A utilização de medicamentos caducados é uma questão que levanta preocupações, principalmente no que diz respeito à sua eficácia, mais do que à toxicidade.
De acordo com James Reissig, diretor farmacêutico dos Hospitais Universitários dos EUA, citado pelo El Economista, a maioria dos medicamentos tende a perder a sua potência com o tempo devido a alterações químicas que ocorrem após o vencimento do prazo de validade.
Embora a ingestão de medicamentos fora de prazo geralmente não seja prejudicial, o uso de medicamentos com eficácia reduzida pode representar sérios riscos para a saúde. Um exemplo notável é o caso dos antibióticos. Se forem utilizados antibióticos ineficazes, a infeção pode não ser tratada adequadamente, o que pode resultar em complicações mais graves e contribuir para o desenvolvimento de resistência aos antibióticos.
Existem também certos medicamentos que, sob nenhuma circunstância, devem ser utilizados após a data de validade. Entre estes encontram-se os anticoagulantes, as canetas de epinefrina, os inaladores, a insulina, os comprimidos de nitroglicerina, os anticonvulsivos e os medicamentos para a tiroide.
O uso de qualquer um destes fármacos após o prazo pode comprometer seriamente a saúde, devido à diminuição da sua eficácia.
Em situações de emergência, pode ser preferível utilizar um medicamento caducado a não utilizar nada, mas é crucial que o mesmo seja substituído o mais rapidamente possível. Desde 1979, a FDA (Administração de Alimentos e Medicamentos dos Estados Unidos) exige que todos os medicamentos venham com uma data de validade. Estas datas são estabelecidas com margens conservadoras pelos fabricantes para assegurar que os medicamentos mantêm a sua segurança e eficácia até o prazo indicado.
Mesmo que os medicamentos de venda livre possam ser considerados seguros para o tratamento de problemas menores após a data de validade, é altamente recomendável que os medicamentos prescritos para condições crónicas sejam substituídos se já tiverem expirado.
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