A DECO PROteste avisa que milhares de famílias afetadas pelas tempestades terão de retomar o pagamento dos seus empréstimos a partir de segunda-feira, dia em que termina o prazo das moratórias de crédito, segundo um comunicado da organização.
Num momento “em que muitas continuam sem ter recuperado totalmente os seus rendimentos”, a DECO PROteste aconselha as famílias a “contactarem imediatamente os bancos por causa do fim do prazo das moratórias de crédito, que termina na segunda-feira”, indica a mesma nota.
Segundo a organização de consumidores, o decreto-lei que criou a medida até ao dia 27 de abril “não prevê qualquer prorrogação para as famílias, o que significa que os contratos entram novamente em fase de pagamento regular”.
Como várias empresas ainda não retomaram a atividade na totalidade, e muitas famílias continuam a suportar custos de reconstrução das habitações, a DECO PROteste reiterou que o prazo de três meses das moratórias de crédito “revelou-se insuficiente para responder à dimensão dos impactos” do mau tempo.
“Além disso, a moratória implicou custos adicionais para os consumidores, uma vez que os juros continuaram a ser contabilizados durante o período de suspensão, sendo posteriormente incorporados no capital em dívida”, recordou a associação.
Dados divulgados pelo Banco de Portugal indicam que foram pedidas 7.400 moratórias por famílias e empresas, no montante global de 930 milhões de euros.
Com base nessa informação, a DECO PROteste estima que a medida tenha representado “um custo adicional próximo dos 7,5 milhões de euros, o equivalente a cerca de 1.000 euros por contrato”.
Face ao fim da moratória, a associação aconselha a que “as famílias que ainda não conseguiram recuperar a sua situação financeira contactem de imediato o seu banco”, de maneira a renegociaram as condições do crédito, a extensão do prazo do contrato ou a reestruturação das prestações.
Uma situação de incumprimento “só agravará o problema”, avisa ainda a DECO PROteste.
A organização disponibiliza apoio aos consumidores afetados, através da linha telefónica 211 215 656, onde é possível obter esclarecimentos e acompanhamento personalizado.













