Médicos e enfermeiros assinam petição pró-eutanásia para realização de referendo

O tema volta ao Parlamento a 20 de Fevereiro, depois de ter sido rejeitado por cinco votos em Maio de 2018.

Executive Digest

Cento e oitenta médicos e enfermeiros assinaram uma petição online pró-eutanásia, que já recolheu 7.043 assinaturas, para demonstrar que os profissionais de saúde estão a favor da morte medicamente assistida. O tema volta ao Parlamento a 20 de Fevereiro, depois de ter sido rejeitado por cinco votos em Maio de 2018.

Lembra ainda  que a Ordem dos Médicos devia ter uma «posição mais neutra» em relação à temática da eutanásia. O bastonário, Miguel Guimarães, já revelou no passado ser contra a despenalização da morte assistida e afirmou, no passado, que esta fosse aprovada, deveria ser praticada fora dos hospitais.

Na carta aberta dirigida ao Presidente da República, Marcelo Rebelo de Sousa, ao presidente da Assembleia da República, Ferro Rodrigues, ao bastonário da Ordem dos Médicos, Miguel Guimarães, e à bastonária da Ordem dos Enfermeiros Ana Rita Cavaco, o Movimento Direito a Morrer com Dignidade considera ser necessária uma tomada de posição pública forte por parte de médicos e enfermeiros pela «tolerância e respeito para com os doentes», em nome da «dignidade de todos».

Gilberto Couto, médico e impulsionador de carta do «Movimento Direito a Morrer com Dignidade» já assinada por 180 profissionais de saúde, defendeu à “Sábado” que despenalizar a eutanásia «é dizer aos portugueses que confiem nos médicos». «O objectivo da carta aberta é apelar ao bastonário e ao Presidente da República de modo a fazê-los sentir que existem, de facto, profissionais de saúde que apoiam a causa da despenalização da eutanásia», explicou.

Parlamento discute eutanásia a 20 de Fevereiro

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Depois de a lei que despenalizava a morte assistida ter sido recusada por cinco votos em maio de 2018, o tema volta ao Parlamento este ano. Em cima da mesa estão quatro Projectos – de PS, BE, PAN e PEV – que serão debatidos em plenário no próximo dia 20 de Fevereiro.  Segue-se depois a discussão na especialidade, em comissão.

Além desta petição, corre ainda uma outra que tem como objectivo propor à Assembleia da República a realização de um referendo nacional sobre «a (des)penalização da morte a pedido». A iniciativa do movimento «#simavida» conta já com sete mil assinaturas.

Recorde-se que são necessárias mais de 60 mil assinaturas, online ou em papel, para que uma iniciativa popular de referendo dê entrada na Assembleia da República

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