Mecanismo Financeiro do Espaço Económico Europeu apoiou 800 projetos com 633 milhões de euros desde 1994

O Mecanismo Financeiro do Espaço Económico Europeu, conhecido por EEA Grants, apoiou, entre 1994 e 2024, mais de 800 projetos com um montante superior a 633 milhões de euros, adiantou à Lusa a coordenadora da Unidade Nacional de Gestão.

Executive Digest com Lusa

O Mecanismo Financeiro do Espaço Económico Europeu, conhecido por EEA Grants, apoiou, entre 1994 e 2024, mais de 800 projetos com um montante superior a 633 milhões de euros, adiantou à Lusa a coordenadora da Unidade Nacional de Gestão.

“Desde a entrada em vigor, já foi possível apoiar mais de 800 projetos, num montante superior a 633 milhões de euros”, afirmou a coordenadora da Unidade Nacional de Gestão dos EEA Grants, Maria Mineiro, em declarações à Lusa.

Em maio de 1992, foi assinado, no Porto, o Acordo do Espaço Económico Europeu, através do qual a Noruega, a Islândia e o Liechtenstein são parceiros no mercado interno com os Estados-membros.

Para reforçar as relações económicas e comerciais, as partes deste acordo estabeleceram um Mecanismo Financeiro Plurianual (EEA Grants), através do qual os parceiros apoiam financeiramente os Estados-membros com “maiores desvios da média europeia do PIB [Produto Interno Bruto] per capita”.

Entre estes inclui-se Portugal, que já beneficiou, desde 1994, de cinco mecanismos.

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O mais recente – EEA Grants 2014-2021 – conta com 102,7 milhões de euros e vigora, apesar do nome, até 2024, apoiando cinco programas – Crescimento Azul, Ambiente, Conciliação e Igualdade de Género, Cultura e Cidadãos Ativos.

Segundo os dados avançados por Maria Mineiro, no atual mecanismo foram selecionados 410 projetos de norte a sul e nas regiões autónomas.

“No programa Crescimento Azul foram criados mais de 60 postos de trabalho, 138 tecnologias e produtos, 16 pedidos de propriedade intelectual e recolhidas 35 toneladas de lixo marinho. No programa Ambiente foi aumentada a reutilização de materiais, reduzidas as emissões de CO2 [dióxido de carbono], recicladas 200 toneladas de plástico, criados 50 empregos e valorizadas 12 reservas de biosfera, beneficiando mais de 280.000 pessoas”, exemplificou.

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Até ao momento, não foram identificadas situações de duplo financiamento dos EEA Grants em Portugal.

Apesar dos resultados que têm vindo a ser alcançados em Portugal, a coordenadora da unidade nacional de gestão dos EEA Grants reconheceu que há trabalho a fazer em matéria de comunicação para que a importância destes instrumentos financeiros possa ser conhecida pelos cidadãos.

Para assinalar os 30 anos dos EEA Grants, a unidade nacional de gestão vai realizar uma conferência, esta quarta-feira, na Fundação Calouste Gulbenkian, em Lisboa, na qual vão ser apresentados os resultados atingidos pelos vários projetos apoiados.

O próximo mecanismo financeiro, que vai vigorar até 2032, encontra-se em negociação, tendo já sido identificados os setores prioritários, como a transição verde na Europa, valores democráticos, direitos humanos, resiliência e inclusão social.

“Julgo que as expectativas financeiras para este novo mecanismo financeiro são elevadas de ambas as partes e nós, em Portugal, estamos empenhados em dar início a este período de negociações”, sublinhou Maria Mineiro.

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O novo mecanismo deverá ter uma dotação de 126 milhões de euros.

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