Mel pode fazer mais no tratamento de tosse e constipações do que remédios de venda livre, diz novo estudo

Os especialistas encorajam os médicos a considerarem recomendá-lo aos pacientes em vez de prescrever antibióticos, que podem causar efeitos colaterais e levar à resistência aos antibióticos quando usados ​​em excesso.

Sónia Bexiga

O mel pode ser um tratamento mais eficaz para tosse e constipações do que medicamentos de venda livre, aponta um novo estudo da Universidade de Oxford, citado pela ‘CNN’.

Segundo apuraram os investigadores, o mel revelou ser mais eficaz no alívio dos sintomas de doenças semelhantes às da gripe do que os medicamentos comerciais, vendidos sem receita médica, e pode ser uma alternativa mais segura, mais barata, e com maior disponibilidade, aos antibióticos.

Os especialistas encorajam os médicos a considerarem recomendá-lo aos pacientes em vez de prescrever antibióticos, que podem causar efeitos colaterais e levar à resistência aos antibióticos quando usados ​​em excesso.

O mel é usado há muito tempo como remédio caseiro para tosse, mas a sua eficácia no tratamento de doenças comuns ainda não foi bem explorada e investigada. E agora, os médicos da Escola de Medicina da Universidade de Oxford e do Departamento de Ciências da Saúde de Atenção Primária de Nuffield analisaram as evidências existentes para determinar como os sintomas de infeções do trato respiratório superior (URTIs) respondem ao mel.

As URTIs são doenças semelhantes à constipação comum que afetam o nariz, seios nasais, faringe ou laringe.

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“O mel foi superior ao tratamento usual para a melhoria dos sintomas de infecções do trato respiratório superior”, escreveram os investigadores na revista ‘BMJ Evidence-Based Medicine’.

“O mel fornece uma alternativa amplamente disponível e barata aos antibióticos e pode ajudar nos esforços para retardar a propagação da resistência antimicrobiana, mas são necessários mais ensaios clínicos controlados com placebo de alta qualidade”, reforçaram.

Os investigadores compilaram os resultados de 14 estudos, nove dos quais envolveram apenas crianças. A maioria comparou o mel com tratamentos mais convencionais, como medicamentos sem receita.

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