O primeiro-ministro Luís Montenegro assegurou hoje que o Governo está a acompanhar a situação dos portugueses afetados, direta ou indiretamente, pelo conflito desencadeado após os ataques dos Estados Unidos e de Israel ao Irão, numa altura em que já foram recebidos dezenas de pedidos de repatriamento.
Num momento em que o Irão retaliou contra nove países da região, ampliando a instabilidade no Médio Oriente e agravando as dificuldades no tráfego aéreo internacional, Luís Montenegro destacou que o Executivo está a agir para apoiar os cidadãos nacionais que pretendem regressar a Portugal.
O chefe do Governo afirmou que têm sido estabelecidos vários contactos diplomáticos e operacionais para dar resposta às solicitações recebidas.
“Temos feito vários contactos e feito um apelo, para aqueles turistas e que estão em trânsito e foram apanhados desprevenidos possam ter acesso a um número de emergência consular e, através dele, entrar em contacto connosco para tentarmos, juntamente com as companhias aéreas, agilizarmos o seu regresso a Portugal”, declarou.
Segundo explicou, o objetivo passa por identificar rapidamente os portugueses que se encontram em situação de maior vulnerabilidade, nomeadamente turistas e passageiros em trânsito surpreendidos pelo encerramento de espaço aéreo ou cancelamento de voos, e criar soluções coordenadas com transportadoras aéreas para permitir o seu regresso.
O Ministério dos Negócios Estrangeiros já tinha assegurado que iria prestar apoio aos cidadãos que manifestassem vontade de regressar ao país, numa altura em que o agravamento do conflito está a provocar perturbações significativas nas ligações aéreas e na circulação na região.
O Executivo não especificou o número exato de cidadãos envolvidos nem os países onde se encontram, mas garantiu que o acompanhamento está a ser feito de forma permanente através da rede diplomática e consular.
Questionado sobre a utilização da Base das Lajes, nos Açores, por parte dos Estados Unidos no contexto do conflito, o primeiro-ministro não respondeu à questão dos jornalistas.





