O presidente da Câmara de Lisboa, Fernando Medina, na “Renascença”, defendeu que é preciso começar a pensar no pós Covid-19.
«Com todos os mas e ses e cautelas que a situação exige, implica começarmos a pensar nesta tarefa muito difícil que é a reabertura do país depois desta quarentena», declarou Medina, comentador do programa “As Três da Manhã”, embora admitindo que vamos ter de continuar a «conviver com o vírus, porque ainda não existe vacina nem há uma imunidade».
O autarca aponta o exemplo da Áustria. «Já está a ensaiar um modelo» de reabertura gradual do país, disse.
Quanto à mensagem do Presidente da República, que hoje falava à “Antena 1”, Fernando Medina destacou que Marcelo foi «o primeiro responsável político a afirmar que o final da crise terá passado até Abril». «Isto tem uma grande importância.»
O presidente da Câmara de Lisboa criticou ainda a Direção-Geral da Saúde por não ter liberado o uso de máscaras. «Já se devia ter ultrapassado em completo. (…) Não tento pela protecção do próprio, como por todos», comentou.
Sobre o alargamento das medidas de apoio financeiro aos sócios-gerentes, anunciada ontem pelo Governo, Medina disse que «é a solução possível». «É uma medida importante para colmatar a lacuna que existia no sistema de protecção», realçou.
Medina apresentou, no passado dia 25 de Março, um pacote de 15 medidas para apoiar as famílias e empresas de Lisboa. «Fizemos estas medidas como forma de protecção das famílias e do emprego, com o objectivo de criar melhores condições para o relançamento da actividade económica», explicou, na altura, o autarca de Lisboa.
O novo coronavírus, responsável pela pandemia da Covid-19, já infectou mais de 1,3 milhões de pessoas em todo o mundo, das quais morreram mais de 73 mil. Dos casos de infecção, cerca de 250 mil são considerados curados.
Depois de surgir na China, em Dezembro, o surto espalhou-se por todo o mundo, o que levou a Organização Mundial da Saúde a declarar uma situação de pandemia.
Portugal registou até hoje 311 mortes associadas à Covid-19 e 11.730 infectados, segundo o boletim epidemiológico divulgado pela Direção-Geral da Saúde.
*Notícia actualizada às 11:50









