Médio Oriete:Cinco organizadores da nova flotilha com ajuda para Gaza detidos na Tunísia

As forças de segurança tunisinas detiveram cinco organizadores da nova flotilha pró-Palestina que deveria chegar a Gaza na primavera, anunciaram ativistas da ONG “Global Sumud Flotilla”.  

Executive Digest com Lusa

As forças de segurança tunisinas detiveram cinco organizadores da nova flotilha pró-Palestina que deveria chegar a Gaza na primavera, anunciaram ativistas da ONG “Global Sumud Flotilla”.  


Os motivos da detenção dessas cinco pessoas, todas tunisinas, não ficaram claros de imediato, levando a organização a pedir “esclarecimentos imediatos”.  


O grupo “condena firmemente a detenção hoje de organizadores tunisinos” da “Global Sumud Flotilla”, indicou num comunicado a organização. “Libertem Nabil Channoufi, Wael Naouar, Sana Msahli, Jawaher Channa, e Mohamed Amin Bannour”, acrescenta.  


Estas detenções, “combinadas com as repetidas proibições de manifestações legais”, representam “uma rutura preocupante com a longa história de solidariedade da Tunísia com o povo palestiniano”, sublinha o comunicado.  


Os organizadores afirmam ter sido “violentamente impedidos” pela polícia esta semana de entrar no porto de Sidi Bou Saïd, perto de Tunes, um dos principais portos de onde tinham partido no ano passado. E uma reunião prevista para quinta-feira para preparar a próxima missão foi “também cancelada pelas autoridades pouco antes de começar”, de acordo com a Global Sumud Flotilla.

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As autoridades tunisinas não comentaram nem confirmaram de imediato as detenções de ativistas pró-palestinianos.


Os ativistas da Flotilha Global Sumud tinham tentado quebrar o bloqueio imposto por Israel e alcançar o território palestiniano em outubro passado para levar ajuda humanitária por via marítima, antes de serem detidos e expulsos após a interceção das suas embarcações por Israel.


Em fevereiro, anunciaram uma nova missão em direção ao território cercado a partir de países como a Tunísia.

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A Global Sumud descreve a sua ação como “uma resposta não violenta ao genocídio, ao cerco, à fome massiva e à destruição da vida civil em Gaza”.

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