Maternidades a meio-gás e fechadas a partir de hoje. Veja quais e como vão funcionar as urgências de ginecologia e obstetrícia nos próximos meses

A partir desta quinta-feira a urgência de genecologia e obstetrícia do hospital das Caldas da Rainha vai entrar em obras e estará encerrada, obrigando os utentes a deslocarem-se cerca de 60 quilómetros, para serem atendidos no Centro Hospitalar de Leiria.

Francisco Laranjeira
Junho 1, 2023
6:45

A partir desta quinta-feira a urgência de genecologia e obstetrícia do hospital das Caldas da Rainha vai entrar em obras e estará encerrada, obrigando os utentes a deslocarem-se cerca de 60 quilómetros, para serem atendidos no Centro Hospitalar de Leiria. Não é a única maternidade a ter condicionamentos este mês: também o Hospital S. Francisco Xavier, em Lisboa, vai estar com condicionamentos este mês e no próximo.

Para responder ao problema, a direção executiva do Serviço Nacional de Saúde (SNS) apresentou o Plano Sazonal Verão 2023 no âmbito da operação ‘Nascer em segurança no SNS’, respeitantes a todas as regiões do país.

Em comunicado, a direção executiva sublinhou que “pelo impacto direto que tem nas grávidas, recém-nascidos e suas famílias, a rede de serviços de urgência de ginecologia e obstetrícia merece atenção prioritária, sendo essencial salvaguardar os princípios da equidade, qualidade, prontidão, humanização e previsibilidade dos cuidados prestados no SNS. Os resultados deste plano estratégico serão avaliados pela DE-SNS e informarão as decisões para o futuro”.

“O reforço do trabalho em rede entre as equipas de instituições hospitalares e dos cuidados de saúde primários, assim como o planeamento estratégico atempado da resposta, é uma das missões centrais da Direção Executiva do SNS, organismo responsável por estabelecer a estratégia adequada para assegurar uma cultura de previsibilidade, segurança e confiança na utilização dos serviços de saúde, bem como uma utilização que maximize os recursos disponíveis e induza um melhor planeamento”, pôde ler-se no comunicado.

Assim, tendo em vista assegurar a previsibilidade e segurança do funcionamento dos Serviços de Urgência de Ginecologia e Obstetrícia e dos Serviços/Unidades de Neonatologia do SNS, pode contar com o seguinte calendário de condicionamentos:

Região Norte – todos os 13 blocos de partos a funcionar de forma ininterrupta:

1. ULS Nordeste – Bragança

2. CHTMAD – Vila Real

3. ULS Alto Minho – Viana Castelo

4. Hospital de Braga – Braga

5. Hospital Nossa Senhora da Oliveira – Guimarães

6. CH Médio Ave – Vila Nova de Famalicão

7. CHPV/VC – Póvoa de Varzim

8. ULS Matosinhos – Matosinhos

9. CHTS – Penafiel

10. CHUSJ – Porto

11. CHUP – Porto

12. CHVNG/E – Vila Nova de Gaia

13. CHEDV – Santa Maria da Feira

Região Centro – todos os sete blocos de partos a funcionar de forma ininterrupta:

1. CHBV – Aveiro

2. CHUC – Coimbra

3. CHTV – Viseu

4. CH Leiria – Leiria

5. ULS Guarda – Guarda

6. ULS Castelo Branco – Castelo Branco

7. CHUCB – Covilhã

Região Lisboa e Vale do Tejo – quatro blocos de partos a funcionar de forma ininterrupta e sete com condicionamentos programados:

1. CH Oeste – Caldas da Rainha (encerramento a 1 de junho, concentrando a resposta no CH Leiria)

2. CH Médio Tejo – Abrantes

3. HD Santarém – Santarém (com condicionamentos)

4. HVFX – Vila Franca de Xira (com condicionamentos)

5. CHU Lisboa Norte, Hospital Santa Maria – Lisboa (concentra a resposta, a partir do dia 1 de agosto, no CH Lisboa Ocidental – Hospital S. Francisco Xavier)

6. CHU Lisboa Central, Maternidade Alfredo da Costa – Lisboa

7. CH Lisboa Ocidental, Hospital S. Francisco Xavier – Lisboa (com condicionamentos em junho/julho)

8. Hospital Prof. Dr. Fernando Fonseca – Amadora Sintra (com condicionamentos)

9. Hospital de Cascais – Cascais

10. Hospital Beatriz Ângelo – Loures (com condicionamentos)

11. Hospital Garcia de Orta – Almada (com condicionamentos)

12. CH Setúbal, Hospital São Bernardo – Setúbal (com condicionamentos)

13. CH Barreiro Montijo – Barreiro (com condicionamentos)

Região Alentejo – todos os três blocos de partos a funcionar de forma ininterrupta:

1. HES – Évora

2. ULS Norte Alentejano – Portalegre

3. ULS Baixo Alentejo – Beja

Região Algarve – um bloco de partos a funcionar de forma ininterrupta (Faro) e Portimão com abertura programada:

1. CHUA – Faro

2. CHUA – Portimão (com condicionamentos)

A região de Lisboa e Vale do Tejo é a que apresenta maiores condicionamentos, também em função das obras iniciadas nos Hospitais de Santa Maria e das Caldas da Rainha.

Assim, na área do Ribatejo e Oeste da Região de Lisboa e Vale do Tejo, o bloco de partos do Centro Hospitalar do Oeste, E.P.E. (CHO), irá encerrar para obras, a partir de 1 de junho, durante um período de 4-5 meses, sendo concentradas as equipas e a resposta no Centro Hospitalar de Leiria, E.P.E., que foi reforçado com recursos humanos (Médicos e Enfermeiros) e equipamento do CHO, e funcionará de forma ininterrupta 7 dias/semana, sem períodos de contingência.

Neste âmbito o Centro Hospitalar do Médio Tejo, E.P.E., que encerrava de forma rotativa aos fins-de-semana, volta a funcionar de forma ininterrupta 7 dias/semana, sem períodos de contingência, de forma a apoiar este processo;

O Hospital Distrital de Santarém mantém os encerramentos rotativos aos fins-de-semana, que já efetuava desde o final de 2022;

Na Cidade de Lisboa, o bloco de partos do Centro Hospitalar de Lisboa Norte, E.P.E. (Hospital Santa Maria) irá encerrar para obras, a partir de 1 de agosto, sendo concentradas as equipas e a resposta no Centro Hospitalar de Lisboa Ocidental, E.P.E. (Hospital de S. Francisco Xavier);

O Centro Hospitalar de Lisboa Ocidental, E.P.E. (Hospital de S. Francisco Xavier), que encerrava de forma rotativa aos fins-de-semana, a partir de 1 de agosto volta a funcionar de forma ininterrupta 7 dias/semana, sem períodos de contingência, sendo que no período até essa data será alvo de intervenções para aumentar a capacidade infraestrutural e responder ao futuro aumento da procura. De sublinhar que esta unidade foi construída há poucos anos, projetada para 4.500-5.000 partos, dedicada à área materno-infantil e possui excelentes condições de humanização e segurança, com circuitos dedicados.

O Centro Hospitalar Universitário de Lisboa Central, E.P.E. (Maternidade Alfredo da Costa) e o Hospital de Cascais, continuam a funcionar de forma ininterrupta 7 dias/semana;

O Hospital Professor Doutor Fernando Fonseca, E.P.E., o Hospital de Loures, E.P.E., e o Hospital de Vila Franca de Xira, E.P.E., mantém os encerramentos rotativos aos fins-de-semana, que já efetuavam desde o final de 2022;

Na Península de Setúbal, o Centro Hospitalar Barreiro-Montijo, E.P.E., e o Centro Hospitalar de Setúbal, E.P.E., mantém os condicionamentos programados, que já efetuavam desde o final de 2022, aos quais se associa o Hospital Garcia de Orta, E.P.E., em alternância. De forma a assegurar sempre o funcionamento de pelo menos dois blocos de parto em simultâneo na Península de Setúbal, o Centro Hospitalar Barreiro-Montijo, E.P.E. passa a funcionar em pleno em todos os fins-de-semana, encerrando apenas durante alguns dias da semana;

A realização de convenções com hospitais do setor privado da Região de Lisboa e Vale do Tejo, irá aumentar a capacidade de resposta em termos de blocos de parto, numa rede integrada, com gestão pelo INEM/CODU, permitindo uma resposta com capacidade para os eventuais aumentos de procura, numa lógica de sistema de saúde.

Consulte aqui o mapa completo elaborado pela direção executiva do SNS:

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Por último, o SNS reiterou a importância de, antes do recurso a unidades de saúde, contactar previamente o SNS 24 (808 24 24 24). Em situações de emergência, o contacto deve ser feito diretamente para o 112.

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