Um grupo de 13 profissionais de saúde lançou esta terça-feira uma petição contra a violência sobre profissionais, que pelas 14:10 contava com 342 assinaturas, no mesmo dia em que o Ministério da Saúde anunciou a criação de um gabinete para acompanhar e prevenir estas situações de violência.
No texto da petição, que pedem para ser apreciada na Assembleia da República, os profissionais afirmam que estão «diariamente expostos a situações de violência física e verbal decorrentes de comportamentos agressivos por parte de alguns utentes». Acrescentam ainda que, nos últimos anos se tem «assistido a um crescente número de profissionais de saúde a serem notícia de agressões nos locais de trabalho, facto este que tem apresentado um crescimento exponencial».
Jaime Teixeira Mendes, ex-presidente da secção Sul da Ordem dos Médicos, Teresinha Simões, chefe de equipa na Maternidade Alfredo da Costa, Gonçalo Cordeiro Ferreira, director de serviço no Hospital Dona Estefânia, Nídia Zózimo, chefe de equipa nas urgências do Hospital de Santa Maria e membro da Sindicato dos Médicos do Sul, estão entre os signatários da petição.
Nos últimos dias surgiram vários relatos de agressões em hospitais e centros de saúde. Por dia, são agredidos, em média, quatro profissionais de saúde em contexto de trabalho, avança esta terça-feira o “Diário de Notícias”.
Nos primeiros nove meses do ano, foram agredidos 995 médicos, enfermeiros, assistentes operacionais, um número superior ao total de casos registados em 2018, segundo os dados mais recentes, divulgados pelo Ministério da Saúde.




