ONU pondera manter-se no Líbano após terminar mandato da FINUL

A ONU está a trabalhar na manutenção de uma presença no Líbano após o fim do mandato da FINUL em dezembro, anunciou hoje o secretário-geral adjunto das Nações Unidas para as operações de paz.

Executive Digest com Lusa

A ONU está a trabalhar na manutenção de uma presença no Líbano após o fim do mandato da FINUL em dezembro, anunciou hoje o secretário-geral adjunto das Nações Unidas para as operações de paz.

Jean-Pierre Lacroix disse em Genebra que a ONU deverá apresentar recomendações sobre a nova missão no Líbano “antes de 01 de junho deste ano”.

O Conselho de Segurança solicitou “opções para uma eventual presença das Nações Unidas pós-FINUL”, referiu Lacroix durante uma conferência de imprensa na cidade suíça, citado pela agência de notícias France-Presse (AFP).

Lacroix não detalhou as diferentes opções, mas admitiu que deve ser equacionada uma presença “provavelmente mais reduzida” do que a missão atual.

A Força Interina das Nações Unidas no Líbano (FINUL), que perdeu cinco soldados nos últimos dias, dois franceses e três indonésios, tem atualmente cerca de 8.200 soldados de 47 países.

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Serve como força de manutenção da paz entre Israel e o Líbano desde 1978, mas encontra-se sob o fogo cruzado do exército israelita e o grupo libanês xiita Hezbollah.

Apoiado por Teerão, o Hezbollah arrastou o Líbano para a guerra entre Israel e os Estados Unidos contra o Irão ao atacar território israelita em 02 de março.

Desde então, a força da ONU foi alvo de disparos em diversas ocasiões.

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A missão inicial da FINUL consistia em confirmar a retirada israelita do Líbano, restaurar a paz e a segurança, e ajudar o Governo libanês a restabelecer a autoridade efetiva na região.

O mandato, renovado anualmente pelo Conselho de Segurança da ONU, vai expirar em 31 de dezembro de 2026.

No final de agosto, sob pressão dos Estados Unidos e de Israel, o Conselho de Segurança decidiu programar a retirada da missão para 2027, o que alguns observadores consideraram como prematuro.

A FINUL é principalmente responsável por apoiar o trabalho humanitário, mas pode também “decidir qualquer ação necessária em matéria de destacamento das forças, a fim de garantir que a sua zona de operações não seja utilizada para atos hostis”.

Segundo Lacroix, as autoridades libanesas “gostariam de manter uma presença das Nações Unidas” no Líbano, mas “não necessariamente idêntica à da FINUL”.

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“Também consultámos, naturalmente, outras partes, Israel e outros Estados-membros”, explicou.

O Líbano é um dos países mais afetados pela guerra em curso no Médio Oriente, com mais de dois mil mortos e a destruição de muitas infraestruturas, sobretudo no sul, junto à fronteira com Israel.

A guerra causou também mais de três mil mortos no Irão, que atacou países vizinhos, onde fez dezenas de vítimas, e o bloqueio do estreito de Ormuz, com reflexos nos preços do petróleo.

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