Médio Oriente: Embaixador dos EUA anuncia mais negociações entre Líbano e Israel

O embaixador norte-americano em Beirute anunciou hoje que as negociações entre Líbano e Israel deverão ser retomadas em Washington, apesar dos recentes ataques israelitas no sul da capital libanesa e da escalada militar que agravou as tensões.

Executive Digest com Lusa

O embaixador norte-americano em Beirute anunciou hoje que as negociações entre Líbano e Israel deverão ser retomadas em Washington, apesar dos recentes ataques israelitas no sul da capital libanesa e da escalada militar que agravou as tensões.


Após uma reunião com o Presidente libanês, Josef Aoun, o diplomata Michel Issa afirmou que as conversações deverão prosseguir na capital norte-americana, sem indicar uma data para o encontro.


“Gostaria de felicitar a equipa de negociação libanesa, que é extremamente profissional e eficaz”, declarou o diplomata.


Segundo a presidência libanesa, Issa considerou que a situação atingiu um “ponto de não retorno”, sustentando que “o gelo foi quebrado” e que Washington está empenhado em impedir uma nova deterioração da situação regional.


“O que aconteceu envia uma mensagem política; nós, nos Estados Unidos, decidimos não permitir que as tensões aumentem ainda mais”, afirmou Issa.

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O embaixador reuniu-se também com o primeiro-ministro libanês, Nawaf Salam, e assegurou que o Presidente norte-americano, Donald Trump, atribui “grande importância” à situação no Líbano.


Issa defendeu que as negociações poderão contribuir para aliviar a crise no país e avisou que o processo exigirá tempo.


“As negociações podem demorar, uma vez que não se espera que todas as questões sejam resolvidas numa única reunião”, afirmou o diplomata, acrescentando que a continuidade do diálogo terá um impacto positivo no Líbano e na região.

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O anúncio surge após uma nova escalada militar desencadeada pelos ataques israelitas realizados durante o fim de semana nos arredores de Beirute, considerados por Teerão como uma violação do cessar-fogo renovado entre as partes.


Em resposta, o Irão lançou ataques contra alvos no norte de Israel, classificando a operação como uma medida defensiva e acusando os Estados Unidos de serem corresponsáveis pelas ações israelitas.


Teerão sustenta que as operações de Israel não podem ser dissociadas da política de Washington e responsabilizou os Estados Unidos pelas alegadas violações do acordo de cessar-fogo assinado em abril.


A escalada prosseguiu com novos ataques aéreos israelitas contra um complexo petroquímico na província iraniana do Khuzistão, no oeste do país, enquanto a Guarda Revolucionária iraniana afirmou ter retaliado com ataques contra instalações industriais na cidade israelita de Haifa.


O Irão, principal aliado regional do movimento xiita Hezbollah, tem condicionado qualquer acordo de paz com os Estados Unidos ao fim das hostilidades no Líbano.

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Israel, por seu lado, expandiu nas últimas semanas as suas operações militares no sul do Líbano, numa estratégia que descreve como consolidação de uma zona de segurança junto à fronteira norte.

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