O presidente da Câmara Municipal de Lisboa, Fernando Medina, assumiu na segunda-feira, poder ser necessário fechar o país «de forma mais prolongada», em virtude da crise de saúde pública da Covid-19.
Num espaço de comentário da TV124, o autarca considera que «estamos na fase mais difícil desta pandemia, com cerca de duas a três vezes mais infetados do que em Abril, duas vezes mais o número de internados em enfermaria e cuidados intensivos», afirma.
«Temos uma situação objetiva mais difícil», refere Fernando Medina sublinhando também que existe em Portugal «um cansaço muito grande». As pessoas «estão saturadas, são muitos meses, já há muitas feridas do ponto de vista social, do emprego, das atividades e por isso existia a expectativa de não entrar numa nova fase de confinamento», refere.
O presidente da Câmara Municipal de Lisboa considera também que apesar de tudo isto, «os portugueses estão a perceber rapidamente o caminho que temos de seguir», afirma admitindo: «Vão ter de haver novamente períodos de encerramento do país», e sublinha que é possível que estes períodos podem repetir-se para lá destes dois fins de semana «e até de forma mais prolongada».
«Não há outra forma de nós controlarmos esta evolução dos números se não fizermos isto», defende. «Ninguém quer estar num cenário inverso, onde estaremos numa posição de esgotamento e de rutura do Serviço Nacional de Saúde (SNS).
Medina insiste que «sem tratarmos da economia, não teremos saúde a resistir, por isso aquilo que durante muito tempo foi visto como um equilíbrio, hoje mostra que afinal temos de fechar mais o país do que aquilo que queríamos», tal como acontece na «generalidade dos países europeus».
«Para mim não restam dúvidas, com a evolução que temos tido, é necessário voltar a achatar a curva e que não haja aqui qualquer ilusão, esta é a prioridade», defende sublinhando que perante isto «é essencial que as medidas de apoio à economia e às empresas funcionem», afirma elogiando as medidas do Governo.



