A Ordem dos Médicos (OM) vai exigir ao Ministério da Saúde a instalação de botões de pânico nos gabinetes dos hospitais e centros de saúde do Serviço Nacional de Saúde de forma a evitar situações de violência contra clínicos, avança hoje o ‘Correio da Manhã’. A medida já tinha sido anunciada pelo Governo, no final de maio de 2019, mas acabou por ser implementada apenas de forma experimental no concelho da Amadora.
De acordo com dados fornecidos ao CM pelo Sindicato Independente dos Médicos, foram registados cinco mil casos de violência contra médicos entre 2013 e 30 de junho de 2019. Destes, 1151 referem-se ao primeiro semestre do ano passado.
“Não sei dizer se os botões de pânico serão 100 por cento eficazes, mas posso garantir que as agressões irão diminuir porque as pessoas vão pensar duas vezes antes de agredirem”, assegura ao CM o bastonário da OM, Miguel Guimarães.
Para o representante da classe profissional, é também “fulcral” que a violência contra profissionais de saúde seja vista como um crime público que leva a penalizações. “O utente pode não estar de acordo com uma determinada situação e reclamar, mas não pode agredir”, frisa.
As exigências dos médicos surgem depois de nos últimos dias terem sido tornados públicos vários episódios de violência.







