Médio Oriente: Flotilha ainda não partiu para Gaza por condições atmosféricas adversas

Os barcos da Flotilha Global Sumud fizeram hoje uma despedida simbólica pelo porto de Barcelona, Espanha, não tendo ainda partido oficialmente para Gaza devido a condições atmosféricas adversas.

Executive Digest com Lusa

Os barcos da Flotilha Global Sumud fizeram hoje uma despedida simbólica pelo porto de Barcelona, Espanha, não tendo ainda partido oficialmente para Gaza devido a condições atmosféricas adversas.


De acordo com a agência EFE, decorreram este fim de semana várias manifestações de despedida junto a Port Vell, mas as condições atmosféricas não permitiram ainda a partida dos cerca de 70 barcos que compõem a flotilha que tem como primeira paragem a Sicília.


No entanto, também à EFE, os ativistas da Flotilha Global Sumud adiantaram que os barcos vão sair ainda hoje de Port Vell para outro porto de Barcelona, não especificando qual, e que a partida para águas internacionais deverá acontecer segunda-feira ou na terça-feira.


Esta flotilha vai levar cerca de mil pessoas a bordo e, segundo anunciou a organização, pretende ser “a maior missão marítima em defesa da Palestina” da história, com os organizadores a sublinharem que apesar de a atenção internacional se ter desviado de Gaza, Israel mantém o bloqueio ao território, assim como ataques, que se intensificaram também na Cisjordânia.


Desta vez, para prestar apoio técnico e logístico às embarcações da flotilha, sairão também de Barcelona os barcos “Arctic Sunrise”, da organização não-governamental (ONG) Greenpeace, e “Open Arms”, da ONG espanhola com o mesmo nome, conhecida por, entre outras iniciativas, resgatar migrantes no Mediterrâneo.

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A iniciativa tem quatro reivindicações, a primeira das quais a abertura de um corredor permanente por mar e outro por terra de acesso a Gaza que garanta a passagem segura de ajuda humanitária, pessoal médico e materiais de reconstrução.


A Flotilha Global Sumud pede ainda “o embargo imediato de armas” a Israel e que a reconstrução e o governo de Gaza sejam liderados pelos palestinianos, a par do levantamento do bloqueio e da garantia do direito de regresso para todos os palestinianos.


A Faixa de Gaza, governada pelo grupo radical Hamas, está sob bloqueio israelita desde 2007.

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Israel e o Hamas acusam-se mutuamente de violarem o cessar-fogo que entrou em vigor a 10 de outubro de 2025, após dois anos de guerra.


As acusações de genocídio cometido por Israel contra palestinianos na Faixa de Gaza multiplicaram-se, mas Telavive rejeita-as.


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