Médio Oriente: Atirador faz um morto e 5 feridos em Israel antes de ser abatido

Um homem matou hoje a tiro uma pessoa e feriu cinco, duas delas com gravidade, em três sítios diferentes no centro de Israel antes de ser abatido pela polícia, anunciaram as autoridades.

Executive Digest com Lusa

Um homem matou hoje a tiro uma pessoa e feriu cinco, duas delas com gravidade, em três sítios diferentes no centro de Israel antes de ser abatido pela polícia, anunciaram as autoridades.


Os serviços de emergência informaram que receberam o primeiro alerta às 10:34 locais (08:34 em Lisboa) para tiros num posto de abastecimento perto da localidade de Kokhav Yair, no lado israelita da fronteira com a Cisjordânia.


O serviço Magen David Adom, correspondente à Cruz Vermelha, precisou que o atacante, que se deslocava numa viatura, começou por disparar contra dois homens, um os quais, de 50 anos, ficou em estado grave.


Embora inicialmente se suspeitasse de que o ataque poderia envolver duas pessoas, a polícia disse à agência espanhola EFE tratar-se de apenas um atacante, embora prosseguissem buscas por eventuais cúmplices.


Depois de abrir fogo na estação de serviço, o atacante dirigiu-se para Tzur Yitzhak, a cerca de dois quilómetros de distância, onde voltou a disparar, fazendo mais dois feridos.

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Trata-se de um homem de 30 anos, ferido numa mão, e de uma mulher de 61 anos, que se encontrava dentro de um carro e que foi atingida na parte superior do corpo.


O terceiro ponto do ataque foi numa estrada perto do colonato de Sela’it, na Cisjordânia, onde os médicos do serviço de emergência encontraram um homem já sem vida, devido a ferimentos de bala, no interior de um automóvel.


No local, foi encontrada outra pessoa ferida com gravidade na parte superior do corpo.

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“Durante o trajeto, vários civis fizeram-me sinais para parar e chamaram-me para prestar assistência médica a uma pessoa inconsciente dentro de um veículo”, relatou o paramédico Lior Zilberberg, que se deslocou ao local.


“Não tinha pulso nem respirava, apresentava ferimentos de bala no corpo e, após a avaliação médica, fomos obrigados a declarar o óbito”, acrescentou, citado pela EFE.


O serviço de saúde israelita Clalit informou ter recebido os feridos e que uma das pessoas em estado greve foi transferida diretamente para o bloco operatório.


A polícia israelita disse que os agentes localizaram o veículo implicado no ataque e mataram o agressor, que as autoridades afirmam ser residente na localidade vizinha de Tayibe, de maioria árabe.


Não foram avançados mais pormenores oficiais sobre a identidade do agressor ou os motivos do ataque.

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O primeiro-ministro israelita, Benjamin Netanyahu, informou em comunicado que estava a avaliar a situação e a acompanhar de perto o “mortal ataque a tiro”.


O ministro da Segurança Nacional, Itamar Ben-Gvir, afirmou nas redes sociais que se o atacante tivesse sido capturado com vida seria executado.


“Esta é a lei, e exigiremos a sua aplicação”, disse o dirigente da extrema-direita, referindo-se à lei que prevê a pena capital para palestinianos que cometam atos considerados terroristas.


“É precisamente por isso que o Otzma Yehudit aprovou a Lei da ‘Pena de Morte para Terroristas'”, escreveu, aludindo ao partido ultranacionalista que lidera e que integra a coligação do Governo de Netanyahu.


“O sangue judeu não é descartável. Quem assassinar um judeu enfrentará o laço do carrasco”, acrescentou Ben Gvir, citado pelo jornal The Jerusalem Post.


O ataque foi celebrado pelos grupos palestinianos radicais Hamas e Jiahad Islâmica, da Faixa de Gaza, que consideraram tratar-se de uma “operação heroica”.


O Hamas denunciou a escalada de políticas israelitas “na construção de colonatos, na confiscação de terras, nos assassínios, nas detenções, no deslocamento forçado e no terrorismo dos colonos” na Cisjordânia.


O grupo que liderou os ataques terroristas contra Israel em outubro de 2023, a que se seguiu a invasão e quase destruição de Gaza pelas forças israelitas, considerou que as políticas em causa alimentam “os campos de batalha”.


Também a Jihad Islâmica aplaudiu o atentado, qualificando-o como “uma resposta natural aos crimes da ocupação [israelita] e dos bandos de colonos” contra os palestinianos, segundo a EFE.

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