A pandemia de COVID-19 atirou até as empresas mais preparadas para uma espiral de caos. Quem o diz é John Hall, co-fundador e presidente da Calendar, segundo o qual os tempos difíceis que se vivem obrigam a repensar estratégias em vez de esperar que a tempestade passe. Pelo meio, é essencial também lembrar aos funcionários o seu valor e acompanhá-los neste contexto de incerteza.
Quanto ao negócio, John Hall recomenda que se veja a crise como uma oportunidade de dar um passo em frente, saltar barreiras e explorar territórios desconhecidos. Mas este trabalho tem de começar a se feito já, não pode esperar pelo fim da quarentena. Quando as restrições à circulação e ao trabalho forem levantadas, as empresas têm já de estar prontas para responder à nova realidade.
Neste sentido, são quatro os passos que os empresários devem dar:
1 – Desenvolver ou melhorar os produtos. A menos que se trate de uma empresa que produza ou comercializae artigos essenciais em tempo de crise, como papel higiénico, desinfectante para as mãos, ou até séries da Netlifx, o mais provável é que a actividade tenha abrandado recentemente. Se a oferta actual não serve as novas necessidades dos consumidores, está na altura de pensar em novos produtos ou mudar/melhorar aqueles que já existem;
2 – Mudar para responder a um Mundo diferente. E se a pandemia não terminar em breve? E se as pessoas não regressarem já ao trabalho ou às lojas para comprar bens e seviços? Esperar que o mercado e a sociedade regressem à normalidade não é boa política, uma vez que não existe uma data definida ou sequer a certeza de que o Mundo voltará a ser como dantes.
Líderes inteligentes, diz o presidente da Calendar, devem reconhecer que as circunstâncias mudaram e delinear planos para o que vem a seguir. Além de novos produtos, é preciso repensar a própria empresas, a sua estrutura e modelo de negócio. «Algumas indústrias poderão nunca recuperar dos estragos provocados, outras seguirão em frente completamente diferentes daquilo que eram antes»;
3 – Procurar oportunidades de parceria. Ainda durante a pandemia, os gestores de empresas devem estar atentos a oportunidades de estabelecer colaborações e acordos com outras companhias ou entidades. Esta poderá ser a solução para evitar despedimentos, por exemplo, ou quebras nas receitas;
4 – Investir em pessoas. O quarto passo apontado por John Hall não é obrigatoriamente sinónimo de recurtamento – ainda que contratar novas pessoas também possa fazer sentido em alguns casos. O que o co-fundador da Calendar sugere é que se invista nos recursos humanos já existentes.
Esta aposta pode passar por organizar sessões de formação para ajudar os colaboradores a aprenderem novas competências, criar sistemas de mentoria para funcionários mais jovens ou menos experientes ou permitir o acesso a conferências virtuais que resultem em potenciais contactos, entre outros.








