A partir desta quinta-feira a urgência de genecologia e obstetrícia do hospital das Caldas da Rainha vai entrar em obras e estará encerrada, obrigando os utentes a deslocarem-se cerca de 60 quilómetros, para serem atendidos no Centro Hospitalar de Leiria. Não é a única maternidade a ter condicionamentos este mês: também o Hospital S. Francisco Xavier, em Lisboa, vai estar com condicionamentos este mês e no próximo.
Para responder ao problema, a direção executiva do Serviço Nacional de Saúde (SNS) apresentou o Plano Sazonal Verão 2023 no âmbito da operação ‘Nascer em segurança no SNS’, respeitantes a todas as regiões do país.
Em comunicado, a direção executiva sublinhou que “pelo impacto direto que tem nas grávidas, recém-nascidos e suas famílias, a rede de serviços de urgência de ginecologia e obstetrícia merece atenção prioritária, sendo essencial salvaguardar os princípios da equidade, qualidade, prontidão, humanização e previsibilidade dos cuidados prestados no SNS. Os resultados deste plano estratégico serão avaliados pela DE-SNS e informarão as decisões para o futuro”.
“O reforço do trabalho em rede entre as equipas de instituições hospitalares e dos cuidados de saúde primários, assim como o planeamento estratégico atempado da resposta, é uma das missões centrais da Direção Executiva do SNS, organismo responsável por estabelecer a estratégia adequada para assegurar uma cultura de previsibilidade, segurança e confiança na utilização dos serviços de saúde, bem como uma utilização que maximize os recursos disponíveis e induza um melhor planeamento”, pôde ler-se no comunicado.
Assim, tendo em vista assegurar a previsibilidade e segurança do funcionamento dos Serviços de Urgência de Ginecologia e Obstetrícia e dos Serviços/Unidades de Neonatologia do SNS, pode contar com o seguinte calendário de condicionamentos:
Região Norte – todos os 13 blocos de partos a funcionar de forma ininterrupta:
1. ULS Nordeste – Bragança
2. CHTMAD – Vila Real
3. ULS Alto Minho – Viana Castelo
4. Hospital de Braga – Braga
5. Hospital Nossa Senhora da Oliveira – Guimarães
6. CH Médio Ave – Vila Nova de Famalicão
7. CHPV/VC – Póvoa de Varzim
8. ULS Matosinhos – Matosinhos
9. CHTS – Penafiel
10. CHUSJ – Porto
11. CHUP – Porto
12. CHVNG/E – Vila Nova de Gaia
13. CHEDV – Santa Maria da Feira
Região Centro – todos os sete blocos de partos a funcionar de forma ininterrupta:
1. CHBV – Aveiro
2. CHUC – Coimbra
3. CHTV – Viseu
4. CH Leiria – Leiria
5. ULS Guarda – Guarda
6. ULS Castelo Branco – Castelo Branco
7. CHUCB – Covilhã
Região Lisboa e Vale do Tejo – quatro blocos de partos a funcionar de forma ininterrupta e sete com condicionamentos programados:
1. CH Oeste – Caldas da Rainha (encerramento a 1 de junho, concentrando a resposta no CH Leiria)
2. CH Médio Tejo – Abrantes
3. HD Santarém – Santarém (com condicionamentos)
4. HVFX – Vila Franca de Xira (com condicionamentos)
5. CHU Lisboa Norte, Hospital Santa Maria – Lisboa (concentra a resposta, a partir do dia 1 de agosto, no CH Lisboa Ocidental – Hospital S. Francisco Xavier)
6. CHU Lisboa Central, Maternidade Alfredo da Costa – Lisboa
7. CH Lisboa Ocidental, Hospital S. Francisco Xavier – Lisboa (com condicionamentos em junho/julho)
8. Hospital Prof. Dr. Fernando Fonseca – Amadora Sintra (com condicionamentos)
9. Hospital de Cascais – Cascais
10. Hospital Beatriz Ângelo – Loures (com condicionamentos)
11. Hospital Garcia de Orta – Almada (com condicionamentos)
12. CH Setúbal, Hospital São Bernardo – Setúbal (com condicionamentos)
13. CH Barreiro Montijo – Barreiro (com condicionamentos)
Região Alentejo – todos os três blocos de partos a funcionar de forma ininterrupta:
1. HES – Évora
2. ULS Norte Alentejano – Portalegre
3. ULS Baixo Alentejo – Beja
Região Algarve – um bloco de partos a funcionar de forma ininterrupta (Faro) e Portimão com abertura programada:
1. CHUA – Faro
2. CHUA – Portimão (com condicionamentos)
A região de Lisboa e Vale do Tejo é a que apresenta maiores condicionamentos, também em função das obras iniciadas nos Hospitais de Santa Maria e das Caldas da Rainha.
Assim, na área do Ribatejo e Oeste da Região de Lisboa e Vale do Tejo, o bloco de partos do Centro Hospitalar do Oeste, E.P.E. (CHO), irá encerrar para obras, a partir de 1 de junho, durante um período de 4-5 meses, sendo concentradas as equipas e a resposta no Centro Hospitalar de Leiria, E.P.E., que foi reforçado com recursos humanos (Médicos e Enfermeiros) e equipamento do CHO, e funcionará de forma ininterrupta 7 dias/semana, sem períodos de contingência.
Neste âmbito o Centro Hospitalar do Médio Tejo, E.P.E., que encerrava de forma rotativa aos fins-de-semana, volta a funcionar de forma ininterrupta 7 dias/semana, sem períodos de contingência, de forma a apoiar este processo;
O Hospital Distrital de Santarém mantém os encerramentos rotativos aos fins-de-semana, que já efetuava desde o final de 2022;
Na Cidade de Lisboa, o bloco de partos do Centro Hospitalar de Lisboa Norte, E.P.E. (Hospital Santa Maria) irá encerrar para obras, a partir de 1 de agosto, sendo concentradas as equipas e a resposta no Centro Hospitalar de Lisboa Ocidental, E.P.E. (Hospital de S. Francisco Xavier);
O Centro Hospitalar de Lisboa Ocidental, E.P.E. (Hospital de S. Francisco Xavier), que encerrava de forma rotativa aos fins-de-semana, a partir de 1 de agosto volta a funcionar de forma ininterrupta 7 dias/semana, sem períodos de contingência, sendo que no período até essa data será alvo de intervenções para aumentar a capacidade infraestrutural e responder ao futuro aumento da procura. De sublinhar que esta unidade foi construída há poucos anos, projetada para 4.500-5.000 partos, dedicada à área materno-infantil e possui excelentes condições de humanização e segurança, com circuitos dedicados.
O Centro Hospitalar Universitário de Lisboa Central, E.P.E. (Maternidade Alfredo da Costa) e o Hospital de Cascais, continuam a funcionar de forma ininterrupta 7 dias/semana;
O Hospital Professor Doutor Fernando Fonseca, E.P.E., o Hospital de Loures, E.P.E., e o Hospital de Vila Franca de Xira, E.P.E., mantém os encerramentos rotativos aos fins-de-semana, que já efetuavam desde o final de 2022;
Na Península de Setúbal, o Centro Hospitalar Barreiro-Montijo, E.P.E., e o Centro Hospitalar de Setúbal, E.P.E., mantém os condicionamentos programados, que já efetuavam desde o final de 2022, aos quais se associa o Hospital Garcia de Orta, E.P.E., em alternância. De forma a assegurar sempre o funcionamento de pelo menos dois blocos de parto em simultâneo na Península de Setúbal, o Centro Hospitalar Barreiro-Montijo, E.P.E. passa a funcionar em pleno em todos os fins-de-semana, encerrando apenas durante alguns dias da semana;
A realização de convenções com hospitais do setor privado da Região de Lisboa e Vale do Tejo, irá aumentar a capacidade de resposta em termos de blocos de parto, numa rede integrada, com gestão pelo INEM/CODU, permitindo uma resposta com capacidade para os eventuais aumentos de procura, numa lógica de sistema de saúde.
Consulte aqui o mapa completo elaborado pela direção executiva do SNS:
[pdf-embedder url=”https://executivedigest.sapo.pt/wp-content/uploads/2023/05/CARTAZ_JUNHO-A-SETEMBRO_Versao-Final_1700_24052023.pdf” title=”CARTAZ_JUNHO A SETEMBRO_Versão Final_1700_24052023″]
Por último, o SNS reiterou a importância de, antes do recurso a unidades de saúde, contactar previamente o SNS 24 (808 24 24 24). Em situações de emergência, o contacto deve ser feito diretamente para o 112.













