sido uma fonte permanente de fricção entre as duas maiores potências mundiais, com Pequim a considerar a questão de Taiwan como a principal &#8220;linha vermelha&#8221; nas relações sino-americanas.</P></p>
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		<sapo:autor><![CDATA[CAMPO_VAZIO_784442]]></sapo:autor>
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		<title>Serviços de imigração dos EUA duplica ritmo de detenções nos últimos cinco dias</title>
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		<pubDate>Thu, 02 Jul 2026 03:15:03 +0000</pubDate>
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					<description><![CDATA[Os serviços de imigração norte-americanos detiveram mais de 10.000 pessoas em cinco dias, duplicando o ritmo de detenções registadas no início do ano, no âmbito de uma estratégia para intensificar a aplicação das leis de imigração.]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p><P>Os serviços de imigração norte-americanos detiveram mais de 10.000 pessoas em cinco dias, duplicando o ritmo de detenções registadas no início do ano, no âmbito de uma estratégia para intensificar a aplicação das leis de imigração.</P><br />
<P>Segundo o New York Times esta quarta-feira, que cita documentos internos e entrevistas com funcionários federais, a direção do Serviço de Imigração e Controlo Aduaneiro (ICE) ordenou recentemente aos seus responsáveis regionais para redobrarem os esforços para localizar e deter imigrantes passíveis de deportação. </P><br />
<P>As detenções ocorreram durante controlos de imigração, inspeções de trânsito e operações nas vias públicas.</P><br />
<P>O número de detenções passou de cerca de 1.000 por dia no início deste ano para cerca de 2.000 por dia, uma meta que, segundo três funcionários citados pelo jornal, foi transmitida aos agentes a pedido da Casa Branca.</P><br />
<P>Um deles alertou, no entanto, que não é claro por quanto tempo esse nível de atividade poderá ser mantido.</P><br />
<P>Ao contrário de operações anteriores amplamente divulgadas em cidades como Chicago ou Los Angeles, o recente aumento das detenções tem ocorrido de forma mais discreta, sem grandes mobilizações públicas, depois de a Administração do Presidente Donald Trump ter alterado a estratégia, na sequência das críticas suscitadas por operações de grande impacto nos meses anteriores, referiu o jornal.</P><br />
<P>O aumento das detenções ocorre enquanto Trump insiste em acelerar a política de deportações em larga escala, uma das principais promessas do segundo mandato.</P><br />
<P>A ofensiva em matéria de imigração coincide ainda com decisões recentes do Supremo Tribunal, que ampliaram a margem de manobra do Executivo nesta matéria, embora tenham limitado a tentativa de pôr fim à cidadania por nascimento para filhos de imigrantes indocumentados e visitantes temporários. </P></p>
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		<sapo:autor><![CDATA[CAMPO_VAZIO_784441]]></sapo:autor>
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		<title>Timor-Leste vai ter hospital militar construído pela China &#8212; PM timorense</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Executive Digest com Lusa]]></dc:creator>
		<pubDate>Thu, 02 Jul 2026 02:59:51 +0000</pubDate>
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					<description><![CDATA[Díli, 02 de julho de 2026 (Lusa) --- O primeiro-ministro timorense, Xanana Gusmão, disse hoje que a China vai construir um hospital militar e formar médicos para diminuir a dependência de estabelecimentos hospitalares estrangeiros para tratamentos.]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p><P>Díli, 02 de julho de 2026 (Lusa) &#8212; O primeiro-ministro timorense, Xanana Gusmão, disse hoje que a China vai construir um hospital militar e formar médicos para diminuir a dependência de estabelecimentos hospitalares estrangeiros para tratamentos.</P><br />
<P>&#8220;Concordámos com uma oferta da China para construir um hospital militar nas traseiras do Ministério da Defesa e também para formar médicos, de modo a evitar que tenhamos de enviar repetidamente doentes para a Malásia&#8221;, explicou Xanana Gusmão.</P><br />
<P>O primeiro-ministro falava aos jornalistas após a reunião semanal com o Presidente timorense, José Ramos-Horta, no Palácio Presidencial.</P><br />
<P>O Conselho de Ministros aprovou quarta-feira o projeto de construção do hospital militar das forças de defesa timorense.</P><br />
<P>&#8220;O projeto prevê a construção de um hospital geral com capacidade para 100 camas, numa área de cerca de 10.500 metros quadrados, incluindo um edifício principal com oito pisos e vários edifícios de apoio&#8221;, pode ler-se no comunicado do Conselho de Ministros.</P><br />
<P>O hospital terá tecnologia moderna e vai estar preparado para prestar serviços de consultas externas, urgência, internamento, imagiologia, análises clínicas e cuidados intensivos.</P><br />
<P>Com a construção da nova unidade hospitalar, o Governo pretende complementar o Serviço Nacional de Saúde, melhorar a resposta a emergências, catástrofes e crises humanitárias e promover a formação e o desenvolvimento da medicina militar.</P><br />
<P>&#8220;Outro dos objetivos é reduzir a dependência de tratamentos médicos no estrangeiro e beneficiar igualmente a população civil, contribuindo para o reforço da capacidade nacional na área da saúde e para o desenvolvimento económico do país&#8221;, acrescentou o Conselho de Ministros.</P><br />
<P>Nas declarações aos jornalistas, Xanana Gusmão recordou que, em julho de 2023, havia dívidas de 31 milhões de dólares (27,2 milhões de euros), entretanto pagas, relacionadas com tratamentos de saúde realizados no estrangeiro.</P><br />
<P>A China já financiou e construiu diversas infraestruturas em Timor-Leste, incluindo os edifícios do Ministério dos Negócios Estrangeiros e Cooperação, do Ministério da Defesa, do Quartel-General das forças de defesa, o Palácio Presidencial, entre outros.</P></p>
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		<sapo:autor><![CDATA[CAMPO_VAZIO_784440]]></sapo:autor>
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		<item>
		<title>Senado da Bolívia cria comissão para investigar alegada influência de Zapatero no país</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Executive Digest com Lusa]]></dc:creator>
		<pubDate>Thu, 02 Jul 2026 02:53:25 +0000</pubDate>
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					<description><![CDATA[O Senado da Bolívia aprovou a criação de uma comissão para investigar a alegada influência exercida pelo ex-líder espanhol José Luis Zapatero no país a favor de uma empresa peruana em troca de 200 mil euros.]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p><P>O Senado da Bolívia aprovou a criação de uma comissão para investigar a alegada influência exercida pelo ex-líder espanhol José Luis Zapatero no país a favor de uma empresa peruana em troca de 200 mil euros.</P><br />
<P>A &#8220;Comissão Especial de Investigação&#8221;, aprovada numa sessão realizada na quarta-feira, ficará &#8220;encarregada de investigar as supostas manobras de influência exercidas na Bolívia por José Luis Rodríguez Zapatero e outros intervenientes nacionais ou estrangeiros, a favor do Grupo Gloria do Peru&#8221;, explicou a câmara alta do Parlamento em comunicado.</P><br />
<P>Esta comissão vai investigar também a &#8220;eventual influência&#8221; de Zapatero e dos outros possíveis implicados &#8220;em decisões judiciais e constitucionais relacionadas com um litígio empresarial&#8221;, acrescentou.</P><br />
<P>A comissão vai ser composta por seis senadores das diferentes forças políticas com representação na câmara alta e terá um prazo de até três meses para realizar a investigação e apresentar um relatório final ao plenário.</P><br />
<P>Na semana passada, foi divulgado um relatório da Unidade de Crimes Económicos e Fiscais (UDEF) da Polícia Nacional de Espanha, que sustenta que Zapatero participou numa &#8220;dinâmica de intermediação e influências&#8221; junto de autoridades da Bolívia, com o objetivo de &#8220;beneficiar os interesses&#8221; do Grupo Gloria, &#8220;mediante uma contrapartida económica de 200 mil euros&#8221;.</P><br />
<P>O relatório inclui conversas no WhatsApp entre Zapatero e a secretária, Gertrudis Alcázar, bem como várias agendas do ex-presidente Luis Arce, que serviram para sustentar a última acusação do caso Plus Ultra, no qual está a ser investigado por possivelmente ter recebido comissões pela influência exercida no resgate dessa companhia aérea.</P><br />
<P>No relatório surgem figuras de destaque do Governo da Bolívia entre 2020 e 2025, incluindo o ex-presidente Luis Arce (2020-2025), três ministros de Arce, o então procurador-geral boliviano Ricardo Condori e a ex-embaixadora da Bolívia em Espanha entre 2007 e 2015, Carmen Almendras.</P><br />
<P>O caso na Bolívia envolve a Sociedad Boliviana de Cemento (Soboce) numa disputa judicial, desde 2010, com a empresa estatal Fábrica Nacional de Cementos (Fancesa) pela posse de ações que permitiriam à primeira empresa expandir as  fábricas regionais detidas, o que foi denunciado pela segunda como um caso de alegada concorrência desleal.</P><br />
<P>Desde 2014, o caso envolveu também o grupo peruano Gloria, atual acionista maioritário da Soboce, que reclama uma indemnização pela reversão dessas ações e mantém litígios contra o Estado boliviano.</P><br />
<P>O ex-presidente Arce, que se encontra em prisão preventiva desde dezembro de 2025 por um caso de alegada corrupção, negou estar envolvido &#8220;em qualquer caso de tráfico de influências&#8221; a favor da Soboce.</P><br />
<P>Recentemente, após a divulgação do relatório da UDEF, o Supremo Tribunal de Justiça da Bolívia (TSJ) confirmou uma sentença de 2025 que obriga a Soboce a pagar à Fancesa uma indemnização de mais de 74,4 milhões de dólares (65,3 milhões de euros). </P></p>
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		<sapo:autor><![CDATA[CAMPO_VAZIO_784439]]></sapo:autor>
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		<title>Mundial2026: Estados Unidos nos &#8216;oitavos&#8217; ao resistir com 10 à Bósnia-Herzegovina</title>
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		<pubDate>Thu, 02 Jul 2026 02:08:36 +0000</pubDate>
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					<description><![CDATA[Os coanfitriões Estados Unidos qualificaram-se na quarta-feira pela oitava vez para os oitavos de final do Mundial de futebol, ao vencerem a Bósnia-Herzegovina por 2-0, no 10.º encontro dos '16 avos' da edição 2026, em Santa Clara.]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p><P>Os coanfitriões Estados Unidos qualificaram-se na quarta-feira pela oitava vez para os oitavos de final do Mundial de futebol, ao vencerem a Bósnia-Herzegovina por 2-0, no 10.º encontro dos &#8217;16 avos&#8217; da edição 2026, em Santa Clara.</P><br />
<P>Folarin Balogun inaugurou o marcador aos 45 minutos, mas, aos 64, viu o cartão vermelho direto, deixando os norte-americanos reduzidos a 10, o que não impediu Malik Tillman de aumentar a vantagem, aos 82, de livre direto.</P><br />
<P>Nos &#8216;oitavos&#8217;, em jogo marcado para sexta-feira, em Seattle, os Estados Unidos, que só tinham vencido um jogo a eliminar (2-0 ao México, em 2002), defrontam a Bélgica, que venceu o Senegal por 3-2, após prolongamento, depois de estar a perder por 2-0.</P></p>
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		<title>Sánchez recorre a comissão interamericana para travar proclamação de Fujimori no Peru</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Executive Digest com Lusa]]></dc:creator>
		<pubDate>Thu, 02 Jul 2026 01:34:29 +0000</pubDate>
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					<description><![CDATA[O candidato de esquerda Roberto Sánchez, derrotado na segunda volta das presidenciais peruanas frente a Keiko Fujimori (direita), solicitou medidas cautelares à Comissão Interamericana dos Direitos Humanos (CIDH) contra a proclamação dos resultados eleitorais, prevista para sexta-feira.]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p><P>O candidato de esquerda Roberto Sánchez, derrotado na segunda volta das presidenciais peruanas frente a Keiko Fujimori (direita), solicitou medidas cautelares à Comissão Interamericana dos Direitos Humanos (CIDH) contra a proclamação dos resultados eleitorais, prevista para sexta-feira.</P><br />
<P>Sánchez recorreu à CIDH depois de o Júri Nacional de Eleições (JNE), a máxima autoridade eleitoral do país, ter rejeitado o pedido que fez para que fossem anulados os votos no estrangeiro, o que lhe daria a vitória na disputa, uma vez que foi o candidato mais votado no território nacional.</P><br />
<P>Com a contagem dos votos concluída, Fujimori venceu Sánchez por uma margem estreita de 49.641 votos, mas se os votos no estrangeiro fossem anulados, seria o candidato de esquerda o vencedor, com mais 32.014 votos do que a filha e herdeira política do ex-presidente Alberto Fujimori (1990-2000).</P><br />
<P>O candidato e líder do &#8220;Juntos pelo Peru&#8221;, que antes das eleições prometera respeitar os resultados, denunciou, embora sem a apresentação de provas, uma suposta fraude contra si e fundamentou o pedido de anulação dos votos dos peruanos no estrangeiro com o facto de ter sido alterada a forma de apuramento das atas em relação à primeira volta, escreveu a agência de notícias EFE.</P><br />
<P>Enquanto no primeiro turno as atas do exterior eram digitalizadas e enviadas em formato digital para apuramento, o Ministério dos Negócios Estrangeiros solicitou que se deixasse de proceder dessa forma no segundo turno, após terem surgido problemas com a plataforma informática.</P><br />
<P>Isto obrigou a que as atas fossem enviadas fisicamente para Lima para apuramento, o que, segundo Sánchez, foi feito sem a devida cadeia de custódia para preservar os resultados e abre a porta a uma suposta manipulação ainda não comprovada.</P><br />
<P>Os jurados eleitorais do Peru rejeitaram o pedido de Sánchez por ter sido apresentado fora do prazo e, além disso, por não terem sido pagas as taxas correspondentes de direito de tramitação.</P><br />
<P>O valor das taxas, que ascende a 1.375 soles (cerca de 353 euros) por cada mesa eleitoral que se pretende anular, é também um dos argumentos invocados por Sánchez para recorrer à CIDH, ao considerar que &#8220;o montante elevado de algumas taxas impede o acesso ao direito à justiça&#8221;.</P><br />
<P>A proclamação dos resultados eleitorais da segunda volta presidencial do Peru está prevista para esta sexta-feira, 03 de julho, ao meio-dia (18:00 em Lisboa), pelo JNE, enquanto que, a 15 de julho, serão entregues a Fujimori as credenciais de presidente eleita e, a 28 de julho, dia nacional do Peru, vai ser empossada como chefe de Estado para o mandato de 2026-2031.</P></p>
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		<sapo:autor><![CDATA[CAMPO_VAZIO_784437]]></sapo:autor>
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		<title>Oito em cada 10 mortos em ações policiais no Brasil são negros &#8211; relatório</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Executive Digest com Lusa]]></dc:creator>
		<pubDate>Thu, 02 Jul 2026 00:00:02 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Atualidade]]></category>
		<category><![CDATA[Notícias]]></category>
		<category><![CDATA[SAPO Nacional]]></category>
		<category><![CDATA[Nacional]]></category>
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					<description><![CDATA[Oito em cada dez pessoas mortas em 2025 em ações policiais em nove estados brasileiros monitorados pela Rede de Observatórios da Segurança eram negras, segundo relatório divulgado na quarta-feira.]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p><P>Oito em cada dez pessoas mortas em 2025 em ações policiais em nove estados brasileiros monitorados pela Rede de Observatórios da Segurança eram negras, segundo relatório divulgado na quarta-feira.</P><br />
<P>O estudo &#8220;Pele Alvo: Entre Racismo e Letalidade, o Amanhã&#8221; mostra que 86,3% das vítimas com raça identificada eram negras (pretos e pardos) entre as 4.330 mortes decorrentes de intervenção policial registadas.</P><br />
<P>A Rede de Observatórios, do Centro de Estudos de Segurança e Cidadania (CESeC) afirma que esse total de mortes representa aumento de 6,4% em relação a 2024 e constitui o maior número da série histórica iniciada em 2019.</P><br />
<P>Desde o início do monitoramento foram contabilizadas 28.799 mortes provocadas por policiais nos nove estados acompanhados pela organização entre 2019 e 2025.</P><br />
<P>O levantamento reúne dados das secretarias estaduais de segurança pública do Amazonas, Baía, Ceará, Maranhão, Pará, Pernambuco, Piauí, Rio de Janeiro e São Paulo, estados onde a rede está presente.</P><br />
<P>A Baía registou o maior número absoluto de mortes com 1.570 vítimas seguida por São Paulo com 834, Rio de Janeiro com 800, e Pará com 632.</P><br />
<P>Segundo o relatório a desproporção racial aparece em todos os estados monitorados com participação de vítimas negras superior ao peso dessa população em cada unidade da federação.</P><br />
<P>No Amazonas pessoas negras representam 73,7% da população, mas responderam por 96% das mortes decorrentes de intervenção policial enquanto Pernambuco registrou 94,4% Bahia 93,9% e Pará 93,3%.</P><br />
<P>O estudo afirma que pessoas negras tiveram em média quatro vezes mais probabilidade de morrer em ações policiais do que pessoas brancas nos estados analisados.</P><br />
<P>Em Pernambuco esse risco foi 11 vezes maior do que para brancos enquanto no Rio de Janeiro chegou a ser seis vezes superior segundo os pesquisadores.</P><br />
<P>Os jovens permaneceram como principal grupo atingido pelas ações policiais com 64,8% das vítimas tendo até 29 anos, sendo que entre os mortos do ano passado estavam 310 adolescentes de 12 a 17 anos.</P><br />
<P>Os autores do estudo afirmam que a concentração de mortes entre jovens negros revela uma política de segurança baseada no confronto bélico e com impacto sobretudo sobre moradores de periferias e favelas.</P><br />
<P>Para o coordenador da pesquisa da Rede Observatórios da Segurança, Jonas Pacheco, e especialista em ciências sociais e segurança pública, os números são &#8220;assustadores e assombrosos&#8221;.</P><br />
<P>&#8220;Então, o desafio é olhar para o futuro dessa juventude, desses jovens moradores de periferia, homens, jovens, negros&#8221;, afirmou em entrevista à Lusa.</P><br />
<P>&#8220;Como que a gente consegue consolidar e reestruturar uma ressignificação social para que essas pessoas consigam ter os seus direitos assegurados, a sua vida assegurada e alguma perspetiva de dignidade preservada para o futuro&#8221;, realçou.</P><br />
<P>Para o especialista, um dos caminhos para redução da letalidade policial seria a melhor articulação entre os órgãos do sistema de Justiça e o controle da atividade da polícia, mas que ainda assim, &#8220;falta vontade política&#8221;.</P><br />
<P>Jonas Pacheco também defendeu o uso de câmaras corporais nos agentes, como já acontece, em alguns estados brasileiros, e reiterou a importância de fiscalizar essas gravações.  </P><br />
<P>MYMA// RBF</P><br />
<P>Lusa/</P></p>
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		<sapo:autor><![CDATA[CAMPO_VAZIO_784435]]></sapo:autor>
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		<title>Venezuela: Trump registou a sua marca de produtos para a casa naquele país</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Executive Digest com Lusa]]></dc:creator>
		<pubDate>Wed, 01 Jul 2026 23:18:48 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Atualidade]]></category>
		<category><![CDATA[Notícias]]></category>
		<category><![CDATA[SAPO Internacional]]></category>
		<category><![CDATA[internacional]]></category>
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					<description><![CDATA[O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, mantém registada a sua marca "TRUMP HOME" na Venezuela, segundo a sua mais recente declaração de património divulgada pelo Escritório de Ética Governamental (OGE).]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p><P>O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, mantém registada a sua marca &#8220;TRUMP HOME&#8221; na Venezuela, segundo a sua mais recente declaração de património divulgada pelo Escritório de Ética Governamental (OGE).</P><br />
<P>O documento especifica que a marca está inscrita no Serviço Autónomo de Propriedade Intelectual (SAPI) venezuelano em várias classes de produtos relacionados com artigos para o lar, incluindo utensílios de cozinha, louça, têxteis e objetos domésticos.</P><br />
<P>A declaração identifica múltiplos registos consecutivos sob a denominação &#8220;TRUMP HOME&#8221;, todos com estado de &#8220;registados&#8221; na Venezuela.</P><br />
<P>O documento não indica, no entanto, que a marca esteja atualmente em uso comercial no país nem reporta rendimentos associados à sua exploração em território venezuelano.</P><br />
<P>As declarações de património de altos responsáveis dos Estados Unidos incluem ativos de propriedade intelectual como marcas registadas em diferentes países, independentemente de existir ou não atividade comercial ativa. </P><br />
<P>Esta é a primeira vez que o chefe de Estado norte-americano inclui numa declaração patrimonial a presença da sua marca na Venezuela, coincidindo com a reabertura das relações entre ambas as nações desde a captura pelos EUA do ex-Presidente venezuelano Nicolás Maduro, a 3 de janeiro deste ano. </P><br />
<P>A nova declaração patrimonial de Trump, divulgada a 29 de junho, mostra um forte peso das criptomoedas na sua carteira de rendimentos.</P><br />
<P>Segundo o documento, o presidente obteve mais de 1,4 mil milhões de dólares ligados a projetos digitais, principalmente através da sua empresa familiar World Liberty Financial e da venda de ativos e licenças associadas a criptomoedas e &#8220;memecoins&#8221;. </P><br />
<P>O relatório, de 927 páginas, também reflete rendimentos por licenças de marca, investimentos em bolsa e negócios imobiliários, num portefólio que ultrapassa os 2 mil milhões de dólares em rendimentos totais. </P><br />
<P>ATR // </P></p>
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