O Presidente da França, Emmanuel Macron, exigiu hoje que as autoridades do Líbano prendam os autores do ataque que matou um militar francês, depois de conversar com o seu homólogo libanês, que também condenou o ataque.
“A França exige que as autoridades libanesas prendam imediatamente os culpados e assumam as suas responsabilidades ao lado da Força de Interposição das Nações Unidas no Líbano (FINUL)”, disse Macron, citado pela agência francesa de notícias, a France-Presse (AFP).
França, acrescentou, “presta a sua homenagem com respeito e manifesta o seu apoio às famílias dos nossos soldados e a todos os nossos militares empenhados na paz no Líbano”, numa mensagem na rede social X, na qual apontou ainda que “tudo leva a crer que a responsabilidade por este ataque recai sobre o Hezbollah”.
O presidente libanês, Joseph Aoun, condenou também o ataque contra os ‘capacetes azuis’ franceses, prometendo perseguir os responsáveis, segundo a AFP.
Macron conversou hoje com Aoun e com o primeiro-ministro libanês, Nawaf Salam, pedindo-lhes para “garantir a segurança dos soldados da FINUL”, destacada no Líbano desde 1978, composta por mais de sete mil militares, dos quais mais de 600 franceses.
A FINUL tinha anunciado hoje um ataque “deliberado”, considerando que os autores da emboscada eram provavelmente o Hezbollah, grupo militar islâmico xiita aliado do Irão, instalado no Líbano, onde exerce uma enorme influência e está em guerra contra Israel.
Segundo o chefe de Estado francês, a vítima mortal é um sargento-chefe do 17.º Regimento de Engenheiros Paraquedistas de Montabaun, Florian Montorio.
O Líbano foi arrastado para a guerra no Médio Oriente quando o Hezbollah retomou os ataques contra Israel a 02 de março, após o início da ofensiva israelo-americana contra o Irão, aliado e financiador do grupo xiita libanês.
No mesmo dia, as autoridades libanesas proibiram as atividades militares do Hezbollah, após vários meses em que procuraram desarmar o grupo, que, no entanto, recusa entregar o seu equipamento militar enquanto o país estiver sob ameaça de Israel e não cessou os seus ataques aéreos contra o país vizinho.
Em resposta, as forças israelitas desencadearam uma vasta operação militar no Líbano, através de bombardeamentos intensivos alegadamente contra alvos do Hezbollah, a par da expansão das posições terrestres que já ocupavam no sul do país no conflito anterior.
Segundo o balanço mais recente das autoridades de Beirute, nos últimos 45 dias registaram-se 2.294 mortos, incluindo 274 mulheres, 177 crianças e 100 profissionais de saúde e socorristas, 7.544 feridos e acima de um milhão de deslocados.
MBA (IB/HB) // MAG







