Médio Oriente: Hezbollah anuncia disparo de rockets contra norte de Israel

O Hezbollah revelou hoje que disparou rockets contra o norte de Israel em resposta às violações do cessar-fogo por parte do Exército israelita, enquanto os embaixadores libanês e israelita nos Estados Unidos realizavam uma segunda reunião em Washington.

Executive Digest com Lusa

O Hezbollah revelou hoje que disparou rockets contra o norte de Israel em resposta às violações do cessar-fogo por parte do Exército israelita, enquanto os embaixadores libanês e israelita nos Estados Unidos realizavam uma segunda reunião em Washington.


“Para defender o Líbano e o seu povo, e em resposta à violação do cessar-fogo por parte do inimigo israelita e aos seus ataques à cidade de Yater, no sul do Líbano”, o Hezbollah “alvejou o colonato de Shtula com uma salva de rockets”, afirmou o grupo pró-Irão em comunicado.


Pelo menos três pessoas morreram e outras duas ficaram feridas hoje em ataques aéreos e de artilharia israelitas no Líbano, onde a violência não cessou apesar do cessar-fogo.


O Exército israelita disse ter identificado e intercetado “vários rockets disparados do Líbano que atingiram território israelita”.


Também hoje o influente deputado da ala política do partido-milícia xiita libanês Hezbollah Hassan Fadlallah exigiu que as autoridades de Beirute interrompam as negociações diretas em curso com Israel devido aos constantes ataques no sul do Líbano.

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As declarações de Fadlallah foram proferidas a poucas horas de uma reunião em Washington para abordar a extensão do cessar-fogo, após ter denunciado violações da trégua, como o ataque à localidade de Tiro, no interior do país, que fez três mortos, incluindo a jornalista Amal Khalil, 42 anos, do jornal Al-Akhbar. Uma sua colega, Zeinab Faraj, ficou ferida no ataque.


Num comunicado, o Hezbollah condenou “nos termos mais enérgicos” o ataque em Tiro, sublinhando que Khalil “se juntou às fileiras dos jornalistas mártires enquanto cumpria o seu dever jornalístico nacional de transmitir a verdade e expor os crimes do inimigo”.


O ataque em Tiro, perto da fronteira com Israel, foi também condenado pelo primeiro-ministro libanês, Nawaf Salam, que afirmou que este tipo de incidentes é “sistemático” e salientou que estes episódios no sul do Líbano “não são casos isolados”.

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As declarações do deputado do Hezbollah surgem também numa altura em que o Presidente libanês, Joseph Aoun, defendeu a manutenção de contactos diretos com Israel, nos quais pedirá a prorrogação do acordo de cessar-fogo alcançado na semana passada e o fim das demolições levadas a cabo pelo exército israelita no sul do país.


Perante divisões internas no Líbano, Aoun sustenta que as experiências passadas “ensinaram que as guerras conduzem apenas à morte, destruição e deslocação” e apelou à manutenção da unidade nacional.


Os ataques do Hezbollah coincidem com uma reunião entre representantes diplomáticos israelitas e libaneses na Casa Branca, com o objectivo de chegar a um acordo para que Telavive cesse os bombardeamentos contra o seu vizinho.


Este possível acordo poderá fortalecer o frágil cessar-fogo entre os Estados Unidos e o Irão, que acredita que o país árabe deve ser incluído no acordo entre Washington e Teerão e vê isso como uma condição essencial para o fim do bloqueio do Estreito de Ormuz.


O Hezbollah, aliado do Irão, entrou no conflito em retaliação pela operação conjunta EUA-Israel contra Teerão, que desencadeou uma feroz ofensiva de Telavive contra o Líbano, resultando em 2.294 mortos e 7.544 feridos em sete semanas, segundo dados oficiais.

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