O mercado de ativos virtuais no continente africano aumentou mais de 1.200% no último ano, tornando a região a terceira maior economia de criptoativos do mundo, , de acordo com o último relatório da Chainalysis.
África é a casa de mais de 1,3 mil milhões de pessoas, sendo o segundo continente mais populoso do mundo, no entanto, apenas 43% de seus habitantes têm uma conta bancária.
A África lidera o mercado das plataformas de pagamento peer-to-peer (P2P) em termos de volume de transações em todas as regiões, com volume total de transferência superior a 7%, em comparação com a média global de 5,5%.
Quanto às transações entre regiões, estas representam 96% do mercado de criptomoedas do continente, devido aos custos elevados do envio de remessas para o estrangeiro.
Este movimento de massas, na corrida às ‘exchanges’ já levou vários Estados, como a África do Sul a probirem platafromas, como a Binance, a mais utilizada do mundo, a operar no país.
Em matéria de moedas digitais (que não podem ser considerados ativos virtuais já que são apenas moedas fiduciárias emitidas por bancos centrais, via digital), a Nigéria será o primeiro país de África a lançar este tipo de moeda.
A grande explicação para esta corrida aos criptoativos explica-se com uma palavra: inflação. A desvalorização das moedas nacionais, tem sido um motivo claro que leva os cidadãos das economias emergentes a escolher outras vias para enviar dinheiro para o estrangeiro, sem perder capital com o câmbio.
FMI pede calma nas economias emergentes
O advento dos criptoativos nos mercados emergentes pode prejudicar a estabilidade financeira das economias locais, minando os controlos cambiais e de capital, alertou esta sexta-feira o Fundo Monetário Internacional na passada sexta-feira.
O FMI aclarou uma situação que tem sido constante sobretudo em Estados cuja a inflação é galopante. Para a instituição internacional, “as políticas macroeconómicas inadequadas e a ineficiência dos sistemas de pagamento são os principais motores da adoção de criptomoedas”.
A entidade liderada por Kristalina Georgieva comparou este fenómeno ao da “dolarização”, que ocorre quando uma moeda estrangeira – normalmente o dólar – substitui ou coabita com uma moeda nacional, para combater a inflação.
A instituição exortou ainda os governos e bancos centrais das nações em desenvolvimento a fortalecerem as políticas macroeconómicas e a considerar os possíveis benefícios da emissão de moedas digitais do banco central (CBDC na sigla anglo-saxónica), como uma resposta ao aumento da criptografia.





