“Mercado português de crédito malparado está na linha da frente, a nível europeu”, diz COO da Hipoges Portugal

Apesar de o aumento do incumprimento ser incerto devido ao contexto económico atual, a concessão de crédito mais criteriosa por parte dos bancos faz com que caso se verifique não venha a ter um reflexo imediato.

Executive Digest com Lusa

Apesar de o aumento do incumprimento ser incerto devido ao contexto económico atual, a concessão de crédito mais criteriosa por parte dos bancos faz com que caso se verifique não venha a ter um reflexo imediato.

Esta é a visão da Hipoges Portugal, que acredita que a indústria de crédito malparado (NPL) está hoje mais preparada para atuar rapidamente em benefício do sistema bancário, investidores e Servicers.

“O mercado português de crédito malparado (NPL) é um caso de estudo, tratando-se de uma das atividades na qual o nosso país está claramente na linha da frente a nível europeu”, afirma Armando Castanheira, Chief Operating Officer (COO) da Hipoges em Portugal.

O executivo destaca os processo de venda das carteiras de crédito em incumprimento, executado pelos bancos e outras Instituições Financeiras, ou ainda o fecho com sucesso dessas transações, protagonizadas por alguns dos maiores Fundos de Investimento Internacionais, e finalmente a eficiente gestão desses ativos pelos Servicers.

Para Armando Castanheira, a maturidade de Servicers tem contribuindo para este posicionamento, considerando que, na Península Ibérica, e especificamente em Portugal, “apresentam um profissionalismo, especialização, skills e maturidade acima da média”.

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Sublinha ainda que os servicers estão preparados para que a atividade comece a ser regulada pelo Banco de Portugal, cumprindo já com todos os requisitos.

O COO da Hipoges Portugal explica ainda que os bancos e outras instituições financeiras têm feito um bom trabalho desde 2018, valorizando as estratégias levadas a cabo pelo sistema bancário para reduzir rácios de NPL de 15% (cerca de 50 mil milhões de euros) para 3,2% (cerca de 7.5 mil milhões de euros).

Sobre o aumento das taxas de incumprimento, Armando Castanheira afirma que “não é previsível que volte a atingir o stock do passado, em primeiro lugar porque a concessão de crédito foi melhor e mais criteriosa e depois porque os bancos têm de limpar o stock de forma mais rápida, estando já devidamente regulamentados e alerta para isso”.

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