Israel fez hoje vários ataques no sul do Líbano apesar do acordo assinado entre Teerão e Washington no domingo, noticiou a Agência Nacional de Notícias Libanesa (NNA).
Os ataques, segundo a mesma fonte, atingiram as regiões de Nabatieh e Kfartebnit.
Desde o anúncio do acordo com os Estados Unidos, o Irão tem afirmado reiteradamente que a situação global deve incluir a cessação das hostilidades no Líbano.
Israel alega estar a atacar o Hezbollah (Partido de Deus), milícia xiita libanesa, aliada de Teerão.
Na noite de segunda-feira, os militares iranianos ameaçaram responder de forma “severa” caso continuassem os ataques de Israel contra o Líbano.
De acordo com a NNA, os ataques israelitas diminuíram desde o anúncio do acordo, mas continuaram, causando a morte a cinco pessoas nas últimas 48 horas.
Embora alguns residentes do sul do Líbano tenham começado a regressar aos locais de residência, o exército libanês aconselhou cautela aos civis devido ao “risco de violações” do acordo por parte de Israel.
Na terça-feira, o exército israelita realizou vários ataques aéreos, matando quatro pessoas, e alegou que os soldados no sul do Líbano foram alvo de foguetes de artilharia.
O Hezbollah não se pronunciou.
O líder da milícia xiita libanesa, Naim Qassem, que expressou “profunda gratidão” ao Irão por incluir o Líbano no acordo, deve pronunciar-se hoje à tarde sobre a situação no terreno.
O protocolo, que visa pôr fim à guerra que matou milhares de pessoas no Médio Oriente, sobretudo no Irão e no Líbano, vai ser formalmente assinado na Suíça na sexta-feira.



