A actual ministra da Justiça, Francisca van Dunem, então procuradora-geral distrital de Lisboa, elogiou a investigação sobre o caso dos estudantes que morreram na praia do Meco, que o Tribunal Europeu dos Direitos do Homem declarou como «ineficaz».
Segundo uma nota de 2015, recuperada pelo “Público”, van Dunem retratou a investigação como «isenta de reparo técnico, deontológico ou disciplinar» e destacou as «exemplares qualidades profissionais e pessoais do procurador da República em causa».
O Tribunal Europeu dos Direitos do Homem (TEDH), recorde-se, condenou o Estado português a pagar uma indemnização de 13 mil euros a José Carlos Soares Campos, pai de Tiago Santos, uma das seis vítimas da tragédia do Meco, e 7118,51 euros por custos e despesas relacionados com o caso e a investigação que foi levada a cabo. O jovem de 21 anos morreu afogado durante uma praxe da Universidade Lusófona, na noite de 14 para 15 de Dezembro de 2013.
Na sequência da decisão do TEDH, o Governo admitiu recorrer da condenação do Tribunal Europeu dos Direitos do Homem. Numa declaração enviada à “Lusa”, o Ministério da Justiça admite avançar com um recurso, apontando fragilidades à condenação. «A possibilidade de requerer o reenvio do caso à ‘Grande Chambre’ [instância superior do TEDH], para reapreciação destes aspectos, não está excluída», refere a nota.




