Medidas de segurança apertadas: Autoridades proíbem pessoas sem bilhete de se aproximarem dos concertos de Taylor Swift em Londres

A medida surge em resposta a preocupações de segurança após um alegado plano terrorista que levou ao cancelamento dos concertos da artista em Viena.

Pedro Zagacho Gonçalves

O Wembley Stadium anunciou que irá movimentar qualquer fã que se reúna à volta do estádio durante os cinco concertos que Taylor Swift irá realizar esta semana. A medida surge em resposta a preocupações de segurança após um alegado plano terrorista que levou ao cancelamento dos concertos da artista em Viena.

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Taylor Swift inicia esta quinta-feira a sua série de concertos em Wembley, em Londres, como parte da sua tour mundial Eras, que está a bater recordes e a atravessar várias décadas da sua discografia. A artista tem atraído uma grande multidão de fãs devotos, que frequentemente se reúnem fora dos locais dos concertos para cantar e participar, mesmo sem bilhete.

Recentemente, surgiram imagens virais nas redes sociais mostrando grupos de fãs a aproveitar espaços públicos adjacentes aos locais dos concertos para ouvir e ver as atuações. Em Munique, onde Swift se apresentou no mês passado, cerca de 50.000 fãs extra reuniram-se num parque próximo do Olympiastadion para escutar os concertos. Quando a artista passou por Portugal também foram muitos os fãs da artista que se juntaram perto do estádio da Luz, muitas horas ates do concerto, a cantarem ou a fazerem pulseiras.

No entanto, face à situação de segurança e à tentativa de atentado em Viena, o Wembley Stadium tomou medidas preventivas rigorosas. A organização divulgou um comunicado no seu site em que informa que “para apoiar a entrada e saída seguras de todos dentro do estádio, não é permitido estar fora de qualquer entrada ou nas Escadas Olímpicas à frente do estádio”. O comunicado acrescenta que “os detentores de bilhetes não autorizados serão deslocados”.

Adicionalmente, a prática de acampar à noite fora do estádio também está proibida.

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Os três concertos de Taylor Swift em Viena foram cancelados no último fim de semana depois de as autoridades austríacas terem detido dois indivíduos, e posteriormente um terceiro, envolvidos num alegado plano para bombardear um dos concertos. Os suspeitos, todos adolescentes, teriam sido inspirados pelo Estado Islâmico e pela Al-Qaida. As autoridades afirmaram que um dos suspeitos confessou ter planeado “matar o maior número possível de pessoas fora do local do concerto”. Estava previsto que até 35.000 pessoas não detentoras de bilhete se juntassem fora do estádio.

Um porta-voz da polícia de Londres (Met Police) afirmou que “não há indícios” de ameaça contra os concertos no Wembley Stadium. A polícia continuará a colaborar com a segurança do local e a “manter qualquer nova informação sob revisão cuidadosa”.

Os cinco concertos de Taylor Swift em Wembley seguem-se a três espetáculos realizados no mesmo local em junho, e marcam o regresso da tour Eras ao Reino Unido para concluir a fase europeia.

Além da banda de apoio principal, Paramore, Swift adicionou um conjunto de cantoras britânicas para as cinco noites: Holly Humberstone, Suki Waterhouse, Maisie Peters, Raye e a cantora e violinista Sofia Isella, que é nascida nos EUA e baseada na Austrália.

Após esta etapa em Wembley, Taylor Swift terá um mês de pausa antes de regressar para a fase final da tour na América do Norte, com a conclusão da Eras tour marcada para Vancouver a 8 de dezembro.

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A tour Eras é estimada para gerar cerca de 2 mil milhões de dólares (aproximadamente 1,56 mil milhões de euros) em receitas, mais do que o dobro do recorde anterior detido por Elton John, cuja tour Farewell Yellow Brick Road arrecadou 939 milhões de dólares (cerca de 786 milhões de euros).

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