Material escolar, comunicações, móveis (e não só). Famílias preveem gastar em média 598 euros no regresso às aulas, menos do que no ano passado

Com o início do novo ano letivo a aproximar-se, os encarregados de educação começam a fazer as contas ao orçamento necessário para enfrentar as despesas escolares.

Pedro Gonçalves
Setembro 2, 2024
11:30

Com o início do novo ano letivo a aproximar-se, os encarregados de educação começam a fazer as contas ao orçamento necessário para enfrentar as despesas escolares. Este ano, segundo o Observador Cetelem, uma marca do grupo BNP Paribas Personal Finance, as famílias esperam gastar, em média, 598 euros com o regresso às aulas, uma redução de 34 euros em comparação com o ano anterior.

Entre as principais prioridades de compra continuam a destacar-se o material escolar, vestuário, calçado e material para educação física. Em relação ao material escolar essencial, os encarregados de educação estimam um gasto médio de 183 euros. No entanto, as despesas maiores estão previstas para computadores, com uma média de 590 euros, seguidos por telemóveis e mobiliário, ambos com uma média de 312 euros.

O regresso às aulas representa um desafio financeiro significativo para muitas famílias, especialmente no atual contexto económico do país. Consequentemente, 95% dos inquiridos indicaram que irão adotar estratégias para reduzir os custos. Entre as medidas mais populares estão a compra apenas do essencial (64%), a procura de mais promoções (60%) e a reutilização de material escolar de anos anteriores (55%).

Apesar da crescente digitalização do ensino, a intenção de adquirir equipamentos tecnológicos diminuiu ligeiramente em comparação com o ano passado. Este ano, 69% dos encarregados de educação planeiam comprar artigos de tecnologia, uma ligeira queda face aos 73% registados em 2023. Os produtos mais procurados incluem periféricos e acessórios de informática (45%), telemóveis e respetivos acessórios (30%), bem como computadores fixos e portáteis (37%).

Relativamente ao local de compra, os dados apontam para um aumento na intenção de repartir as aquisições entre lojas físicas e online, com 44% dos encarregados de educação a optar por esta abordagem, em comparação com 28% no ano anterior. Contudo, as lojas físicas mantêm-se como o meio preferencial de compra, apesar da queda nas intenções (45% em comparação com 56% no ano passado). Dentro deste cenário, a maioria dos inquiridos planeia fazer as suas compras em livrarias (71%) e hipermercados ou supermercados (66%).

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