Lionel Messi lidera o ranking dos jogadores mais influentes da história dos Campeonatos do Mundo, elaborado pela plataforma ‘Transfermarkt’, enquanto Cristiano Ronaldo ficou fora dos dez primeiros classificados. A lista surge a poucos dias do arranque do Mundial’2026 e volta a colocar frente a frente os dois jogadores que marcaram o futebol do século XXI.
A classificação tem por base as contribuições diretas para golo em fases finais de Mundiais, juntando golos e assistências. Messi surge isolado no primeiro lugar, embora apenas com uma contribuição a mais do que um grupo de quatro lendas da competição. O argentino também beneficia do facto de ser o jogador com mais jogos disputados na história dos Campeonatos do Mundo.
A liderança de Messi é sustentada pelo percurso em cinco edições da prova, iniciado em 2006 e coroado com a conquista do Mundial do Catar, em 2022. O argentino soma 13 golos em 26 jogos, sete dos quais marcados no torneio disputado no Catar. Antes disso, tinha marcado um golo na Alemanha, quatro no Brasil e um na Rússia, tendo passado em branco na África do Sul, em 2010.
O Mundial que separou Messi de Ronaldo
Messi e Cristiano Ronaldo começaram a sua história em Mundiais no mesmo ano, em 2006, na Alemanha. Duas décadas depois, ambos se preparam para disputar a sexta fase final da carreira, um feito raro que também deverá ser alcançado pelo guarda-redes mexicano Guillermo Ochoa.
Mas é no peso competitivo dentro da prova que a diferença entre os dois se acentuou. Messi chega ao Mundial’2026 como campeão em título, vencedor da Bola de Ouro do torneio em duas edições e com a possibilidade de atacar novos recordes. Cristiano Ronaldo, apesar de ter marcado em cinco Mundiais diferentes, continua sem ter disputado uma final.
O capitão português tem 10 contribuições diretas para golo em Campeonatos do Mundo: oito golos e duas assistências em 22 jogos. É um registo relevante, mas insuficiente para entrar no top 10 da lista da ‘Transfermarkt’.
Messi pode atacar recorde histórico de golos
Além da liderança neste ranking, Messi chega ao próximo Mundial com outro objetivo ao alcance: tornar-se o maior marcador da história da competição. O argentino tem 13 golos e precisa de quatro para chegar aos 17, ultrapassando o alemão Miroslav Klose, atual recordista, com 16 golos em 24 jogos.
Pelo caminho, Messi está empatado com Just Fontaine, que marcou 13 golos em apenas seis jogos no Mundial de 1958. À sua frente estão ainda Gerd Müller, com 14, Ronaldo Nazário, com 15, e Klose, com 16.
A disputa não será apenas com o passado. Kylian Mbappé, que já soma 12 golos em apenas 14 jogos de Mundial, surge como ameaça direta aos recordes históricos. O francês tem o mesmo número de golos que Pelé, mas alcançou esse registo em apenas duas edições.
Cristiano Ronaldo procura marca portuguesa
No caso de Cristiano Ronaldo, o grande objetivo estatístico será mais nacional do que global. O avançado português pode tornar-se o jogador com mais golos por Portugal em Campeonatos do Mundo, superando Eusébio, que marcou dez vezes em apenas seis jogos no Mundial de 1966.
Cristiano Ronaldo está a dois golos dessa marca. Apesar de se aproximar do milésimo golo na carreira e de ter números históricos pela seleção portuguesa, com mais internacionalizações do que Messi pela Argentina, o seu impacto específico em Mundiais tem sido mais limitado.
A ausência do português do top 10 deverá gerar debate entre adeptos e analistas, sobretudo pelo contraste com a longevidade da carreira e com a dimensão estatística que construiu fora dos Mundiais. Cristiano Ronaldo marcou em cinco edições diferentes da competição, mas Portugal nunca passou das meias-finais durante a sua presença na prova.
As lendas que acompanham Messi
O ranking da ‘Transfermarkt’ coloca Messi no topo, mas o argentino surge acompanhado por nomes que definiram diferentes eras dos Mundiais. Pelé, Diego Maradona, Zinedine Zidane e Ronaldo Nazário estão entre as figuras mais influentes de sempre da competição.
A presença destes nomes reforça a lógica da lista: não contam apenas os números frios, mas também o impacto na história das seleções e o legado deixado nas fases finais. Ainda assim, neste caso, a métrica central das contribuições diretas para golo favorece jogadores que acumularam golos, assistências e muitos jogos disputados.
A escolha de Messi para o primeiro lugar reforça a perceção de que a conquista do Mundial do Qatar foi o capítulo decisivo na discussão sobre o maior jogador da história. Para Cristiano Ronaldo, o Mundial de 2026 poderá representar a última oportunidade de acrescentar ao currículo o único grande título que ainda lhe falta.
A rivalidade entre os dois já não se decide apenas em clubes, prémios individuais ou recordes de golos. No palco dos Mundiais, Messi parte claramente à frente. Cristiano Ronaldo ainda tem uma última oportunidade para encurtar a distância.













