Medvedev‎ ameaça com “apocalipse” nuclear caso o Ocidente continue a fornecer armas à Ucrânia

O antigo presidente russo e aliado de Vladimir Putin, Dmitry Medvedev, reforçou a ameaça de uma escalada nuclear no conflito caso os países da Nato continuem a fornecer armamento e equipamento militar à Ucrânia.

Pedro Zagacho Gonçalves

O antigo presidente russo e aliado de Vladimir Putin, Dmitry Medvedev, reforçou a ameaça de uma escalada nuclear no conflito caso os países da Nato continuem a fornecer armamento e equipamento militar à Ucrânia.

Medvedev, que dirige o Conselho de Segurança da Rússia, sublinhou o já afirmado por Putin no domingo, de que o envolvimento do Ocidente na guerra na Ucrânia com o objetivo de conduzir a uma batalha pela sobrevivência da Rússia e do povo russo.

“Claro, o fornecimento de armas pode continuar… E prevenir a possibilidade de reavivar quaisquer negociações. Os nossos inimigos estão a fazer isto mesmo, não querendo entender que os seus objetivos levarão certamente a um fiasco. A uma perda para toda a gente. A um colapso. Um apocalipse”, declarou Medvedev, que foi mais longe na ameaça: “Da forma que se esquece, durante séculos, do que era a vida anteriormente, até que os escombros parem de emitir radiação”.

As declarações surgem já depois de Putin ter afirmado que, perante a alegada ameaça da Nato à Rússia, Moscovo vê-se obrigado a avaliar a possibilidade de fazer uso de armas nucleares.

Segundo o Presidente da Rússia, os países ocidentais querem pôr fim a todos os vestígios da antiga URSS, e isso inclui a soberania russa. “Não sei como é que um grupo étnico como o povo russo foi capaz de sobreviver da forma que ainda existe hoje”, disse Putin.

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Já sobre as ameaças de Medvedev, a ministra dos Negócios francesa Catherine Colonna já comentou as declarações do antigo Presidente russo à margem de uma reunião da ONU em Genebra, dizendo que não passam de “retórica inflamatória”. “O Sr. Medvedev, mais uma vez, acostuma-nos a declarações irresponsáveis e escandalosas, que de forma alguma representam a realidade. É o tipo de retórica inflamatória com a qual nos dispensávamos ter de viver”, considerou em declarações à Reuters.

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