Médio Oriente: Israel quer manter forças em “zonas seguras” no Líbano, Síria e Gaza

O ministro da Defesa israelita transmitiu hoje ao seu homólogo norte-americano, Pete Hegseth, a determinação de Israel em manter as suas forças posicionadas nas “zonas seguras” estabelecidas no Líbano, na Síria e na Faixa de Gaza.

Executive Digest com Lusa

O ministro da Defesa israelita transmitiu hoje ao seu homólogo norte-americano, Pete Hegseth, a determinação de Israel em manter as suas forças posicionadas nas “zonas seguras” estabelecidas no Líbano, na Síria e na Faixa de Gaza.

Escolha a Executive Digest como fonte preferida no Google Escolher ›

Esta declaração surge após os Estados Unidos terem anunciado que as negociações realizadas na terça e quarta-feira em Roma entre Israel e o Líbano foram “positivas” e que o processo de implementação das “zonas piloto”, das quais as tropas israelitas deverão retirar, terá início “nos próximos dias”.

O Presidente norte-americano, Donald Trump, pediu ao primeiro-ministro israelita, Benjamin Netanyahu, que retirasse as forças israelitas da Síria e do Líbano, segundo um artigo publicado na terça-feira pelo meio de comunicação norte-americano Axios.

Os dirigentes israelitas referem-se regularmente a estas “zonas seguras”, cujos limites permanecem vagos, mas que as autoridades israelitas estabelecem ao longo das fronteiras de Israel.

Em comunicado, o gabinete do ministro da Defesa, Israel Katz, indicou ter transmitido ao seu homólogo americano “a determinação de Israel em permanecer nas zonas de segurança na Síria, Gaza e Líbano, a fim de proteger as fronteiras israelitas e as comunidades próximas da fronteira das ameaças representadas pelas forças jihadistas”.

Continue a ler após a publicidade
Continue a ler após a publicidade

“Nunca pedimos aos Estados Unidos que operassem no nosso lugar ao longo das nossas fronteiras”, segundo o comunicado.

No Líbano, as forças israelitas continuam posicionadas no que o exército descreve como uma “zona de segurança” que se estende por aproximadamente 10 quilómetros dentro do território libanês e continuam a realizar ataques aéreos limitados no sul.

Em Gaza, o exército israelita controla 60% do território. A sua presença é notável ao longo de todo o perímetro exterior do território palestiniano, ao longo das fronteiras entre Israel e o Egito.

Após a queda de Bashar al-Assad, em dezembro de 2024, Israel enviou tropas para uma zona tampão monitorizada pela ONU, que separa as forças israelitas das sírias nas Colinas de Golã.

Desde então, Israel tem realizado repetidas incursões em território sírio, incluindo ataques aéreos, e declarou a sua intenção de estabelecer uma zona desmilitarizada no sul da Síria.

Continue a ler após a publicidade
Partilhar

Edição Impressa

Assinar

Newsletter

Subscreva e receba todas as novidades.

A sua informação está protegida. Leia a nossa política de privacidade.