Metro de Lisboa relança concurso para troço da linha circular

O lote que tinha recebido propostas acima do preço-base volta a ser objecto de concurso, anunciou o metro de Lisboa, um dia antes do prazo estabelecido pelo Presidente da República para promulgar o Orçamento do Estado- como garantiu no início da semana – que suspende a linha circular.

Executive Digest

O lote que tinha recebido propostas acima do preço-base volta a ser objecto de concurso, anunciou o metro de Lisboa, um dia antes do prazo estabelecido pelo Presidente da República para promulgar o Orçamento do Estado- como garantiu no início da semana – que suspende a linha circular.

A empreitada, que visa ligar as estações do Rato ao Cais do Sodré, foi dividida em dois lotes. O primeiro, entre o Rato e a Estrela, teve propostas de três consórcios dentro dos valores pretendidos. A Mota-Engil apresentou uma proposta com um valor de execução 49,631 milhões de euros. O da espanhola Acciona com a Casais ia aos 47,690 milhões de euros e o da Teixeira Duarte (com Alves Ribeiro, HCI e Tecnovia) 77 milhões de euros. Já a Zagope propôs uma solução no valor de 48,624 milhões de euros, refere o Metro de Lisboa em comunicado.

Contudo, as propostas para o segundo lote, entre Santos e Cais do Sodré, ficaram acima do preço-base, o que determinou a abertura de novo concurso, nos termos da legislação aplicável do Código dos Contratos Públicos. O consórcio da Mota-Engil (que inclui a francesa Spie Batignoles) propôs um preço de 87,5 milhões de euros, enquanto o preço proposto pela Teixeira Duarte foi de 110 milhões de euros.

No anúncio publicado esta quinta em Diário da República(DR), o metropolitano estabelece um novo preço-base para aquele troço: 90 milhões de euros. Estabelece também um prazo de 45 dias para apresentação de propostas.

No anterior concurso, a proposta de valor mais baixo foi do consórcio formado pela Mota-Engil e pela Spie Batignolles International (87,5 milhões de euros), enquanto a do consórcio Teixeira Duarte/Alves Ribeiro/HCI/Tecnovia chegou aos 110 milhões de euros.

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Recorde-se que, já depois de o metro ter dito que seria necessário repetir o concurso para a construção do segundo troço, o Parlamento votou pela suspensão do projecto, decisão contestada pelo Governo e que entra oficialmente em vigor quando o Orçamento do Estado para 2020 for publicado em DR.

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