Termina hoje a greve de dois dias de médicos na região de Lisboa e Vale do Tejo convocada pelo Sindicato Independente dos Médicos (SIM) com o objetivo de “fazer com que o Governo dê uma resposta efetiva ao Caderno Reivindicativo sindical” e que “visa também o urgente encerramento da atividade da Mesa Negocial constituída entre o Governo e o SIM, e que, especifica e prioritariamente, seja apresentada pelos ministros das Finanças e da Saúde uma proposta de Grelha Salarial que reponha a Carreira das perdas acumuladas por força da erosão inflacionista da última década e que posicione com honra e justiça toda a Classe Médica, incluindo os médicos internos, na Tabela Remuneratória Única da função pública”.
À semelhança de ontem, é esperada adesão “muito forte”, sendo que na quarta-feira, segundo o secretário-geral do SIM, Roque da Cunha, apenas estavam a ser cumpridos os serviços mínimos.
“Há garantia de que os serviços mínimos estão totalmente assegurados nas urgências externas e internas e nos tratamentos de hemodiálise, aquilo que faz parte dos serviços mínimos, mas nós estamos expectantes, tal como nas greves anteriores, que possam ter uma muito expressiva adesão”, indicou o secretário-geral à Lusa.
De acordo com Jorge Roque da Cunha, a greve irá prejudicar as cirurgias programas, consultas externas nos hospitais e nos centros de saúde, causando perturbação aos utentes.
Esta greve acontece ao mesmo tempo que a paralisação total (iniciada a 24 de julho) à prestação de trabalho suplementar/extraordinário nos Cuidados de Saúde Primários (centros de saúde), que foi prolongada pelo SIM, após ter terminado o processo negocial com o Governo sem que o Ministério da Saúde tenha chegado a acordo com os sindicatos dos médicos.
A greve dos médicos da ARS de Lisboa e Vale do Tejo que hoje termina abrange hospitais e agrupamentos de centros de saúde (ACES) não abrangidos pela greve que decorreu nos dias 13 e 14 de setembro.
Assim, de acordo com nota do SIM, estão abrangidos os seguistes hospitais, pelo que é possível que alguns serviços nestas unidades estejam com constrangimentos ou mesmo encerrados:
- Centro Hospitalar de Lisboa Norte
- Centro Hospitalar de Lisboa Central
- Centro Hospitalar de Lisboa Ocidental
- Hospital Professor Doutor Fernando Fonseca
- Centro Hospitalar do Oeste
- Centro Hospitalar do Médio Tejo
- Hospital Distrital de Santarém
- INMLCF Sul – Lisboa
- Hospital Forças Armadas
- Hospital Prisional Caxias
- IP Sangue e Transplantação Lisboa
- DICAD ARSLVT
- ACES Lisboa Norte
- ACES Lisboa Central
- ACES Lisboa Ocidental e Oeiras
- ACES Amadora
- ACES Sintra
- ACES Oeste Norte
- ACES Oeste Sul
- ACES Médio Tejo
- ACES Lezíria
O SIM indica ainda que estão abrangidos “os serviços e estabelecimentos onde os trabalhadores médicos exercem funções na área da Administração Regional de Saúde de Lisboa e Vale do Tejo, I.P., a saber, designadamente, nos Centro Hospitalar Universitário Lisboa Norte, E.P.E, Centro Hospitalar Universitário de Lisboa Central, E.P.E., Centro Hospitalar de Lisboa Ocidental, E.P.E., Hospital Professor Doutor Fernando Fonseca, E.P.E., Centro Hospitalar do Oeste, E.P.E., Centro Hospitalar do Médio Tejo, E.P.E., Hospital Distrital de Santarém, E.P.E., Instituto de Medicina Legal e Ciência Forenses, I.P. – Delegação do Sul, Hospital das Forças Armadas – Polo de Lisboa, Instituto Português do Sangue e da Transplantação, I.P., Divisão de Intervenção dos Comportamentos Aditivos e nas Dependências, (ARSLVT, I.P.), ACES Lisboa Norte, ACES Lisboa Central, ACES Lisboa Ocidental e Oeiras, ACES Amadora, ACES Sintra, ACES Oeste Norte, ACES Oeste Sul, ACES Médio Tejo e ACES Lezíria, e noutros das entidades empregadoras públicas, privadas, em parceria público-privado e do setor social, qualquer que seja a sua forma jurídica, de entre aquelas que pertencem ao Serviço Nacional de Saúde e aos Ministérios da Defesa Nacional e da Justiça”.














