Médio Oriente: Especialistas da ONU pedem reunião de emergência para pressionar Israel

Mais de 40 especialistas em direitos humanos e relatores da ONU pediram hoje que a Assembleia-Geral da organização se reúna de emergência face ao “genocídio e à fome deliberada em Gaza”, exigindo o fim da ocupação israelita.

Executive Digest com Lusa

Mais de 40 especialistas em direitos humanos e relatores da ONU pediram hoje que a Assembleia-Geral da organização se reúna de emergência face ao “genocídio e à fome deliberada em Gaza”, exigindo o fim da ocupação israelita.

Os especialistas lembraram que 17 de setembro marca o prazo estabelecido por uma resolução da Assembleia-Geral, que há um ano pediu que Israel cessasse – num prazo de 12 meses – a sua “presença ilegal” nos territórios palestinianos ocupados.

“Israel deve pôr fim imediato à obstrução à assistência humanitária segura, eficaz e digna, mas o levantamento dessas restrições não será suficiente para salvar a população devastada de Gaza. O que é urgentemente necessário é o fim do cerco israelita e a declaração de um cessar-fogo imediato”, defenderam os especialistas num comunicado conjunto.

Acrescentaram que a fome, “deliberadamente planeada e perpetuada por Israel e facilitada por agentes privados e de segurança”, é “uma afronta à humanidade”.

“Um Estado responsável por criar condições genocidas com o objetivo de destruir os palestinianos em Gaza como um grupo, inclusive através da fome, não pode e não deve controlar o acesso, a distribuição ou a supervisão da ajuda humanitária”, enfatizaram.

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Os signatários da declaração incluem os relatores da ONU para os territórios palestinianos ocupados (Francesca Albanese), para o direito à alimentação (Michael Fakhri) e para as pessoas deslocadas (Paula Gaviria).

A ONU declarou em agosto a fome na província de Gaza, no norte do território controlado pelo grupo islamita palestiniano Hamas desde 2007, o que acontece pela primeira vez no Médio Oriente.

O Governo de Israel lançou a ofensiva contra Gaza a 07 de outubro de 2023, após ataques do Hamas em território israelita, nos quais 1.200 pessoas morreram e 251 foram feitas reféns. Destes, 48 permanecem no enclave palestiniano, dos quais 20 estarão vivos, admitem as autoridades israelitas.

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Nos 700 dias de ofensiva, mais de 64 mil palestinianos foram mortos por Israel em ataques contra casas, hospitais, escolas, universidades e abrigos, segundo dados do Ministério da Saúde de Gaza, controlado pelo Hamas, considerados fiáveis pela ONU.

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