Perante os prejuízos provocados pelo mau tempo na capital, o presidente da Câmara Municipal de Lisboa (CML) Carlos Moedas salientou, esta sexta-feira, que “o importante é que as soluções cheguem” e sejam “rápidas”.
As primeiras inundações em Lisboa, ocorridas na quarta-feira dia 7 de dezembro, resultaram em mais de 300 ocorrências, seguindo-se as de terça-feira desta semana que levaram a mais de 600, segundo o autarca que frisa ter marcado presença nas mais críticas. “Tivemos uma situação muito difícil na cidade e comandei os casos mais graves com os lisboetas em conjunto com os trabalhadores da Câmara”, recordou.
Quanto ao facto de não ter sido contactado pelo Primeiro-ministro, Moedas confirmou que António Costa não lhe ligou, porém destacou que “não estava à espera nem contava com um telefonema” acrescentando que teve “acompanhamento por parte dos ministros” que visitaram outros concelhos afetados, como Loures e Oeiras.
“Fui eleito pelos lisboetas e o Primeiro-ministro tem de se habituar a isso”, frisou ao alertar que “é preciso estar ao lado da população” e o que “tem interesse agora é ajudar os lisboetas”, pedindo ao Governo essa ajuda. “Vou fazer a minha parte e lançar um fundo para ajudar rapidamente, mas precisamos da ajuda do Governo”, destacou.
“Estou a pedir ao Governo celeridade. Mais do que telefonemas, preciso de celeridade do Governo”, solicitou o presidente da CML esperando a que “as ajudas em janeiro possam ser uma realidade”. “Estou perfeitamente tranquilo, não preciso de telefonemas preciso de ajuda rapidamente” disse acrescentando que “os lisboetas estão preocupados com essa ajuda”.
Embora não seja ainda possível fazer um balanço dos danos, Carlos Moedas esclareceu que as 24 freguesias de Lisboa vão avaliar os prejuízos para que seja possível chegar a um valor, divulgado assim que possível. “Quando tivermos um número em relação aos danos vamos dizê-lo”, admitiu.
“Estamos neste momento a querer ajudar quem precisa”, revelou Moedas pedindo aos lesados que contactem a autarquia para seja avaliada “de imediato” a situação. De recordar que está já disponível o formulário no site da CML, de forma a que a autarquia possa “ajudar nas soluções”.
Porém, o autarca reforça que “o Governo tem de ajudar muito mais”, visto que “o país tem um fundo de emergência municipal muito pequenino de três milhões de euros”, o que será um ponto de partida para a capital, contudo será “preciso mais”, na previsão do presidente da autarquia.
Reconheceu a presença do Presidente da República Marcelo Rebelo de Sousa que o contactou “desde o primeiro minuto” enaltecendo que “é um Presidente que está muito próximo das pessoas”. “É realmente uma pessoa única, nestes momentos realmente sabe estar”, realçou.
Deixou também um agradecimento aos bombeiros, à polícia, à Proteção Civil e aos trabalhadores da CML, reiterando que amanhã vai estar com os comerciantes de Lisboa e a receber informação das associações para que se possa “ajudar rapidamente nas compensações”.
Até ao momento, não está marcada nenhuma visita por parte do Governo.













