Mercedes-Benz: Rumo a uma nova geração

A Mercedes-Benz está a acelerar uma nova fase da sua electrificação, apoiada em plataformas dedicadas, software próprio e uma renovação gradual da gama eléctrica

Executive Digest

Esta evolução reflecte uma transformação mais ampla da indústria automóvel. A mobilidade eléctrica deixou de se centrar apenas na substituição dos motores de combustão e passou a envolver uma evolução tecnológica em que a integração entre hardware e software assume um papel determinante. É neste contexto que a marca desenvolve uma nova geração de modelos concebidos de raiz para a mobilidade eléctrica.

Escolha a Executive Digest como fonte preferida no Google Escolher ›

Um dos pilares desta aposta é a Mercedes-Benz Modular Architecture (MMA), plataforma criada especificamente para veículos eléctricos e que servirá de base a uma nova família de modelos da marca. Ao contrário de plataformas originalmente desenvolvidas para veículos com motor de combustão e depois adaptadas à electrificação, uma arquitectura concebida de raiz para baterias permite optimizar a sua integração estrutural, o que tende a traduzir-se em melhor distribuição de peso e mais espaço interior disponível, resultando em ganhos de eficiência energética, autonomia e capacidade de resposta das soluções tecnológicas embarcadas.

O primeiro modelo a recorrer à plataforma MMA é o novo CLA, que incorpora várias das soluções desenvolvidas durante o projecto experimental VISION EQXX. Entre os principais destaques encontram-se a arquitectura eléctrica de 800 volts, preparada para carregamentos ultra-rápidos, e uma autonomia até 790 quilómetros em ciclo WLTP. O modelo assinala também a estreia do MB.OS, o sistema operativo desenvolvido pela Mercedes-Benz para uma nova geração de veículos definidos por software.

Ser “definido por software” significa que grande parte das capacidades do veículo deixa de estar fixada no momento do fabrico e passa a poder evoluir depois da compra, através de actualizações remotas. Esta evolução acompanha uma tendência cada vez mais evidente na indústria automóvel: se durante décadas a inovação esteve sobretudo associada aos componentes mecânicos, hoje uma parte significativa das novas funcionalidades depende do software. Actualizações remotas, novos serviços digitais e melhorias contínuas do desempenho passam a integrar o ciclo de vida do automóvel, enquanto a inteligência artificial começa igualmente a desempenhar um papel cada vez mais relevante na personalização da experiência de utilização e na evolução dos sistemas do veículo.

Uma gama em transformação

Continue a ler após a publicidade
Continue a ler após a publicidade

A renovação tecnológica é acompanhada por um alargamento da oferta eléctrica da Mercedes-Benz. A gama inclui actualmente os compactos EQA e EQB, o novo CLA nas versões Coupé e Shooting Brake, os SUV eléctricos GLB e GLC, este último sucessor do EQC e um dos modelos com maior relevância estratégica para a marca no mercado europeu, os executivos EQE e EQS, disponíveis em versões Limousine e SUV, e ainda o Classe G eléctrico, abrangendo diferentes segmentos do mercado premium.

Essa oferta continuará a crescer ao longo dos próximos meses. O Classe C eléctrico tem chegada prevista ao mercado português durante o último quadrimestre do ano, transportando para a mobilidade eléctrica um dos modelos mais emblemáticos da Mercedes-Benz. Já o futuro GLA eléctrico, igualmente desenvolvido sobre a plataforma MMA, beneficiará das soluções introduzidas pelo CLA, incluindo a arquitectura de 800 volts, o carregamento ultrarrápido e a nova geração de sistemas digitais.

A renovação da gama assenta numa base tecnológica comum, com plataformas dedicadas, sistemas operativos próprios e tecnologias de bateria mais avançadas, que reforça a eficiência, o desempenho e a conectividade dos veículos, ao mesmo tempo que facilita a introdução contínua de novas funcionalidades através de actualizações remotas.

Uma história de inovação

A aposta na electrificação representa um novo capítulo de um percurso iniciado em 1886, quando Carl Benz registou a patente daquele que é reconhecido como o primeiro automóvel do mundo. Em paralelo, Gottlieb Daimler e Wilhelm Maybach desenvolviam os primeiros veículos motorizados de quatro rodas e, pouco tempo depois, Bertha Benz realizava a primeira viagem de longa distância em automóvel, demonstrando o potencial daquela inovação.

Continue a ler após a publicidade

Ao longo das décadas, a Mercedes-Benz esteve associada a algumas das principais evoluções tecnológicas da indústria automóvel. A célula de segurança com zonas de deformação programada alterou a forma como os veículos absorvem o impacto de uma colisão, protegendo os ocupantes. O sistema ABS e o airbag tornaram-se, mais tarde, elementos praticamente universais na indústria, tal como o Programa Electrónico de Estabilidade (ESP), que ajuda a manter o controlo do veículo em situações críticas. Mais recentemente, os sistemas avançados de assistência à condução deram um novo passo nesse percurso, um tipo de tecnologia hoje entendido como antecessor directo da condução automatizada.

Agora, quase 140 anos depois da patente do primeiro automóvel, a Mercedes-Benz atravessa outro momento decisivo da sua história. O foco da marca deslocou-se da engenharia mecânica e da segurança para a electrificação, o software e a conectividade. A marca procura posicionar-se como um dos protagonistas da próxima geração da mobilidade, mantendo a capacidade de inovar como um dos pilares da sua identidade.

Este artigo faz parte da edição de Agosto (n.º 245) da Executive Digest.

Partilhar

Edição Impressa

Assinar

Newsletter

Subscreva e receba todas as novidades.

A sua informação está protegida. Leia a nossa política de privacidade.