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Mercados: O que esperar de uma semana “bastante interessante” para traders, investidores e analistas

Esta semana será bastante interessante tanto para os traders como para os investidores e analistas. Hoje, segunda-feira. temos feriado no Japão e com o fecho das bolsas pode esperar-se períodos de menor volatilidade mas durante a próxima semana já se revela mais preenchida no que diz respeito ao calendário e dados económicos.

Com diversas intervenções do governador da FED (Federal Reserve dos Estados Unidos) Jerome Powell a discursar diversas vezes ao longo da semana.

A meio da semana temos vários indicadores económicos no lado da Europa que serão divulgados e essenciais para perceber o estado da economia.

Ainda na quarta-feira, temos a divulgação das taxas de juro num dos países que melhor lidou com a situação da pandemia provocada pelo Covid-19, a Nova Zelândia onde não se espera alterações das taxas de juro mas que será interessante perceber as perspetivas económicas do governador do Banco da Reserva da Nova Zelândia.

O que ficou da última semana

Apesar dos principais mercados globais continuarem a seguir uma tendência de alta e a ignorar por completo as possíveis consequências que o vírus terá provocado na economia, devido à problemática do Covid-19, este mês tem sido marcado para correções dos últimos movimentos de alta que temos vindo a assistir desde o rally feito nos finais de março.

Sendo que na última semana assistimos a períodos de menor volatilidade até às declarações da Reserva Federal onde o governador da FED, Jerome Powell divulgou as perspetivas económicas para os próximos tempos.

Durante a divulgação dos dados viu-se que o governador da FED optou por um discurso mais calculoso sem que pudesse interferir muito no mercado. Contudo, as após as declarações o mercado acabou por ceder e, principalmente, no dia seguinte na pré-abertura das bolsas assistimos a fortes quedas mas que em poucas horas acabaram por ser recuperadas pelos compradores.

A FED prometeu manter as taxas de juros perto de zero até, pelo menos 2023, e referiu também que a economia dos EUA continua a recuperar, mas espera-se que o ritmo abrande um pouco devido ao aumento do número de novos casos de infecções provocados pela Covid-19. No que diz respeito ao programa de compra de títulos (Quantitative easing) será para permanecer, segundo o governador da reserva federal.

Ainda nos EUA, assistimos à divulgação dos dados referentes aos números dos pedidos de subsídio de desemprego que, pela terceira consecutiva mantiveram-se abaixo do 1 milhão de pedidos, contudo o número de novos pedidos continua a aumentar nos Estados Unidos.

No lado europeu, as questões sobre o Brexit continuaram a dominar a atenção dos investidores com o Reino Unido a continuar a colocar entraves à negociação e fazendo com que a Libra continue a desvalorizar.

Durante estes período também tivemos o Banco de Inglaterra que divulgou novas metas sobre a taxa de juros considerando a possibilidade de poder praticar taxas de juro negativas, e manteve o programa do QE (quantitative easing) inalterados. Assim como previsto, o BOE decidiu manter as taxas de juros e a escala do seu programa de QE inalteradas.

No entanto, o banco central vê um possível risco num período mais longo sobre  a possibilidade de o desemprego aumentar.

Os níveis de inflação no Reino Unido registaram valores que já não eram vistos desde 2003!

Por outro lado, no lado alemão, o índice que mede a confiança dos consumidores superou largamente as expectativas dos analistas e fez com que mal tivessem saído os resultados, houvesse uma reação positiva no índice alemão (DAX).

Por fim, é de notar que os principais índices que são utilizados pelos investidores para medir a volatilidade e a apetite pelo risco por parte dos investidores, nomeadamente o VIX e o VDAX não tem conseguido baixar dos 25%, sendo que é retrato da incerteza atual que é vivida no mercado e sempre que o preço se aproxima junto dessa zona tende a ganhar um novo impulso em alta sendo que os principais índices acabam por ser influenciados e desta forma, de forma negativa levando a correções nos movimentos de alta.

 

*Henrique Tomé, Analista XTB

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