Mercados: “Ímpeto da economia da Europa” deve mudar “para o centro do palco”, refere economista

O Ano Novo chinês pode fazer com que o foco dos participantes no mercado mude. Mesmo depois da reabertura da China após um grande confinamento provocado pela Covid-19, esta época tira os participantes e a liquidez do mercado.

De acordo com Sean Shepley, Economista Sénior da Allianz Global Investments (AllianzGI), na próxima semana espera-se que “o ímpeto da economia da Europa mude para o centro do palco”.

“Desde o final do ano passado, o euro e as ações europeias tiveram forte desempenho. Embora o mercado altista secular das ações dos EUA tenha condicionado as expectativas ao seu desempenho superior nos mercados em recuperação, a recuperação das ações desde o quarto trimestre de 2022 foi liderada por mercados fora dos EUA”, explica o economista.

Shepley justifica esta alteração com as avaliações mais baratas, mas também com uma mudança no momento cíclico relativo. Apesar de os preços europeus do gás natural ainda esteja 5 a 6 vezes mais altos do que no início de 2020, estão neste momento a dois terços abaixo do pico observado em agosto do ano passado ano.

A queda do preço do gás natural beneficia os ativos da Zona Euro em três formas, primeiro porque reduz a pressão sobre os consumidores europeus, depois porque alivia os Governos na atribuição de verbas para compensar a subida e, por fim, a queda nos custos de energia impulsiona os termos de troca da zona do euro.

Assim, e de acordo com uma pesquisa económica da ZEW, espera-se uma melhoria na procura de ativos europeus na próxima semana. No entanto, o dinamismo económico vai sempre depender da evolução de inflação.

“Embora os mercados tenham ficado otimistas com a perspetiva de um declínio generalizado das pressões inflacionárias, o Banco Central Europeu (BCE) alertou na sua reunião de dezembro para a possibilidade de novos aumentos de preços de bens e serviços no início de 2023. Se assim for, acreditamos que é provável que o BCE cumpra o compromisso assumido de aumentar rapidamente as taxas de juros para 3% na primavera”, explica o Economista Sénior da AllianzGI.

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