Medicamentos e calor: os cuidados que deve ter para não comprometer tratamentos

Verão exige cuidados acrescidos com a hidratação, a exposição solar e a prevenção de golpes de calor, mas também com a forma como os medicamentos são guardados e transportados

Executive Digest com DECO PROTeste

As temperaturas elevadas não afetam apenas o organismo. Também podem comprometer a qualidade, a segurança e a eficácia de alguns medicamentos, se estes não forem corretamente conservados. A DECO PROteste alerta que, nos meses mais quentes, é essencial proteger os fármacos da exposição ao calor e seguir as indicações presentes na embalagem ou no folheto informativo.

O verão exige cuidados acrescidos com a hidratação, a exposição solar e a prevenção de golpes de calor, mas também com a forma como os medicamentos são guardados e transportados. Embora sejam seguros quando usados corretamente, alguns fármacos podem interferir com a capacidade do organismo para regular a temperatura ou aumentar o risco de desidratação.

Porque é que o calor pode ser um problema?

Quando a temperatura sobe, o organismo ativa mecanismos naturais para manter a temperatura corporal dentro de valores normais, como a transpiração e a dilatação dos vasos sanguíneos. No entanto, nem todas as pessoas conseguem responder ao calor da mesma forma.

Crianças até aos quatro anos, idosos, pessoas acamadas ou com mobilidade reduzida, pessoas com obesidade, doentes crónicos e quem toma medicamentos que interferem com a regulação da temperatura estão entre os grupos mais vulneráveis. Nestes casos, a exposição prolongada ao calor pode aumentar o risco de complicações.

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Alguns medicamentos exigem mais atenção

Certos medicamentos podem dificultar a adaptação do corpo às temperaturas elevadas. Entre os efeitos possíveis estão o aumento da perda de líquidos, a redução da transpiração, alterações da tensão arterial, maior risco de tonturas ou hipotensão e agravamento de problemas renais em situações de desidratação.

A DECO PROteste destaca que medicamentos como diuréticos, fármacos para doenças cardíacas e hipertensão, antidepressivos, antialérgicos, medicamentos para a doença de Parkinson, incontinência urinária, epilepsia ou enxaqueca, bem como alguns antibióticos e anti-inflamatórios, devem merecer vigilância acrescida em períodos de calor.

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Ainda assim, a organização sublinha que, na maioria dos casos, o medicamento não representa um risco por si só, desde que seja tomado corretamente e sob orientação médica. O risco aumenta quando existem outros fatores associados, como idade avançada, doenças crónicas ou exposição prolongada a temperaturas elevadas.

Não interrompa tratamentos por iniciativa própria

Perante uma vaga de calor, a recomendação é clara: não se deve alterar a dosagem nem interromper qualquer tratamento sem falar com um médico ou farmacêutico.

Caso surjam sintomas como tonturas, fraqueza, sede intensa, confusão, diminuição da urina ou outros sinais de desidratação, deve ser procurado aconselhamento médico. A avaliação por um profissional é especialmente importante quando a pessoa toma vários medicamentos ou tem doenças crónicas.

Como guardar medicamentos em casa

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A conservação depende sempre das indicações do fabricante. Os medicamentos que devem ser mantidos no frigorífico têm de ficar entre 2 ºC e 8 ºC. Regra geral, devem ser retirados apenas no momento da toma e guardados novamente logo de seguida, salvo indicação diferente no folheto.

Já os medicamentos que podem ficar à temperatura ambiente devem ser guardados em locais frescos e secos, normalmente abaixo de 25 ºC ou 30 ºC, sem exposição direta ao sol. Casas de banho, cozinhas muito quentes ou zonas junto a janelas podem não ser os locais mais adequados.

Nunca deixe medicamentos no automóvel

Um dos alertas centrais da DECO PROteste é para o transporte dos medicamentos. Mesmo por poucos minutos, deixá-los dentro do carro pode expô-los a temperaturas muito superiores às registadas no exterior, afetando a sua estabilidade.

Sempre que possível, os medicamentos devem ser transportados em sacos isotérmicos. No caso dos fármacos refrigerados, devem ser usados acumuladores de frio, evitando o contacto direto com gelo e garantindo que o medicamento não congela.

Sinais de que um medicamento pode ter sido afetado

Algumas formas farmacêuticas são especialmente sensíveis ao calor. Mudança de cor, alteração da consistência, deformação de cápsulas, cremes ou pomadas separados, supositórios ou óvulos amolecidos e embalagens danificadas podem indicar que o medicamento foi afetado pelas temperaturas elevadas.

Nestas situações, a recomendação é não tomar o medicamento sem antes consultar um farmacêutico. O aspeto alterado pode significar perda de qualidade ou alteração das propriedades do produto.

Cuidados essenciais durante uma onda de calor

Além de proteger os medicamentos, é importante reduzir a exposição direta ao sol, beber água regularmente, mesmo sem sede, evitar bebidas alcoólicas e permanecer em locais frescos sempre que possível.

A DECO PROteste recomenda ainda que sejam cumpridas as doses prescritas, seguidas as instruções do folheto informativo e procurada ajuda médica sempre que surjam sintomas de alerta. Em períodos de calor extremo, pequenos cuidados com a conservação dos medicamentos e com a hidratação podem fazer diferença na segurança dos tratamentos e na proteção da saúde.

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