Esta quarta-feira tem lugar um novo marco importante nos avanços da construção da linha circular do Metropolitano de Lisboa. Esta manhã será demolido o tímpano do túnel que vai ligar a futura estação de Santos e o ISEG.
Assim, fica feita a ligação Santos-Rato, com as futuras novas estações da Estrela e de Santos que, segundo a empresa, “também já se encontram em estado adiantado de construção”.
Na demolição de hoje, na Rua das Francesinhas, estará presente o Secretário de Estado da Mobilidade Urbana, Jorge Delgado, e o Presidente do Conselho de Administração do Metropolitano de Lisboa, Vitor Domingues dos Santos
Túnel Estrela-Santos ficou concluído em janeiro
O túnel do metropolitano de Lisboa que vai unir as futuras estações da Estrela e de Santos ficou concluído logo no início de janeiro, faltando a ligação ao Cais do Sodré, prevendo-se a conclusão total da obra no primeiro trimestre de 2025.
O Metropolitano de Lisboa prevê inaugurar a linha Circular no primeiro trimestre de 2025 (a previsão inicial era no final de 2024), num investimento estimado de 330 milhões de euros.
Em mais cerca de quatro quilómetros da linha, com início no aeroporto de Lisboa, estão projetadas quatro novas estações — Amoreiras/Campolide, Campo de Ourique, Infante Santo e Alcântara —, e esta última fará a ligação à futura Linha Intermodal Sustentável (Lios Ocidental), promovendo a ligação ao concelho de Oeiras.
No caso da linha Violeta, que ligará num sistema de metro ligeiro de superfície os concelhos de Odivelas e Loures, deverá estar concluída no segundo semestre de 2026, e contará com um total de 17 estações e cerca de 11,5 quilómetros de extensão.
No concelho de Loures serão construídas nove estações que servirão as freguesias de Loures, Santo António dos Cavaleiros e Frielas, numa extensão de 6,4 quilómetros.
Já no concelho vizinho de Odivelas serão construídas oito estações para servir as freguesias da Póvoa de Santo Adrião e Olival de Basto, Odivelas, Ramada e Caneças, numa extensão total de 5,1 quilómetros.
O investimento previsto é de 527,3 milhões de euros.
O prolongamento das linhas Amarela e Verde, tendo em vista a linha circular, tinha em 2018 um investimento de 210 milhões de euros, tendo, entretanto, subido para 331,4 milhões de euros cofinanciados em 137,2 milhões de euros pelo Fundo Ambiental, em 103 milhões de euros pelo Fundo de Coesão, através do POSEUR — Programa Operacional de Sustentabilidade e Eficiência no Uso de Recursos e em 91,2 milhões de euros pelo Orçamento do Estado.
A futura estação Estrela ficará localizada no edifício da farmácia do antigo Hospital Militar. O acesso será integrado à Calçada da Estrela e ao Jardim da Estrela, proporcionando, ainda, uma requalificação urbana na zona.
Devido à profundidade desta nova estação, a deslocação entre o átrio e o cais será efetuada por seis elevadores de grande capacidade e duas escadas mecânicas, atingindo o nível da superfície. O objetivo é que seja possível um rápido acesso e maior conforto de utilização da estação pelos clientes e um maior acesso à rede do Metro para a população.
Já a estação de Santos ficará localizada a Poente do quarteirão definido pela Av. D. Carlos I, Rua das Francesinhas, Rua dos Industriais e Travessa do Pasteleiro. Os acessos à nova estação serão feitos pela Travessa do Pasteleiro e pela Avenida D. Carlos I. O acesso principal ficará no Largo da Esperança, integrando o elevador dos bombeiros. Irá também existir um acesso por elevador ao Bairro da Madragoa.
Todos os níveis da estação, desde o cais até à superfície, vão ser servidos por escadas mecânicas.
Com um impacto estimado da procura no primeiro ano, de 9 milhões de novos passageiros na linha Circular e de 5,3% em toda a rede, este novo anel no centro da cidade vai retirar da superfície 2,6 milhões de veículos de transporte individual por ano e reduzir 5.000 toneladas de CO2 no primeiro ano de exploração.
*Com Lusa













