Até às 20 horas o mau tempo tinha obrigado a retirar 320 pessoas preventivamente de suas casas, devido ao risco de cheia, e provocado ainda 144 desalojados, informou em Carnaxide o oficial da Autoridade Nacional de Emergência e Protecção Civil, Miguel Cruz, em mais um ponto de situação sobre as consequências registadas no país.
Segundo o responsável, desde as 15h de quarta-feira, foram registadas 10.654 ocorrências em território português, 1.727 ocorrências só neste sábado, a maioria “muito associadas a quedas de árvores“.
A maior parte das evacuações ocorreram no distrito de Coimbra, onde o caudal do Mondego continua a apresentar “níveis elevados”, como se passa também com o Tejo. Estas são, aliás, as “duas situações mais preocupantes”, explica o oficial.
Já o caudal do Douro encontrava-se numa “fase de alguma estabilização”, tendo o aviso de cheia passado de vermelho para laranja.
Ao princípio da noite continuavam também cortadas as linhas do Norte, da Beira Alta e do Vouga. O IP3 está cortado “em dois pontos, no concelho de Penacova e de Mortágua“.
Segundo o Instituto Português do Mar e da Atmosfera (IPMA), numa actualização das 20h, os distritos do Porto, Viana do Castelo, Aveiro, Coimbra e Braga vão estar entre as 21:00 de hoje e as 12:00 de domingo em aviso vermelho, devido à agitação marítima, a que se soma Vila Real, por causa de fortes rajadas de vento, que podem atingir 140 quilómetros/hora.



