Enviado dos EUA à Síria defende autocracia como único modelo viável na região

O enviado especial dos Estados Unidos (EUA) à Síria e embaixador norte-americano na Turquia, Tom Barrack, defendeu hoje que as autocracias são os únicos modelos políticos viáveis na região do Médio Oriente.

Executive Digest com Lusa

O enviado especial dos Estados Unidos (EUA) à Síria e embaixador norte-americano na Turquia, Tom Barrack, defendeu hoje que as autocracias são os únicos modelos políticos viáveis na região do Médio Oriente.

“Vão criticar-me por dizer isto porque é antidemocrático, mas os únicos que têm funcionado, os únicos, são os regimes com liderança poderosa: ou uma monarquia benevolente ou uma república monárquica”, disse, durante um fórum diplomático em Antália, na Turquia.

Para Barrack, o movimento de protesto e tentativa de revolução democrática naquela zona do globo, no início da década passada, “evaporou-se”.

“Tudo o resto, aquela Primavera Árabe, desvaneceu-se e evaporou-se e os países que se vestiram com esse disfarce de democracia falharam”, continuou, acrescentando que aquela parte do mundo “só respeita uma coisa: o poder. Porque, sem poder, é-se apanhado desprevenido e a Síria é um excelente exemplo disso”.

O embaixador dos EUA em Ancara elogiou o presidente sírio, Ahmed al-Shara, que, no final de 2014, liderou a ofensiva final do grupo jihadista Hayat Tahrir al-Sham (HTS), que fez ‘cair’ o então presidente, Bashar al-Assad, acabando com meio século de controlo do país pela sua família.

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“A nova Síria funciona porque há um líder poderoso, forte e corajoso, com quem as pessoas podem discordar, mas que veem que está conduzir o país numa determinada direção”, afirmou Barrack.

O diplomata norte-americano desvalorizou o conflito entre Israel e o governo de al-Shara, desde que o exército israelita começou a ocupar territórios sírios além da linha de separação estabelecida pelas Nações Unidas, em 1974, dadas as incursões do HTS.

Desde aí, Israel atacou a Síria várias vezes, alegando que células pertencentes às milícias palestinianas do movimentos islamistas radicais Hamas e Jihad Islâmica continuam a operar naquele país.

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