As moedas relacionadas com o comércio foram impulsionadas, esta segunda-feira, por um aumento no “apetite pelo risco”, fruto da vitória alcançada por Joe Biden nas eleições presidenciais dos EUA e pelo anúncio da Pfizer de que a sua vacina experimental é mais de 90% eficaz na prevenção da Covid-19.
As moedas escandinavas e o iene japonês estiveram entre as que mais movimentaram, mas também o yuan chinês offshore atingiu o seu ponto mais forte dos últimos 28 meses, segundo dados compilados pela ‘CNBC’.
Simon Harvey, analista de câmbio da corretora Monex Europe, em declarações à publicação, defende que embora os mercados já estivessem a negociar com “ventos de otimismo”, as conclusões da Pfizer, baseadas em dados iniciais de um grande estudo, vieram aumentar ainda mais o ‘apetite pelo risco’.
“Embora seja prematuro consolidar as expectativas de uma vacina amplamente disponível nos próximos meses, (as notícias) ajudaram a impulsionar as expectativas de crescimento global, que sofreram um impacto substancial há apenas algumas semanas com as preocupações de uma segunda vaga da pandemia”, acrescentou Harvey, detalhando que este quadro está a beneficiar algumas moedas especificamente, como é o caso das coroas norueguesa e sueca, impulsionando os preços do petróleo e “desvendando” a dinâmica dólar/iene.
Já o dólar estabilizou, tendo atingido uma baixa de 10 semanas em 92,12 e subindo 0,2% em 92,31.
O dólar australiano subiu 2,4% em 76,85 contra o iene japonês, um pico de sete semanas. O iene também caiu 1,6% em relação ao dólar americano, para 105.
O yuan offshore chinês não ficou muito atrás, atingindo um pico de 6,5501 em relação ao dólar e com alta de 0,3% em 6,5729.
O dólar canadiano e o dólar australiano subiram 0,8% em relação ao dólar americano, com o último a atingir um pico das últimas sete semanas e o primeiro, em nove meses.




