Menos empresas e mais insolvências: Este é o retrato do tecido empresarial em outubro

O mercado empresarial português iniciou o quarto trimestre de 2025 com sinais mistos, segundo dados divulgados pela Iberinform. Em outubro, o número de empresas insolventes registou um aumento de 13% face ao mesmo mês de 2024, enquanto a constituição de novas empresas caiu 3,4%.

André Manuel Mendes
Novembro 13, 2025
11:04

O mercado empresarial português iniciou o quarto trimestre de 2025 com sinais mistos, segundo dados divulgados pela Iberinform. Em outubro, o número de empresas insolventes registou um aumento de 13% face ao mesmo mês de 2024, enquanto a constituição de novas empresas caiu 3,4%.

No acumulado do ano, o saldo mantém-se positivo, com 44.920 novas sociedades criadas, um crescimento de 3,9% em relação a 2024.

Em termos de insolvências, outubro registou 464 casos, mais 55 do que no mesmo mês do ano passado. Até outubro, já foram declaradas insolventes 1.731 empresas, um aumento ligeiro de sete casos em comparação com o período homólogo. O crescimento foi maior nas insolvências voluntárias (+12%) e mais moderado nas requeridas por terceiros (+2,1%), enquanto os encerramentos com plano de insolvência diminuíram 14%.

Geograficamente, Porto e Lisboa continuam a ser os distritos mais afetados, com 772 e 748 insolvências, respetivamente. As maiores subidas registaram-se em Bragança (+26%), Viana do Castelo (+22%), Faro (+21%) e Leiria (+20%), enquanto Beja (-47%), Évora (-25%) e Viseu (-24%) registaram quedas significativas.

Por setores, as telecomunicações duplicaram o número de insolvências, seguidas da agricultura, caça e pesca (+39%) e dos transportes (+30%). Já o setor de eletricidade, gás e água apresentou a maior redução, com uma queda de 46%.

No que diz respeito às constituições, outubro registou 3.957 novas empresas, menos do que as 4.096 de outubro de 2024. Lisboa lidera a criação de sociedades, com 13.935 novas empresas (+2,6%), seguida do Porto, com 7.756 (+4,8%). Os maiores crescimentos ocorreram em Viseu (+23%), Vila Real (+16%) e Ponta Delgada (+15%), enquanto Horta registou a maior descida (-17%).

Setorialmente, agricultura, caça e pesca (+21%), construção e obras públicas (+19%) e comércio por grosso (+6,2%) lideram a criação de novas empresas, ao passo que transportes (-22%), telecomunicações (-15%) e eletricidade, gás e água (-12%) registaram os maiores recuos.

O comportamento contrastante entre insolvências e constituições evidencia um ambiente económico heterogéneo, com pressão acrescida sobre setores tecnológicos e logísticos, e dinamismo positivo em áreas ligadas à produção, infraestruturas e exportação.

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