Mercado ignora promessas de Putin. Futuros sobre gás europeu voltam a disparar acima dos 100 euros

Pela primeira vez, desde a última sexta-feira, os futuros sobre o gás, para daqui a um mês, no mercado holandês subiram 10% para os 102,96 euros, tendo sofrido uma ligeira correção para os 98 euros, de acordo com o painel de índices comparativos e avaliações de programação linear da Bloomberg.

Fábio Carvalho da Silva

O preço dos futuros sobre o gás na Europa ultrapassou novamente os 100 euros por megawatt/hora esta quinta-feira, à medida que os operadores parecem fazer “ouvidos moucos” à promessa da Rússia de fornecer o gás necessário ao bloco, em troca de contratos duradouros.

Apesar das garantias do presidente russo, os preços dos futuros do gás no mercado holandês, referência para a Europa continuam a subir.

Pela primeira vez, desde a última sexta-feira, os futuros sobre o gás, para entrega prevista daqui a um mês, no mercado holandês, subiram 10% para os 102,96 euros, tendo sofrido uma ligeira correção para os 98 euros, mais tarde, de acordo com o painel de índices comparativos e avaliações de programação linear da Bloomberg.

Créditos: Agência Bloomberg
Créditos: Agência Bloomberg

O presidente russo Vladimir Putin, afirmou nesta quarta-feira que está disposto a aumentar as exportações para a Europa tanto quanto necessário para ajudar o continente a enfrentar a atual crise.

“Se nos pedirem para aumentar (as exportações) ainda mais, estamos dispostos a fazer isto”, declarou o chefe de Estado durante um fórum sobre energia em Moscovo. “Aumentaremos (as exportações) assim que os nossos parceiros nos peçam”, acrescentou.

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Para Putin  é “muito importante” estabilizar o mercado de gás, que enfrenta uma crise sem precedentes, sobretudo na Europa. O presidente reivindicou “um mecanismo de estabilização a longo prazo do mercado de energia, o que é muito importante face à situação atual”.

De acordo com o Presidente russo, os Estados europeus, para os quais a Rússia fornece um terço do gás que consomem, se “cometeram um erro ao delegar o poder à mão invisível que rege o mercado” , em vez de multiplicar nos últimos anos os contratos a longo prazo com Moscovo.

“Se há uma procura (adicional), esta só poderá ser atendida com novas condições contratuais”, afirmou nesta quarta-feira o ministro da Energia da Rússia, Nikolai Chulguinov.

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Depois de semanas de aumento do preço do gás, Putin anunciou no início de outubro que esperava um “possível aumento” do fornecimento de gás para a Europa, para ajudar a estabilizar os preços

 

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