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	<title>Executive Digest</title>
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	<description>Notícias atualizadas ao minuto. Economia, política, sociedade, finanças e empresas e mercados</description>
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		<title>Multas mais caras, auto digital e mais radares: o que muda no Código da Estrada ainda este ano</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Executive Digest]]></dc:creator>
		<pubDate>Mon, 01 Jun 2026 16:17:55 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Automonitor]]></category>
		<category><![CDATA[Atualidade]]></category>
		<category><![CDATA[Motores]]></category>
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		<category><![CDATA[SAPO Nacional]]></category>
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					<description><![CDATA[O grupo de trabalho criado para preparar o novo Código da Estrada reuniu-se pela primeira vez a 26 de maio e terá de entregar uma proposta ao ministro da Administração Interna até 30 de setembro.]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p data-start="107" data-end="436">O Governo está a preparar um novo Código da Estrada e quer que as alterações entrem em vigor ainda este ano, adianta a RTP. O objetivo passa por tornar as multas mais pesadas, acelerar a chegada das notificações aos infratores, alargar os critérios para a cassação da carta de condução e penalizar de forma mais dura os condutores reincidentes.</p>
<p data-start="438" data-end="772">A mudança surge num contexto de agravamento da sinistralidade rodoviária. Desde o início do ano, 201 pessoas morreram nas estradas portuguesas e 979 ficaram gravemente feridas. O ministro da Administração Interna já tinha prometido ser &#8220;implacável&#8221; perante o aumento de mortes na estrada e o processo legislativo está agora em marcha.</p>
<p data-start="774" data-end="1160">O grupo de trabalho criado para preparar o novo Código da Estrada reuniu-se pela primeira vez a 26 de maio e terá de entregar uma proposta ao ministro da Administração Interna até 30 de setembro. A equipa integra representantes da Secretaria de Estado, do gabinete do ministro, da Autoridade Nacional de Segurança Rodoviária, da GNR, da PSP e da Inspeção-Geral da Administração Interna.</p>
<p data-start="1162" data-end="1220"><strong>Multas vão subir e carta poderá ser retirada em mais casos</strong></p>
<p data-start="1222" data-end="1566">O secretário de Estado da Proteção Civil, Rui Rocha, defende em entrevista ao canal público, que o atual Código da Estrada deixou de responder às exigências da mobilidade atual. O governante lembra que o documento tem 32 anos e já sofreu 28 alterações, razão pela qual o Executivo entende que é necessário criar um novo código, em vez de continuar a fazer alterações pontuais.</p>
<p data-start="1568" data-end="1943">Entre as mudanças previstas estão o aumento do valor das coimas e a revisão das sanções acessórias, para que fiquem mais ajustadas à gravidade das infrações. As coimas por excesso de álcool deverão subir, numa tentativa de aumentar a eficácia do procedimento contraordenacional e reduzir aquilo que o Governo descreve como um sentimento de impunidade entre alguns condutores.</p>
<p data-start="1945" data-end="2217">Também os critérios para a cassação da carta de condução deverão ser alargados. Rui Rocha defende que é necessário distinguir entre uma infração pontual e o comportamento de um condutor reincidente, admitindo que estes casos devem ter um nível de penalização mais elevado.</p>
<p data-start="2219" data-end="2263"><strong>Auto digital começa a ser testado este verão</strong></p>
<p data-start="2265" data-end="2516">Uma das principais alterações práticas será a introdução do auto digital. O novo sistema permitirá que as autoridades emitam o auto de contraordenação no momento em que a infração é detetada, fazendo com que a notificação entre diretamente no sistema.</p>
<p data-start="2518" data-end="2796">O objetivo é reduzir os atrasos que hoje fazem com que muitas multas só cheguem a casa dos infratores meses depois da infração. O Governo quer que, com a digitalização, os prazos sejam cumpridos e diminuam as possibilidades de prolongar os processos através de ações dilatórias.</p>
<p data-start="2798" data-end="3120">O projeto está ligado a um investimento de três milhões de euros no âmbito do Plano de Recuperação e Resiliência, destinado a melhorar a interoperabilidade entre os sistemas informáticos da Autoridade Nacional de Segurança Rodoviária e das forças de segurança. O novo sistema deverá ser apresentado até ao final de agosto.</p>
<p data-start="3122" data-end="3152"><strong>Governo rejeita &#8220;caça à multa&#8221;</strong></p>
<p data-start="3154" data-end="3473">Na mesma entrevista, Rui Rocha insiste que o objetivo das novas medidas não é promover uma &#8220;caça à multa&#8221;, mas salvar vidas. O secretário de Estado considera que as campanhas de sensibilização continuam a ser importantes, mas admite que é necessário reforçar a penalização para que os condutores percebam que têm mesmo de cumprir as regras.</p>
<p data-start="3475" data-end="3772">O Governo quer combater a ideia de que pode compensar exceder os limites de velocidade ou conduzir depois de beber, por se acreditar que &#8220;nada vai acontecer&#8221;. Para o Executivo, essa perceção contribui para comportamentos de risco que aumentam a probabilidade de acidentes graves e vítimas mortais.</p>
<p data-start="3774" data-end="4114">A meta assumida é reduzir em 50% o número de mortos na estrada até 2030, em comparação com 2019. Rui Rocha reconhece que o objetivo é ambicioso, até porque nem todas as circunstâncias dependem diretamente das medidas do Estado, mas defende que é necessário criar um ambiente de maior responsabilização para todos os que circulam na estrada.</p>
<p data-start="4116" data-end="4160"><strong>Brigada de Trânsito da GNR será reorganizada</strong></p>
<p data-start="4162" data-end="4425">O Governo prepara também a reativação da Brigada de Trânsito da GNR. A recuperação desta estrutura deverá permitir um comando único dentro da Guarda Nacional Republicana, com maior capacidade de controlo nacional, prevenção e dissuasão de comportamentos de risco.</p>
<p data-start="4427" data-end="4645">Segundo Rui Rocha, a reorganização deverá envolver cerca de 1.300 a 1.400 militares, considerando os comandos territoriais e a atual Unidade Nacional de Trânsito. O processo está a ser desenvolvido pelo comando da GNR.</p>
<p data-start="4647" data-end="4699"><strong>Mais radares de velocidade média até ao final do ano</strong></p>
<p data-start="4701" data-end="4959">A instalação de novos radares é outra das prioridades do Executivo. Está em curso um concurso para a aquisição de 12 radares, com preferência pelos equipamentos de velocidade média. A intenção do Governo é que estejam em funcionamento até ao final deste ano.</p>
<p data-start="4961" data-end="5160">A estes equipamentos deverão juntar-se mais três radares da Brisa e da Ascendi. A Infraestruturas de Portugal também manifestou disponibilidade para integrar mais radares de velocidade média na rede.</p>
<p data-start="5162" data-end="5452">O Executivo acredita que a combinação entre novo Código da Estrada, multas mais rápidas, sanções mais duras, reforço da fiscalização e mais radares poderá ajudar a travar os números da sinistralidade. Para Rui Rocha, o essencial é não normalizar o número de mortes nas estradas portuguesas.</p>
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		<sapo:autor><![CDATA[CAMPO_VAZIO_770715]]></sapo:autor>
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		<title>Bolsa de Lisboa lidera perdas na Europa com Teixeira Duarte a cair mais de 4%</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Executive Digest com Lusa]]></dc:creator>
		<pubDate>Mon, 01 Jun 2026 16:16:26 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Atualidade]]></category>
		<category><![CDATA[Notícias]]></category>
		<category><![CDATA[Revista Risco]]></category>
		<category><![CDATA[SAPO Economia]]></category>
		<category><![CDATA[Nacional]]></category>
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					<description><![CDATA[A bolsa de Lisboa liderou hoje as quedas na Europa, cujos principais índices fecharam no 'vermelho', perdendo 1,27%, para 8.960,94 pontos, com a Teixeira Duarte a recuar mais de 4%.]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p>A bolsa de Lisboa liderou hoje as quedas na Europa, cujos principais índices fecharam no &#8216;vermelho&#8217;, perdendo 1,27%, para 8.960,94 pontos, com a Teixeira Duarte a recuar mais de 4%.</p>
<p>Das 16 cotadas que integram o índice PSI, 14 caíram e apenas duas subiram.</p>
<p>As principais praças europeias fecharam hoje em queda, com Londres a recuar 0,68%, Paris 0,45%, Frankfurt 0,40%, Madrid 0,97% e Milão 0,52%.</p>
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		<sapo:autor><![CDATA[CAMPO_VAZIO_770726]]></sapo:autor>
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		<item>
		<title>Anthropic autoriza Agência de Cibersegurança da UE a aceder ao Mythos</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Executive Digest com Lusa]]></dc:creator>
		<pubDate>Mon, 01 Jun 2026 15:19:53 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Atualidade]]></category>
		<category><![CDATA[Notícias]]></category>
		<category><![CDATA[SAPO Internacional]]></category>
		<category><![CDATA[SAPO Tecnologia]]></category>
		<category><![CDATA[internacional]]></category>
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					<description><![CDATA[Bruxelas 01 jun 2026 (Lusa) - A tecnológica norte-americana Anthropic autorizou a Agência da União Europeia para a Cibersegurança (ENISA) a aceder ao seu modelo de inteligência artificial (IA) Mythos para avaliar os seus riscos antes do lançamento em larga escala no mercado.]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p>Bruxelas 01 jun 2026 (Lusa) &#8211; A tecnológica norte-americana Anthropic autorizou a Agência da União Europeia para a Cibersegurança (ENISA) a aceder ao seu modelo de inteligência artificial (IA) Mythos para avaliar os seus riscos antes do lançamento em larga escala no mercado.</p>
<p>A confirmação da autorização foi dada hoje pela Comissão Europeia.</p>
<p>Desde que a Anthropic alertou para os riscos de cibersegurança representados pela sua nova ferramenta, a Comissão Europeia tem vindo a negociar com a tecnológica para testar o modelo.</p>
<p>A Anthropic concedeu a permissão no domingo, após uma reunião na semana passada em São Francisco com membros da Comissão.</p>
<p>No entanto, a tecnológica e a Comissão Europeia ainda estão a negociar as condições em que os testes serão conduzidos antes de a ENISA ter acesso ao modelo.</p>
<p>Estas condições incluem salvaguardas para evitar a divulgação de quaisquer vulnerabilidades de cibersegurança detetadas nas empresas e bancos europeus.</p>
<p>&#8220;Acolhemos com satisfação os últimos desenvolvimentos relativos ao possível acesso futuro&#8221;, afirmou Thomas Regnier, porta-voz da Comissão Europeia para a área da tecnologia, em comunicado.</p>
<p>O responsável salientou que a autorização concedida pela empresa &#8220;é de primordial importância&#8221; para se ter &#8220;uma visão clara dos potenciais riscos&#8221;.</p>
<p>&#8220;Não podemos esquecer que o Mythos não é um caso isolado, uma nova vaga de modelos poderosos está a chegar ao mercado&#8221;, advertiu Regnier.</p>
<p>A Anthropic afirma que as capacidades avançadas do Mythos permitiram detetar ciberameaças que permaneceram ocultas durante 27 anos, com capacidades autónomas tão poderosas que levaram à suspensão do seu lançamento em larga escala.</p>
<p>Desde então, a empresa assinou acordos com cerca de 40 empresas norte-americanas &#8212; incluindo as tecnológicas Apple, Google, Microsoft e Nvidia, bem como bancos como o Bank of America, Citigroup, Goldman Sachs e Morgan Stanley &#8212; para testar o modelo de inteligência artificial antes de o disponibilizar amplamente.</p>
<p>Na Europa, os ministros das Finanças da UE e o Banco Central Europeu (BCE) começaram a discutir os riscos que o Mythos pode representar para a banca europeia.</p>
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		<sapo:autor><![CDATA[CAMPO_VAZIO_770669]]></sapo:autor>
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		<title>Crianças abandonadas em Alcácer: familiar diz que padrasto terá ido a Paris &#8220;para matar Macron&#8221;</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Executive Digest]]></dc:creator>
		<pubDate>Mon, 01 Jun 2026 15:17:26 +0000</pubDate>
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		<category><![CDATA[Notícias]]></category>
		<category><![CDATA[SAPO Internacional]]></category>
		<category><![CDATA[internacional]]></category>
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					<description><![CDATA[O caso dos dois irmãos abandonados junto a uma estrada nacional em Portugal continua a revelar novos detalhes sobre o perfil dos suspeitos.]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p data-start="88" data-end="504">O caso dos dois irmãos abandonados junto a uma estrada nacional em Portugal continua a revelar novos detalhes sobre o perfil dos suspeitos. O jornal francês L’Indépendant traça o retrato de Marc B., de 55 anos, natural da região dos Pirenéus Orientais, que foi colocado em prisão preventiva em Portugal juntamente com a companheira, Marine R., de 41 anos, mãe das duas crianças.</p>
<p data-start="506" data-end="844">O casal é suspeito de ter deixado os dois menores, de três e cinco anos, sozinhos junto a uma estrada nacional. As crianças terão sido abandonadas numa zona florestal, com os olhos vendados, sob o pretexto de estarem a brincar à cabra-cega, enquanto o casal se terá afastado de carro.</p>
<p data-start="846" data-end="1032">Os dois suspeitos foram colocados em prisão preventiva por suspeitas de &#8220;perigo ou abandono&#8221;. Marc B. é ainda acusado de &#8220;ofensas à integridade física agravadas&#8221; contra uma das crianças.</p>
<p data-start="1080" data-end="1404">As imagens da chegada dos suspeitos ao tribunal de Setúbal chamaram a atenção. Marine R. terá saído da carrinha celular a cantarolar um cântico antes de ser presente ao juiz. Já Marc B. surgiu antes da companheira e gritou &#8220;amo-vos&#8221; aos jornalistas, num comportamento descrito como distante da gravidade dos factos em causa.</p>
<p data-start="1406" data-end="1571">A imprensa francesa sublinha que este comportamento contrastou com o relato atribuído às duas crianças e com as suspeitas que levaram à detenção preventiva do casal.</p>
<p data-start="1573" data-end="1890">À medida que o caso avança, começa também a ser conhecido o passado de Marc B., descrito por familiares como uma pessoa com um comportamento perturbador desde jovem. Um tio do suspeito, identificado como Gilles, relatou ao L’Indépendant vários episódios que, segundo afirma, marcaram a relação da família com o homem.</p>
<p data-start="1892" data-end="1928"><strong>&#8220;Na família, todos tinham medo dele&#8221;</strong></p>
<p data-start="1930" data-end="2261">Marc B. nasceu em Argelès-sur-Mer. O pai era professor de educação física e a mãe tinha apenas 18 anos quando ele nasceu. A família viveu inicialmente na região catalã francesa e mudou-se depois para Châteauroux. Após a separação dos pais, a mãe regressou com Marc B. para junto da família, na região de Aude, perto de Carcassonne.</p>
<p data-start="2263" data-end="2499">Foi nessa altura, recorda o tio, que começaram os problemas. &#8220;Na escola, era impossível. E na adolescência, por volta dos 15 anos, criou-nos grandes problemas. Tornou-se insuportável. Na família, todos tinham medo dele&#8221;, afirmou Gilles.</p>
<p data-start="2501" data-end="2721">Mais tarde, Marc B. ingressou na gendarmaria francesa, o que levou a família a acreditar que poderia encontrar ali alguma estabilidade. &#8220;Pensámos: é o exército, vai ser enquadrado, podemos respirar&#8221;, recordou o familiar.</p>
<p data-start="2723" data-end="2774"><strong>Passado militar e condenação por violência conjugal</strong></p>
<p data-start="2776" data-end="3027">A partir dessa fase, os laços familiares tornaram-se mais distantes. Segundo o relato do tio, a família soube que Marc B. se instalou em Perpignan, trabalhou como militar numa unidade de intervenção, teve uma companheira e uma filha, hoje com 18 anos.</p>
<p data-start="3029" data-end="3207">A relação conjugal, contudo, terminou mal. Marc B. foi condenado por violência contra a companheira, violação de domicílio, atentado à vida privada e ameaças de morte reiteradas.</p>
<p data-start="3209" data-end="3562">Nas redes sociais, o próprio Marc B. escreveu que esteve de baixa durante seis meses em 2008 e que acabou por se demitir da guarda nacional em 2010, dizendo estar &#8220;enojado da instituição&#8221;. Também afirmava ter sido &#8220;perseguido e assediado&#8221; pela justiça, ter estado preso em 2017 e 2020 e ter sido internado em instituições psiquiátricas em 2020, 2021 e 2022.</p>
<p data-start="3564" data-end="3609"><strong>&#8220;Proferia discursos completamente delirantes&#8221;</strong></p>
<p data-start="3611" data-end="3789">O tio de Marc B. contou ainda que, em 2021, o sobrinho reapareceu na região de Aude, dizendo que queria reaproximar-se da família. A tentativa, porém, terá terminado rapidamente.</p>
<p data-start="3791" data-end="3951">&#8220;Ele queria reatar laços com a família e pensámos que podíamos tentar. Mas proferia discursos completamente delirantes. Falava do fim do mundo&#8221;, relatou Gilles.</p>
<p data-start="3953" data-end="4232">O familiar descreveu ainda um episódio em que Marc B. terá colocado as mãos sobre a cabeça do avô e dito que lhe estava a dar uma &#8220;aura espiritual&#8221; para que vivesse até aos 200 anos. Também dizia, segundo o tio, que conseguia olhar para o sol sem que este lhe queimasse os olhos.</p>
<p data-start="4234" data-end="4468">A família acabou por tentar fazê-lo sair de casa, primeiro com recurso a subterfúgios e depois pela força. &#8220;Tínhamos dificuldade em fechar a porta. Era forte, violento, completamente louco. Foi a última vez que o vimos&#8221;, contou o tio.</p>
<p data-start="4470" data-end="4506"><strong>Família diz ter alertado autoridades</strong></p>
<p data-start="4508" data-end="4735">Gilles afirma ainda que, nesse mesmo dia, Marc B. terá tentado agredir fisicamente a própria irmã. O tio e a irmã apresentaram queixa na gendarmaria e avisaram que o homem seria perigoso. A queixa, no entanto, acabou arquivada.</p>
<p data-start="4737" data-end="4934">O familiar diz que Marc B. se sentia afastado da família e acumulava uma forte raiva. &#8220;Às vezes pensamos que ele estava perdido, que se sentia posto de lado. Havia uma grande cólera nele&#8221;, afirmou.</p>
<p data-start="4936" data-end="5350">Segundo o mesmo testemunho, Marc B. também fazia comentários racistas e dirigia ressentimento não apenas contra familiares, mas contra várias pessoas e instituições. O tio relatou ainda que, numa ocasião, acompanhou a atividade do sobrinho na internet e percebeu que este teria ido a Paris com intenção de matar o presidente francês, Emmanuel Macron, por acreditar que este era, nas suas palavras, um &#8220;reptiliano&#8221;.</p>
<p data-start="5352" data-end="5404"><strong>Teorias da conspiração e acusações nas redes sociais</strong></p>
<p data-start="5406" data-end="5634">Nos seus diferentes perfis, Marc B. difundia há vários anos teorias da conspiração e mensagens antissemitas, apresentando-se como vítima de ameaças e ataques. Escrevia sentir-se rejeitado, desacreditado e banido como ser humano.</p>
<p data-start="5636" data-end="6034">No livro &#8220;Renaissance&#8221;, autoeditado em 2018, Marc B. expunha ressentimentos contra a família e fazia acusações sobre alegados episódios do passado. Entre esses relatos, referia um alegado abandono de crianças por um familiar, atacava a irmã, a quem dizia ter &#8220;salvado&#8221;, e acusava o pai de o ter empurrado para a água durante um passeio de barco na praia de Argelès-sur-Mer quando tinha quatro anos.</p>
<p data-start="6036" data-end="6206">Marc B. escreveu que não sabia nadar e que o pai teria demorado a socorrê-lo. A partir desse episódio, afirmava compreender por que razão ainda sentia os pulmões a arder.</p>
<p data-start="6208" data-end="6466" data-is-last-node="" data-is-only-node="">O caso permanece sob investigação em Portugal. Para já, os dois suspeitos continuam em prisão preventiva, enquanto as autoridades prosseguem a avaliação dos factos relacionados com o abandono das duas crianças e com as suspeitas de violência sobre uma delas.</p>
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		<sapo:autor><![CDATA[CAMPO_VAZIO_770651]]></sapo:autor>
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		<title>Filas no aeroporto afetam turismo mas impacto na economia será temporário, garantem economistas</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Executive Digest com Lusa]]></dc:creator>
		<pubDate>Mon, 01 Jun 2026 15:17:24 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Atualidade]]></category>
		<category><![CDATA[Notícias]]></category>
		<category><![CDATA[SAPO Economia]]></category>
		<category><![CDATA[Nacional]]></category>
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					<description><![CDATA[Os constrangimentos que se têm sentido no aeroporto de Lisboa, devido ao sistema de controlo de fronteiras, poderão afetar o turismo, mas os efeitos devem ser temporários, não pesando no crescimento da economia, consideram economistas ouvidos pela Lusa.]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p>Os constrangimentos que se têm sentido no aeroporto de Lisboa, devido ao sistema de controlo de fronteiras, poderão afetar o turismo, mas os efeitos devem ser temporários, não pesando no crescimento da economia, consideram economistas ouvidos pela Lusa.</p>
<p>Ricardo Ferraz, professor no ISEG e na Lusófona, sinalizou à Lusa que estes problemas poderão &#8220;ter um efeito dissuasor, sobretudo junto de quem privilegia destinos com maior facilidade de circulação e menos tempo de espera à chegada&#8221;, mas disse acreditar ser um &#8220;problema temporário, dado que se trata de um período de adaptação a um novo sistema&#8221;.</p>
<p>O economista da Oxford Economics Ricardo Amaro também defende, em declarações à Lusa, que &#8220;a maioria dos turistas&#8221; que visita o país &#8220;usa a via aérea, nomeadamente através do aeroporto de Lisboa, portanto estes constrangimentos não devem ser ignorados&#8221;.</p>
<p>No entanto, como já existem há vários anos com a boa performance que se conhece do turismo durante esse período, &#8220;não tem sido suficiente para convencer muitos dos que nos querem visitar a optar por outras paragens&#8221;, sinaliza, ainda que alertando que o ideal era mesmo tentar corrigir-se o problema.</p>
<p>Ricardo Ferraz assume que existe um contributo direto e indireto do turismo que equivale a cerca de 12% do Produto Interno Bruto (PIB) nacional, pelo que se o número de turistas caísse de forma significativa, os impactos seriam sentidos em vários setores como a hotelaria, a restauração, o comércio e até os transportes, o que, naturalmente, acabaria por ter reflexos também no emprego.</p>
<p>Ainda assim, apesar de admitir que o contexto internacional não é o melhor, não favorecendo a mobilidade de pessoas devido ao aumento do preço dos combustíveis, desdramatiza a situação apontando que &#8220;não é expectável uma queda abrupta e significativa do turismo&#8221;.</p>
<p>Já Ricardo Amaro sinaliza, por sua vez, que o conflito no Médio Oriente até pode ajudar ao crescimento do turismo português dado que levará a uma redução nos voos de longa duração que tenham como destino ou transitem no Médio Oriente, sendo Portugal um dos beneficiários.</p>
<p>&#8220;Isto mais do que compensará o efeito negativo por via da redução da procura gerada pela subida dos preços, mas o efeito será modesto e não altera a performance geral da economia, onde continuamos a esperar crescimento em torno dos 2% este ano&#8221;, conclui.</p>
<p>O novo sistema europeu de controlo de fronteiras, chamado Sistema de Entradas/Saídas (EES, sigla em inglês), entrou em funcionamento em outubro de 2025 de forma faseada em Portugal e nos restantes países do espaço Schengen e, desde então, os tempos de espera nas fronteiras aéreas agravaram-se, principalmente no aeroporto de Lisboa, com os passageiros a terem de esperar, por vezes, várias horas.</p>
<p>O EES está a funcionar a 100% desde o passado dia 10 de abril e, desde então, a PSP tem recorrido à suspensão parcial da recolha dos dados biométricos em &#8220;circunstâncias excecionais&#8221;, nomeadamente quando &#8220;o tempo de espera num posto de fronteira aérea se torne excessivo&#8221;, segundo disse à Lusa o porta-voz da PSP, Sérgio Soares.</p>
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		<sapo:autor><![CDATA[CAMPO_VAZIO_770659]]></sapo:autor>
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		<title>Candidaturas ao ensino superior arrancam a 20 de julho com quase 57 mil vagas disponíveis. Veja todas as datas do concurso</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Pedro Zagacho Gonçalves]]></dc:creator>
		<pubDate>Mon, 01 Jun 2026 14:50:07 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[SAPO Nacional]]></category>
		<category><![CDATA[Atualidade]]></category>
		<category><![CDATA[Notícias]]></category>
		<category><![CDATA[Nacional]]></category>
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					<description><![CDATA[O calendário oficial foi publicado esta segunda-feira em Diário da República e estabelece que a primeira fase de candidaturas terá início a 20 de julho.
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										<content:encoded><![CDATA[<p>Os estudantes que terminam este ano o ensino secundário já conhecem as principais datas do concurso nacional de acesso ao ensino superior público para o ano letivo 2026/27. O calendário oficial foi publicado esta segunda-feira em Diário da República e estabelece que a primeira fase de candidaturas terá início a 20 de julho.</p>
<p>É através deste concurso que ingressa a maioria dos alunos que prosseguem estudos no ensino superior, sendo disponibilizadas este ano 56.790 vagas através do regime geral de acesso, distribuídas entre universidades e institutos politécnicos públicos.</p>
<p>Do total de lugares colocados a concurso, 34.841 correspondem a universidades públicas e 21.949 a institutos politécnicos, mantendo-se o concurso nacional como a principal porta de entrada para o ensino superior em Portugal.</p>
<p><strong>Mais de 21 mil vagas adicionais através de concursos e regimes especiais</strong><br />
Além das vagas disponíveis no concurso nacional, existem ainda 21.493 lugares destinados a concursos e regimes especiais de acesso.</p>
<p>Estes mecanismos abrangem diferentes perfis de candidatos, incluindo estudantes internacionais, maiores de 23 anos, titulares de diplomas de técnico superior profissional e licenciados que pretendam ingressar num novo ciclo de estudos.</p>
<p>Ao contrário do concurso nacional, as datas de candidatura e as regras de acesso destes regimes são definidas autonomamente pelas instituições de ensino superior.</p>
<p><strong>Medicina e Educação Básica reforçam número de vagas</strong><br />
O concurso de 2026/27 traz um reforço da oferta em duas áreas consideradas prioritárias: Educação Básica e Medicina.</p>
<p>Nos cursos de licenciatura em Educação Básica, ministrados por universidades e politécnicos públicos, estarão disponíveis 1.344 vagas, mais 147 do que no concurso anterior.</p>
<p>Também Medicina regista um aumento da capacidade de acolhimento. As instituições de ensino superior vão disponibilizar 1.656 vagas, o que representa um acréscimo de 62 lugares face ao ano letivo de 2025/26.</p>
<p>Parte deste aumento resulta do reforço da oferta na Universidade de Coimbra, que disponibilizará mais 22 vagas, bem como da entrada em funcionamento de um novo curso de Medicina na Universidade de Trás-os-Montes e Alto Douro, com capacidade para receber 40 estudantes.</p>
<p><strong>Concurso decorre após quebra significativa de colocados</strong><br />
O novo concurso realiza-se após um ano marcado por uma redução significativa do número de estudantes colocados no ensino superior.</p>
<p>Na primeira fase do concurso nacional de acesso de 2025/26 verificou-se uma quebra de cerca de 12% face ao ano anterior, correspondendo a aproximadamente menos seis mil colocações.</p>
<p>O total de novos inscritos em todo o sistema de ensino superior registou igualmente uma diminuição próxima dos 10%.</p>
<p>Entre os fatores apontados para esta descida encontram-se as alterações introduzidas no modelo de conclusão do ensino secundário e a obrigatoriedade de realização de, pelo menos, duas provas de ingresso para acesso ao ensino superior.</p>
<p>Segundo estimativas do Ministério da Educação, baseadas nos resultados dos concursos realizados entre 2015 e 2025, esta exigência terá sido responsável por cerca de 46% da redução do número de colocados na primeira fase do concurso de 2025/26.</p>
<p><strong>Fim da obrigatoriedade de duas provas de ingresso</strong><br />
Face aos impactos registados, o Governo decidiu, no início deste ano, revogar a exigência mínima de duas provas de ingresso.</p>
<p>A alteração permite agora que as instituições de ensino superior possam exigir apenas uma prova de ingresso para determinados cursos, constituindo uma das principais novidades do concurso de acesso ao ensino superior para 2026/27.</p>
<p>A medida pretende facilitar o acesso dos candidatos e contribuir para contrariar a quebra observada nos últimos concursos.</p>
<p><strong>Julho marca o arranque das candidaturas</strong><br />
A primeira fase do concurso nacional terá início a 20 de julho.</p>
<p>Os candidatos abrangidos pelo contingente prioritário destinado a emigrantes portugueses, familiares que com eles residam, luso-descendentes e estudantes que solicitem a substituição das provas de ingresso por exames estrangeiros poderão apresentar candidatura até 27 de julho.</p>
<p>Os restantes candidatos beneficiarão de um prazo mais alargado, podendo submeter as suas candidaturas até 6 de agosto.</p>
<p><strong>Resultados da primeira fase conhecidos em agosto</strong><br />
O mês de agosto será decisivo para milhares de candidatos.</p>
<p>Segundo o calendário oficial, as instituições de ensino superior receberão as listas de colocação da primeira fase a 22 de agosto.</p>
<p>Os resultados serão divulgados publicamente no dia seguinte, 23 de agosto.</p>
<p>Após a publicação das colocações, os estudantes admitidos deverão proceder à matrícula e inscrição entre os dias 24 e 27 de agosto.</p>
<p>O período para apresentação de reclamações relativamente aos resultados da primeira fase decorrerá entre 24 e 28 de agosto.</p>
<p><strong>Segunda fase começa ainda em agosto</strong><br />
O processo prosseguirá imediatamente com a abertura da segunda fase do concurso nacional.</p>
<p>As candidaturas arrancam a 24 de agosto e prolongam-se até 2 de setembro.</p>
<p>Entretanto, a 28 de agosto, as instituições de ensino superior comunicarão ao novo Instituto para o Ensino Superior as vagas eventualmente não preenchidas nos cursos disponibilizados.</p>
<p>Este novo organismo assumiu as competências anteriormente exercidas pela Direção-Geral do Ensino Superior.</p>
<p><strong>Setembro será marcado pela segunda e terceira fases</strong><br />
No início de setembro, mais concretamente no dia 1, serão divulgadas as vagas que ficaram disponíveis devido à não realização de matrículas por parte de candidatos colocados na primeira fase.</p>
<p>Os resultados da segunda fase serão conhecidos a 13 de setembro.</p>
<p>As matrículas dos candidatos colocados decorrerão entre 14 e 16 de setembro, enquanto o período de reclamações se estenderá até 18 de setembro.</p>
<p>A 17 de setembro será feita a comunicação das vagas libertadas por candidatos que, tendo sido colocados na primeira fase, obtiveram nova colocação na segunda fase, bem como dos lugares não ocupados pelos estudantes admitidos nesta segunda ronda.</p>
<p>O número total de vagas disponíveis para a terceira fase será divulgado a 21 de setembro.</p>
<p>As candidaturas decorrerão entre 22 e 24 de setembro.</p>
<p>Os resultados finais da terceira fase do concurso nacional serão publicados a 30 de setembro.</p>
<p><strong>Matrículas prolongam-se até outubro</strong><br />
O calendário do concurso nacional termina já em outubro.</p>
<p>Os candidatos colocados na terceira fase deverão realizar a respetiva matrícula e inscrição até 2 de outubro, concluindo assim o processo de acesso ao ensino superior público para o ano letivo de 2026/27.</p>
<p>Com quase 57 mil vagas disponíveis através do regime geral de acesso, reforços em áreas estratégicas como Medicina e Educação Básica e novas regras relativas às provas de ingresso, o concurso deste ano será acompanhado com particular atenção por milhares de estudantes que procuram garantir um lugar nas universidades e institutos politécnicos portugueses.</p>
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		<sapo:autor><![CDATA[CAMPO_VAZIO_770617]]></sapo:autor>
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		<item>
		<title>Greve Geral: Fertagus assegura serviço a 100%, sindicatos dizem que nenhuma empresa pode garantir isso</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Executive Digest com Lusa]]></dc:creator>
		<pubDate>Mon, 01 Jun 2026 14:30:19 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Atualidade]]></category>
		<category><![CDATA[Notícias]]></category>
		<category><![CDATA[SAPO Nacional]]></category>
		<category><![CDATA[Nacional]]></category>
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					<description><![CDATA[A Fertagus garantiu hoje que está em condições de assegurar o serviço a 100% no dia da greve geral, mas os sindicatos defendem que "não há nenhuma empresa no país que possa dar previamente esta garantia".]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p>A Fertagus garantiu hoje que está em condições de assegurar o serviço a 100% no dia da greve geral, mas os sindicatos defendem que &#8220;não há nenhuma empresa no país que possa dar previamente esta garantia&#8221;.</p>
<p>Questionada pela Lusa sobre o impacto que a greve geral possa ter neste transporte que faz a ligação entre a margem sul e Lisboa, fonte oficial da empresa respondeu que a empresa está em condições de assegurar o serviço, mas admitiu que poderá ser afetada pela greve na gestora da rede ferroviária nacional, a Infraestruturas de Portugal (IP), para a qual foram decretados serviços mínimos de 25%.</p>
<p>&#8220;Estamos em condições de assegurar o serviço a 100%, mas só no dia sabemos quem faz greve&#8221;, disse a mesma fonte oficial.</p>
<p>Entretanto, a empresa colocou no seu site informação ao público indicando que, &#8220;na sequência da greve geral anunciada para o dia 03 de junho, informa-se que a Fertagus tem reunidas as condições para a realização do seu serviço, no entanto está dependente do impacto da greve no gestor da infraestrutura, tendo o Conselho Económico e Social (CES) deliberado a implementação de serviços mínimos na ordem dos 25%&#8221;.</p>
<p>Os horários para esse dia vão ser disponibilizados nos meios oficiais, designadamente no site da Fertagus.</p>
<p>Face a esta garantia, o Sindicato Nacional dos Maquinistas defendeu que a empresa não tem nenhuma forma de saber antecipadamente os níveis de adesão dos seus trabalhadores.</p>
<p>&#8220;Isto é uma greve geral. Qualquer trabalhador deste país pode aderir. Por lei, nenhuma entidade patronal tem informação previa da sua adesão ou não. Não há nenhuma empresa do país que esteja em condições de garantir previamente que o serviço não é afetado e a Fertagus não é exceção&#8221;, disse António Domingues, dirigente do Sindicato Nacional dos Maquinistas.</p>
<p>O sindicalista adiantou que &#8220;se a empresa alega que está em condições de garantir 100% da operação então é porque intimida porque nenhuma empresa pode garantir se um trabalhador faz ou não greve&#8221;.</p>
<p>O mesmo entendimento tem o coordenador da Federação dos Sindicatos de Transportes e Comunicações (Fectrans), José Manuel Oliveira.</p>
<p>&#8220;A empresa não tem condições de poder afirmar isso&#8221;, disse.</p>
<p>Segundo a Fectrans, os pré-avisos de greve entregues abrangem os trabalhadores do Metropolitano de Lisboa, Carris, Carristur, Transtejo/Soflusa, Fertagus, Metro Mondego, Metro do Porto, STCP e CP &#8211; Comboios de Portugal, entre outros.</p>
<p>A Fertagus é a empresa que detém a concessão do transporte ferroviário de passageiros no denominado eixo norte-sul, que inclui a travessia da Ponte 25 de Abril, ligando os distritos de Lisboa e Setúbal, com 14 estações.</p>
<p>Dez estações situam-se na margem sul do Tejo (Setúbal, Palmela, Venda do Alcaide, Pinhal Novo, Penalva, Coina, Fogueteiro, Foros de Amora, Corroios e Pragal) e quatro na margem norte (Campolide, Sete Rios, Entrecampos e Roma-Areeiro).</p>
<p>A CGTP entregou um pré-aviso de greve geral para 03 de junho contra as alterações à lei laboral, após as negociações com o Governo terem terminado sem acordo.</p>
<p>O Governo aprovou em Conselho de Ministros a proposta de lei de revisão da lei laboral, que será discutida no parlamento, uma semana depois de o executivo de Luís Montenegro ter dado por terminadas as negociações sobre as alterações à legislação laboral sem acordo na Concertação Social.</p>
<p>Vários sindicatos de diversos setores anunciaram a sua adesão à greve, nomeadamente os ligados à função pública, com destaque para a saúde e a educação, bem como transportes, aviação, comércio, entre outros.</p>
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		<sapo:autor><![CDATA[CAMPO_VAZIO_770624]]></sapo:autor>
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		<item>
		<title>Noruega e Islândia olham de novo para a UE: pesca, Trump e segurança reabrem debate antigo</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Francisco Laranjeira]]></dc:creator>
		<pubDate>Mon, 01 Jun 2026 14:25:07 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Atualidade]]></category>
		<category><![CDATA[Notícias]]></category>
		<category><![CDATA[Política]]></category>
		<category><![CDATA[SAPO Internacional]]></category>
		<category><![CDATA[internacional]]></category>
		<category><![CDATA[Islândia]]></category>
		<category><![CDATA[noruega]]></category>
		<category><![CDATA[politica]]></category>
		<category><![CDATA[UE]]></category>
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					<description><![CDATA[Noruega e Islândia já vivem parcialmente integradas no espaço económico europeu através da Associação Europeia de Livre Comércio, a EFTA, mas nunca aderiram plenamente à União Europeia]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p>A Noruega e a Islândia estão a reavaliar a sua relação com a União Europeia, num momento em que a instabilidade geopolítica, as ambições de Donald Trump no Ártico e a crescente pressão sobre a segurança europeia estão a mudar contas que durante décadas pareciam fechadas, escreve o &#8216;El Economista&#8217;.</p>
<p>O debate não é novo. Noruega e Islândia já vivem parcialmente integradas no espaço económico europeu através da Associação Europeia de Livre Comércio, a EFTA, mas nunca aderiram plenamente à União Europeia. Na prática, beneficiam do acesso ao mercado europeu, com menos barreiras comerciais, mas continuam fora das decisões políticas e comerciais tomadas em Bruxelas.</p>
<p>Durante anos, esse equilíbrio foi suficiente. Permitia vender para um dos mercados mais ricos do mundo, manter autonomia nacional e proteger setores considerados estratégicos. Mas o contexto mudou. O ministro dos Negócios Estrangeiros norueguês, Espen Barth Eide, afirmou, em entrevista ao &#8216;Financial Times&#8217;, que o “mundo idílico” vivido pelo país nos últimos 30 anos deu lugar a um “mundo de loucura”, marcado por uma competição mais agressiva entre grandes potências.</p>
<p>Na Islândia, o tema vai regressar às urnas. O país deverá realizar um referendo em agosto para decidir se reabre as negociações de adesão à União Europeia, suspensas depois da crise financeira de 2008-2014.</p>
<p><strong>A pesca continua a ser o grande obstáculo</strong></p>
<p>Apesar do novo ambiente internacional, há um elemento que continua a pesar como há décadas: a pesca.</p>
<p>Na Noruega, o setor foi determinante nos dois referendos sobre a adesão à União Europeia. O país votou contra a entrada em 1972 e voltou a rejeitá-la em 1994. Espen Barth Eide recorda que, em ambos os momentos, “a pesca foi um fator determinante”, juntamente com a agricultura.</p>
<p>A razão é simples. A pesca é o segundo maior setor de exportação da Noruega, apenas atrás dos hidrocarbonetos. Na Islândia, é o principal setor exportador. O mesmo acontece na Gronelândia e nas Ilhas Faroé, territórios árticos onde a relação com Bruxelas é frequentemente vista através da proteção dos recursos marítimos.</p>
<p>A adesão plena à União Europeia implicaria negociar ou aceitar regras comuns sobre quotas, acesso a águas territoriais e política de pescas. Para países cuja economia e identidade política estão fortemente ligadas ao controlo dos mares, esse continua a ser um ponto sensível.</p>
<p><strong>O novo peso da segurança</strong></p>
<p>O que está a mudar é o peso da segurança no debate europeu. Até agora, a questão da adesão era sobretudo económica: acesso ao mercado, comércio, tarifas e capacidade de exportação. Agora, a discussão passou também a incluir defesa, proteção política e capacidade de resposta a pressões externas.</p>
<p>O chefe da diplomacia norueguesa reconhece que a União Europeia está a usar instrumentos que antes pareciam secundários, como política comercial, mecanismos anticoerção, plano de rearme e união aduaneira. “Precisamente as ferramentas a que decidimos não aderir”, afirmou.</p>
<p>Esta constatação tornou-se mais urgente depois das ameaças de Donald Trump sobre a Gronelândia. Em janeiro, o Presidente americano alarmou a Europa ao admitir a possibilidade de recorrer à força caso a Dinamarca não cedesse a soberania sobre a ilha ártica.</p>
<p>A reação europeia foi imediata. Uma coligação de países, incluindo Reino Unido, França e Alemanha, enviou tropas para a Gronelândia para demonstrar apoio à Dinamarca e ao território autónomo. A televisão pública dinamarquesa revelou ainda que Copenhaga se preparou para um eventual confronto com tropas americanas em solo gronelandês e chegou a desenhar uma estratégia de terra queimada.</p>
<p><strong>O Ártico aproxima-se da UE</strong></p>
<p>A retórica de Trump acabou por diminuir depois de o secretário-geral da NATO, Mark Rutte, lhe prometer uma nova estrutura de segurança. Ainda assim, a inquietação ficou instalada.</p>
<p>De acordo com o &#8216;El Economista&#8217;, a consequência política tem sido visível em vários territórios do Norte da Europa: a Gronelândia estreitou relações com a Dinamarca, as Ilhas Faroé congelaram o processo de independência e a Islândia e a Noruega voltaram a discutir a relação com a União Europeia.</p>
<p>O pano de fundo é a crescente importância estratégica do Ártico. A região concentra recursos naturais, rotas marítimas emergentes e uma localização militar cada vez mais relevante num mundo marcado pela rivalidade entre Estados Unidos, China, Rússia e Europa.</p>
<p>Para países pequenos, ricos e tradicionalmente protegidos pela distância geográfica, a questão deixou de ser apenas comercial. A pergunta passou a ser se faz sentido continuar fora das decisões europeias num momento em que Bruxelas está a reforçar instrumentos de defesa económica, segurança e resposta a ameaças externas.</p>
<p><strong>Entre soberania e proteção</strong></p>
<p>A Noruega e a Islândia continuam longe de uma adesão garantida. Em ambos os países, a resistência interna é forte e a pesca mantém-se como linha vermelha. A entrada plena na UE poderia obrigar a concessões num setor vital para a economia e para a identidade nacional.</p>
<p>Mas a guerra na Ucrânia, a instabilidade transatlântica e as ameaças sobre a Gronelândia alteraram os termos do debate. A integração europeia já não é vista apenas como uma questão de comércio, mas também como uma forma de proteção política num mundo mais hostil.</p>
<p>A dúvida, agora, é se esse novo ambiente será suficiente para ultrapassar o velho obstáculo: o receio de perder controlo sobre o mar, os recursos e a pesca.</p>
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		<sapo:autor><![CDATA[CAMPO_VAZIO_770613]]></sapo:autor>
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		<item>
		<title>Combustíveis abaixo do Preço Eficiente: gasolina 1,7 cêntimos e gasóleo 4,9 cêntimos mais baratos, mas ISP sobe</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Automonitor]]></dc:creator>
		<pubDate>Mon, 01 Jun 2026 14:11:41 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Automonitor]]></category>
		<category><![CDATA[Atualidade]]></category>
		<category><![CDATA[Motores]]></category>
		<category><![CDATA[Notícias]]></category>
		<category><![CDATA[Portugal]]></category>
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		<category><![CDATA[motores]]></category>
		<category><![CDATA[Nacional]]></category>
		<category><![CDATA[portugal]]></category>
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					<description><![CDATA[Antes de impostos, o preço eficiente é de 0,961 euros por litro para a gasolina 95 simples e de 1,063 euros por litro para o gasóleo simples. Depois da carga fiscal, os valores finais ficam nos 1,938 euros por litro na gasolina e nos 1,911 euros por litro no gasóleo]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p>A Entidade Reguladora dos Serviços Energéticos (ERSE) fixou em 1,938 euros por litro o Preço Eficiente da gasolina 95 simples para a semana de 1 a 7 de junho. No caso do gasóleo simples, o valor eficiente definido pela ERSE é de 1,911 euros por litro.</p>
<p>Antes de impostos, o preço eficiente é de 0,961 euros por litro para a gasolina 95 simples e de 1,063 euros por litro para o gasóleo simples. Depois da carga fiscal, os valores finais ficam nos 1,938 euros por litro na gasolina e nos 1,911 euros por litro no gasóleo.</p>
<p>Face à semana anterior, o preço eficiente registou uma descida de 6,6% na gasolina e de 7,6% no gasóleo. A evolução reflete não apenas a redução semanal das cotações internacionais, que caíram 13,2% no caso da gasolina 95 simples e 11,7% no caso do gasóleo simples, mas também a diminuição do sobrecusto de incorporação de biocombustíveis.</p>
<p>De acordo com a ERSE, a média dos Preços de Venda ao Público anunciados nos pórticos, conforme reportado no Balcão Único da Energia, ficou abaixo do preço eficiente em ambos os combustíveis. No caso da gasolina 95 simples, situou-se 1,7 cêntimos por litro abaixo do valor eficiente. No gasóleo simples, a diferença foi de 4,9 cêntimos por litro.</p>
<p>Em termos relativos, estes desvios correspondem a -0,8% na gasolina e -2,4% no gasóleo. Ou seja, os preços anunciados nos postos ficaram, em média, abaixo do valor eficiente calculado pelo regulador.</p>
<p>Quando são considerados os preços com descontos publicados pela Direção-Geral de Energia e Geologia, a diferença é ainda mais expressiva. A gasolina 95 simples apresentou um desvio de -2,5% face ao preço eficiente, equivalente a menos 5,2 cêntimos por litro. No gasóleo simples, o desvio foi de -5,5%, ou menos 11,2 cêntimos por litro.</p>
<p>A evolução dos preços continua a ser influenciada pela fiscalidade sobre os combustíveis. A Portaria n.º 427-A/2025/1, de 28 de novembro, fixou, com efeitos a 1 de dezembro de 2025, as taxas unitárias do ISP em 0,49752 euros por litro para a gasolina e 0,36160 euros por litro para o gasóleo. Desde então, no âmbito do mecanismo temporário e extraordinário de redução do ISP, estas taxas têm sido revistas semanalmente para acomodar a evolução dos preços e mitigar o impacto da volatilidade dos mercados internacionais no preço final pago pelos consumidores.</p>
<p>A Portaria n.º 242-B/2026/1, de 29 de maio, aplicável a partir de 1 de junho de 2026, procedeu a nova revisão das taxas unitárias do ISP, fixando-as em 0,45534 euros por litro na gasolina sem chumbo e 0,31718 euros por litro no gasóleo rodoviário. Estes valores integram a consignação de serviço rodoviário, correspondente a 0,087 euros por litro na gasolina e 0,111 euros por litro no gasóleo.</p>
<p>Face à semana anterior, esta revisão representa um aumento de cerca de 1,82 cêntimos por litro na gasolina e de 1,91 cêntimos por litro no gasóleo, antes de IVA. Ainda assim, a ERSE assinala que se mantém um alívio fiscal relevante face às taxas de dezembro de 2025: 4,22 cêntimos por litro na gasolina e 4,44 cêntimos por litro no gasóleo.</p>
<p>A estas taxas acresce a taxa de adicionamento sobre as emissões de CO₂, atualizada para 2026 pela Autoridade Tributária, correspondente a 0,15911 euros por litro na gasolina e 0,17334 euros por litro no gasóleo.</p>
<p>O preço eficiente é um valor médio semanal calculado pela ERSE. Resulta da soma de várias componentes, incluindo os preços dos combustíveis nos mercados internacionais de referência, os fretes marítimos, a logística primária, as reservas estratégicas e de segurança do Sistema Petrolífero Nacional, os sobrecustos com a incorporação de biocombustíveis, a componente de retalho e os respetivos impostos.</p>
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		<sapo:autor><![CDATA[CAMPO_VAZIO_770604]]></sapo:autor>
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		<title>Monção e Melgaço abrem adegas ao público para celebrar o Alvarinho com dois dias de experiências entre vinhas (e é já este fim de semana)</title>
		<link>https://executivedigest.sapo.pt/moncao-e-melgaco-abrem-adegas-ao-publico-para-celebrar-o-alvarinho-com-dois-dias-de-experiencias-entre-vinhas-e-e-ja-este-fim-de-semana/</link>
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		<dc:creator><![CDATA[André Manuel Mendes]]></dc:creator>
		<pubDate>Mon, 01 Jun 2026 14:11:27 +0000</pubDate>
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					<description><![CDATA[A sub-região de Monção e Melgaço vai abrir as portas ao público nos dias 6 e 7 de junho para a primeira edição do Monção &#038; Melgaço Open Cellars Edition, uma iniciativa que reúne produtores de vinho, restaurantes, unidades hoteleiras, espaços culturais e empresas de animação turística num programa dedicado ao enoturismo e à valorização do território.]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p>A sub-região de Monção e Melgaço vai abrir as portas ao público nos dias 6 e 7 de junho para a primeira edição do Monção &amp; Melgaço Open Cellars Edition, uma iniciativa que reúne produtores de vinho, restaurantes, unidades hoteleiras, espaços culturais e empresas de animação turística num programa dedicado ao enoturismo e à valorização do território.</p>
<p>Promovido pela Comissão de Viticultura da Região dos Vinhos Verdes (CVRVV), em parceria com os municípios de Monção e Melgaço e o Turismo do Porto e Norte de Portugal, o evento contará com a participação de 16 produtores de Vinhos Verdes da sub-região, que durante dois dias vão abrir as suas quintas e adegas para receber visitantes.</p>
<p>O programa inclui provas comentadas, visitas vínicas, harmonizações gastronómicas, workshops sensoriais, sunsets entre vinhas, experiências de natureza e aventura, provas especiais de Alvarinho, atividades culturais e iniciativas ligadas ao artesanato local. Estão ainda previstas propostas de alojamento temáticas para quem pretenda prolongar a experiência.</p>
<p>A maioria das atividades decorre entre as 10h00 e as 19h00. Enquanto algumas iniciativas são de acesso livre e gratuito, outras assumem um formato premium, com lotação limitada e necessidade de inscrição prévia.</p>
<p>A organização destaca que o evento pretende proporcionar uma experiência imersiva no território de Monção e Melgaço, combinando vinho, gastronomia, património e paisagem. Entre o rio Minho, as vinhas em encosta e as aldeias históricas, os visitantes terão oportunidade de conhecer mais de perto a região considerada o berço do Alvarinho.</p>
<p>“Monção e Melgaço é uma sub-Região com história mas que, actualmente, se caracteriza por uma harmoniosa convivência entre tradição e inovação, com quintas familiares históricas, produtores de referência internacional, novas gerações de enólogos e experiências de enoturismo cada vez mais diferenciadoras. Aqui, os Vinhos Verdes da sub-região de Monção &amp; Melgaço vivem-se para além da prova — nas adegas, na paisagem, na mesa e no contacto directo com quem o produz”, afirma Dora Simões, presidente da CVRVV.</p>
<p>O programa completo e as informações sobre reservas podem ser consultados na página oficial do evento.</p>
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		<sapo:autor><![CDATA[CAMPO_VAZIO_770608]]></sapo:autor>
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		<title>Centros de retorno fora da UE e detenções até dois anos: Bruxelas prepara viragem dura na migração</title>
		<link>https://executivedigest.sapo.pt/centros-de-retorno-fora-da-ue-e-detencoes-ate-dois-anos-bruxelas-prepara-viragem-dura-na-migracao/</link>
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		<dc:creator><![CDATA[Francisco Laranjeira]]></dc:creator>
		<pubDate>Mon, 01 Jun 2026 14:01:02 +0000</pubDate>
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		<category><![CDATA[Regulamento dos Retornos]]></category>
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					<description><![CDATA[O acordo entre os Governos da União Europeia e o Parlamento Europeu deverá ficar fechado esta segunda-feira, em Bruxelas]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p>A União Europeia prepara-se para aprovar uma nova lei da migração que deverá alargar de forma significativa os poderes dos Estados-membros para expulsar migrantes sem direito a permanecer no bloco. A &#8216;Euronews&#8217; escreve que o Regulamento dos Retornos permitirá criar centros de retorno fora da UE, prolongar detenções e acelerar deportações, numa das viragens mais restritivas da política migratória europeia em décadas.</p>
<p>O acordo entre os Governos da União Europeia e o Parlamento Europeu deverá ficar fechado esta segunda-feira, em Bruxelas. A proposta surge num contexto de pressão política crescente sobre a migração e de avanço de partidos anti-imigração em vários países europeus, apesar de os dados apontarem para uma queda acentuada das chegadas irregulares em 2025 e 2026.</p>
<p>O objetivo declarado é aumentar a taxa de retorno. Atualmente, apenas cerca de 28% dos migrantes com ordem de saída são efetivamente enviados para fora da Europa. A Comissão Europeia defende que é preciso tornar o sistema mais eficaz e garantir que as decisões de expulsão são executadas.</p>
<p>“Vamos garantir que quem não tem direito a permanecer na UE é de facto devolvido”, afirmou Magnus Brunner, comissário europeu dos Assuntos Internos, ao apresentar a proposta.</p>
<p>A mudança reflete uma nova fase da política migratória europeia no segundo mandato de Ursula von der Leyen. Depois de anos centrada na gestão da migração dentro do bloco, Bruxelas passa agora a dar prioridade à remoção de pessoas sem autorização para permanecer em território europeu.</p>
<p><strong>Centros de retorno fora da UE</strong></p>
<p>O ponto mais controverso da nova lei é a possibilidade de os países da UE criarem centros de expulsão fora do bloco. Estes centros poderão funcionar em países terceiros, mediante acordos bilaterais, e servir como locais de trânsito ou como espaços onde migrantes ficarão enquanto aguardam a concretização do retorno.</p>
<p>A medida representa uma mudança relevante face às regras atuais. Hoje, em regra, uma pessoa só pode ser devolvida ao país de origem ou a um país com o qual tenha uma ligação comprovada. Com o novo sistema, essa exigência poderá deixar de existir.</p>
<p>Na prática, os Estados-membros poderão enviar migrantes irregulares para países terceiros sem ligação direta ao seu percurso ou nacionalidade, desde que exista um acordo com esse Estado. Famílias com crianças poderão ser transferidas para estes centros, embora os menores não acompanhados fiquem excluídos.</p>
<p>A ideia tem sido fortemente contestada por organizações de direitos humanos, que alertam para o risco de pessoas ficarem retidas em países onde não têm qualquer ligação e onde poderão dispor de menos garantias legais.</p>
<p>Mais de 250 organizações da sociedade civil apelaram à rejeição do regulamento. Sarah Chander, diretora da Equinox Initiative for Racial Justice, acusou a UE de legitimar “prisões extraterritoriais, perfis raciais e a detenção de crianças como nunca tínhamos visto”.</p>
<p><strong>A ‘era das deportações’</strong></p>
<p>O regulamento tem sido apresentado por setores mais conservadores como uma mudança estrutural na política migratória europeia. “A era das deportações começou”, afirmou Charlie Weimers, eurodeputado conservador sueco e um dos negociadores da lei, quando o Parlamento Europeu aprovou inicialmente a proposta.</p>
<p>Vários Governos europeus defendem que o endurecimento das regras é necessário para recuperar o controlo do sistema migratório e responder à preocupação dos eleitores. A migração deverá continuar a ser um tema central nas próximas eleições em vários países da UE, alimentando partidos como o National Rally, em França, ou o Vox, em Espanha.</p>
<p>A &#8216;Euronews&#8217; recorda que Itália já aplica um modelo semelhante com centros na Albânia, embora os resultados estejam longe das metas iniciais. O plano previa a receção de até 36 mil pessoas por ano, mas os dois centros acolhem atualmente menos de uma centena de migrantes.</p>
<p>Mesmo assim, a ideia continua a ganhar força. Alemanha, Países Baixos, Áustria, Dinamarca e Grécia juntaram-se para identificar potenciais países parceiros para futuros centros de retorno.</p>
<p><strong>Detenções até dois anos e proibições mais longas</strong></p>
<p>A nova lei também deverá aumentar o período máximo de detenção de migrantes irregulares enquanto aguardam retorno. O limite passa dos atuais seis meses para dois anos. Para pessoas consideradas uma ameaça à segurança, poderá não existir limite máximo de duração.</p>
<p>As proibições de entrada na União Europeia também se tornam mais duras. Na maioria dos casos, passam de cinco para dez anos, podendo chegar a proibições vitalícias quando a pessoa for considerada um risco para a segurança.</p>
<p>Outra alteração relevante diz respeito aos recursos judiciais. Atualmente, as expulsões ficam automaticamente suspensas enquanto decorrem impugnações. Com a nova lei, essa suspensão deixará de ser automática, cabendo aos tribunais decidir caso a caso se a ordem de retorno deve ou não ficar suspensa.</p>
<p>O regulamento dará ainda mais poderes às autoridades nacionais para localizar migrantes em situação irregular. Os Estados poderão revistar o “local de residência ou outras instalações relevantes”, uma disposição criticada por ONG, que a comparam a práticas de rusgas migratórias nos Estados Unidos.</p>
<p><strong>Acordo quase fechado</strong></p>
<p>Os negociadores dos países da União Europeia e do Parlamento Europeu deverão reunir-se às 18 horas, em Bruxelas. Segundo a &#8216;Euronews&#8217;, as duas partes estão alinhadas quanto ao conteúdo da lei e divergiam apenas sobre o calendário de aplicação nas últimas conversações em Estrasburgo.</p>
<p>Depois de alcançado o acordo político, o texto final terá ainda de ser formalmente aprovado pelos eurodeputados e pelos Estados-membros.</p>
<p>Se avançar, o Regulamento dos Retornos marcará uma nova fase na política migratória europeia: menos centrada no acolhimento e mais focada na expulsão, na detenção prolongada e na externalização dos retornos para países fora da União Europeia.</p>
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		<sapo:autor><![CDATA[CAMPO_VAZIO_770598]]></sapo:autor>
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		<title>Bial assina protocolo com a Greenvolt e abre a porta a poupanças até 30% na conta da luz</title>
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		<dc:creator><![CDATA[André Manuel Mendes]]></dc:creator>
		<pubDate>Mon, 01 Jun 2026 14:00:35 +0000</pubDate>
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		<category><![CDATA[Economia]]></category>
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		<category><![CDATA[Nacional]]></category>
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					<description><![CDATA[A biofarmacêutica portuguesa Bial assinou um protocolo com a Greenvolt Comunidades que permitirá à empresa e aos seus colaboradores aderirem às Comunidades de Energia promovidas pela empresa de soluções energéticas.]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p>A biofarmacêutica portuguesa Bial assinou um protocolo com a Greenvolt Comunidades que permitirá à empresa e aos seus colaboradores aderirem às Comunidades de Energia promovidas pela empresa de soluções energéticas.</p>
<p>O acordo visa reforçar o acesso a energia verde e local, tanto nas instalações da farmacêutica como nas habitações dos trabalhadores localizadas em comunidades geridas pela Greenvolt.</p>
<p>A parceria insere-se no âmbito da criação de uma Comunidade de Energia e pretende gerar benefícios ambientais e económicos. Entre as vantagens apontadas está o acesso a eletricidade proveniente de fontes renováveis sem necessidade de investimento em equipamentos próprios, bem como a possibilidade de reduzir a fatura energética em cerca de 30%.</p>
<p>No âmbito deste modelo, o excedente de energia produzido pelos painéis fotovoltaicos da Bial será partilhado com os restantes membros da comunidade energética onde a empresa está inserida. Em sentido inverso, a farmacêutica poderá também beneficiar da energia excedentária gerada por outros produtores integrados nas Comunidades de Energia da Greenvolt.</p>
<p>A iniciativa enquadra-se na estratégia de sustentabilidade da Bial, que tem definido como prioridades a redução das emissões de carbono, o reforço de parcerias para melhorar o acesso aos cuidados de saúde e a promoção da equidade e inclusão. A empresa considera que a integração dos colaboradores neste modelo reforça a sua política de responsabilidade corporativa e contribui para a concretização dos Objetivos de Desenvolvimento Sustentável das Nações Unidas.</p>
<p>“Esta parceria demonstra o esforço que temos feito para promover um futuro mais saudável, inclusivo e sustentável. Para a Bial, a sustentabilidade não é apenas uma escolha responsável, mas também uma prioridade. Só assim conseguimos garantir um futuro equilibrado para todos. Integrar os nossos colaboradores neste caminho é fundamental para transformar a sustentabilidade em ação, dentro e fora da empresa”, afirma Miguel Portela, Chief Corporate Officer da Bial.</p>
<p>Já José Queirós de Almeida, CEO da Greenvolt Comunidades, destaca a relevância da colaboração com empresas comprometidas com a transição energética. “É particularmente relevante trabalhar com empresas como a Bial e contribuir para a sua estratégia de sustentabilidade, através de soluções de energia limpa mais competitivas, que criam valor operacional e financeiro, mas que estendem também esse benefício à comunidade e aos colaboradores”, refere.</p>
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		<sapo:autor><![CDATA[CAMPO_VAZIO_770582]]></sapo:autor>
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		<title>Ébola: Ministros da Saúde da UE em reunião extraordinária na sexta-feira para debater medidas</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Executive Digest com Lusa]]></dc:creator>
		<pubDate>Mon, 01 Jun 2026 13:53:55 +0000</pubDate>
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					<description><![CDATA[Os ministros da Saúde da União Europeia (UE) vão reunir-se na sexta-feira por videoconferência para debater medidas adicionais de preparação e coordenação relativas ao vírus ébola, foi hoje anunciado.]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p><P>Os ministros da Saúde da União Europeia (UE) vão reunir-se na sexta-feira por videoconferência para debater medidas adicionais de preparação e coordenação relativas ao vírus ébola, foi hoje anunciado.</P><br />
<P>A reunião extraordinária foi convocada pela presidência rotativa do Conselho da UE, atualmente ocupada por Chipre, com fonte oficial a dar hoje conta que a reunião visa &#8220;abordar o recente surto de Ébola na África Central e discutir medidas adicionais de preparação e coordenação entre os Estados-membros&#8221;.</P><br />
<P>O encontro acontece pelas 14:00 de Lisboa, estando ainda prevista uma troca adicional de pontos de vista na próxima reunião regular dos ministros de Saúde da UE, marcada para 16 de junho, na qual será decidida uma ação coordenada.</P><br />
<P>Na semana passada, o Centro Europeu de Prevenção e Controlo das Doenças reforçou o apoio na República Democrática do Congo (RDcongo) e no Uganda devido ao agravamento do surto de Ébola, mas disse considerar muito baixo o risco para a população europeia.</P><br />
<P>Fonte oficial da presidência cipriota indicou que Chipre tem &#8220;acompanhado de perto a situação do Ébola desde o início e tem vindo a planear as suas ações em conformidade&#8221;.</P><br />
<P>Nicósia decidiu ainda ativar o Dispositivo Integrado de Resposta a Crises Políticas, em modo de monitorização, &#8220;para apoiar a troca de informações sobre o surto de ébola, como medida de precaução&#8221;, segundo a informação divulgada em Bruxelas.</P><br />
<P>Esta decisão não constitui uma ativação formal do mecanismo, mas sim um meio de facilitar a partilha de informações.</P><br />
<P>O Dispositivo Integrado de Resposta a Crises Políticas é um mecanismo da UE que facilita a coordenação política entre os Estados-membros em situações de crise, como surtos de doenças, ataques ou outras emergências graves.</P><br />
<P>Funciona como uma plataforma de partilha rápida de informação, avaliação conjunta da situação e apoio à tomada de decisões coordenadas ao nível europeu e pode ser ativado em diferentes níveis &#8212; como agora o de monitorização &#8211;, consoante a gravidade da crise, permitindo uma resposta mais consistente e eficiente entre os países da UE.</P><br />
<P>O ébola é uma doença viral grave e frequentemente fatal que afeta humanos e alguns animais, sendo transmitida principalmente através do contacto direto com fluidos corporais de pessoas infetadas ou com materiais contaminados.</P><br />
<P>Os surtos têm ocorrido sobretudo em países da África Central e Ocidental, onde os sistemas de saúde podem ser mais frágeis, dificultando o controlo rápido da propagação.</P><br />
<P>A agência de saúde pública da União Africana divulgou na quinta-feira 246 mortes suspeitas e 1.077 casos suspeitos registados na RDCongo devido à 17.ª epidemia de Ébola que o país enfrenta desde que o vírus foi detetado pela primeira vez em 1976.</P><br />
<P>Na mesma ocasião, a União Africana assegurou que terá uma vacina contra estirpe Bundibugyo disponível este ano.</P><br />
<P>O vírus também se espalhou para a vizinha Uganda, onde foram detetados nove contágios confirmados, incluindo uma morte por um caso importado de um congolês.</P><br />
<P>A RDCongo, nação vizinha de Angola, é regularmente afetada por surtos e epidemias do vírus Ébola, que se transmite através do contacto direto com sangue ou outros fluidos corporais de pessoas ou animais infetados e provoca febre hemorrágica grave, dores musculares, fraqueza, dores de cabeça, irritação da garganta, febre, vómitos, diarreia e hemorragias internas.</P><br />
<P>O Ébola, que causou mais de 15 mil mortes em África nos últimos 50 anos, é menos contagioso do que a covid-19 ou o sarampo.</P></p>
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		<sapo:autor><![CDATA[CAMPO_VAZIO_770556]]></sapo:autor>
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		<item>
		<title>Vídeo mostra regresso de Israel ao Castelo de Beaufort mais de 25 anos depois</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Francisco Laranjeira]]></dc:creator>
		<pubDate>Mon, 01 Jun 2026 13:48:54 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Atualidade]]></category>
		<category><![CDATA[Notícias]]></category>
		<category><![CDATA[SAPO Internacional]]></category>
		<category><![CDATA[Castelo de Beaufort]]></category>
		<category><![CDATA[Guerra no Médio Oriente]]></category>
		<category><![CDATA[internacional]]></category>
		<category><![CDATA[Israel]]></category>
		<category><![CDATA[Líbano]]></category>
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					<description><![CDATA[Vídeo mostra soldados a avançar por uma passagem parcialmente destruída e a subir os degraus de pedra que dão acesso à entrada do castelo]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p>As Forças de Defesa de Israel divulgaram imagens da entrada de tropas israelitas no Castelo de Beaufort, no sul do Líbano, uma fortificação construída durante as Cruzadas e considerada uma posição de grande valor simbólico e estratégico. O vídeo, citado pelo &#8217;20 Minutos&#8217;, mostra soldados a avançar por uma passagem parcialmente destruída e a subir os degraus de pedra que dão acesso à entrada do castelo.</p>
<p>Nas imagens, os militares entram no local histórico de armas em punho, asseguram a entrada e assumem o controlo da fortificação, situada perto da cidade de Nabatiyeh. A divulgação do vídeo surge após dias de ataques aéreos e combates intensos em aldeias próximas, onde tropas israelitas se confrontaram com elementos do Hezbollah.</p>
<blockquote class="twitter-tweet" data-media-max-width="560">
<p lang="en" dir="ltr">🇮🇱🇱🇧 This is the moment IDF soldiers seized 900-year-old Beaufort Castle in southern Lebanon yesterday.</p>
<p>The castle had previously been used as an IDF base from 1982-2000.</p>
<p>You might think walls built to withstand medieval siege weaponry wouldn&#39;t be useful to modern militaries.… <a href="https://t.co/yGnjzaLTv1">https://t.co/yGnjzaLTv1</a> <a href="https://t.co/PJvEg3CKJg">pic.twitter.com/PJvEg3CKJg</a></p>
<p>&mdash; Mario Nawfal (@MarioNawfal) <a href="https://x.com/MarioNawfal/status/2061439063215784234?ref_src=twsrc%5Etfw">June 1, 2026</a></p></blockquote>
<p> <script async src="https://platform.x.com/widgets.js" charset="utf-8"></script></p>
<p>A operação marca o regresso de Israel ao Castelo de Beaufort mais de duas décadas depois da retirada do sul do Líbano, em 2000. O local, também conhecido como Qalat al-Shaqif, foi um dos pontos simbólicos da Guerra do Líbano de 1982 e palco de combates entre o Exército israelita e a Organização para a Libertação da Palestina.</p>
<p><strong>Um castelo cruzado no centro da nova ofensiva</strong></p>
<p>O Castelo de Beaufort tem uma importância que vai além do valor histórico. Construído numa posição elevada, sobre um pico rochoso junto à curva do rio Litani, permite observar grande parte do sul do Líbano. Essa localização tornou-o, ao longo de décadas, uma estrutura militarmente relevante para quem controla a região.</p>
<p>A UNESCO declarou a área protegida em 2024, juntamente com outros castelos de Monte Amel, descrevendo o conjunto como um património arquitetónico marcado pelas tradições cruzadas, aiúbidas e mamelucas.</p>
<p>A entrada das tropas israelitas na fortificação foi celebrada pelo ministro da Defesa de Israel, Israel Katz, que evocou a “Batalha de Beaufort” de 1982 e afirmou que os soldados das Forças de Defesa de Israel, liderados pela Brigada Golani, voltariam a erguer a bandeira israelita no topo do castelo.</p>
<p><strong>Netanyahu fala em consolidar e alargar controlo</strong></p>
<p>A tomada de Beaufort surge no contexto da ofensiva israelita no sul do Líbano, iniciada em março, e é apresentada por Israel como parte da expansão de uma zona de segurança junto à fronteira. O primeiro-ministro Benjamin Netanyahu afirmou que a captura representa uma mudança na política seguida até agora.</p>
<p>“A captura de Beaufort é um marco crucial e uma mudança radical na política que estamos a seguir”, declarou Netanyahu, acrescentando que deu ordens para consolidar e alargar o controlo israelita sobre áreas dominadas pelo Hezbollah.</p>
<p>Segundo o primeiro-ministro israelita, o objetivo é expandir ao máximo a zona segura criada no sul do Líbano para proteger as comunidades do norte de Israel, afetadas pelos combates com o Hezbollah desde o início da guerra em Gaza, em 2023.</p>
<p>“Estamos a tomar a iniciativa, agindo em todas as frentes: na Síria, em Gaza e agora no Líbano; estamos a estabelecer zonas seguras além das nossas fronteiras para proteger as nossas comunidades”, afirmou Netanyahu.</p>
<p><strong>Avanço pode aproximar-se do rio Zahrani</strong></p>
<p>De acordo com as indicações avançadas, o próximo objetivo do avanço israelita poderá ser a zona do rio Zahrani, cerca de 15 quilómetros a norte do rio Litani. O exército israelita tem emitido ordens de evacuação forçada dirigidas a localidades libanesas situadas entre os dois rios.</p>
<p>As autoridades militares israelitas advertiram a população contra qualquer movimento que possa colocar vidas em perigo. A agência oficial libanesa &#8216;NNA&#8217; indicou, por sua vez, que Deir Zahrani, localidade situada a menos de um quilómetro a sul do rio com o mesmo nome, tem sido alvo de bombardeamentos israelitas intensos desde o início da semana.</p>
<p>A publicação do vídeo do Castelo de Beaufort surge, assim, como uma mensagem militar e simbólica. Israel não apenas mostra a entrada num ponto estratégico do sul do Líbano, como recupera uma imagem ligada à memória da guerra de 1982 e à anterior presença militar israelita na região.</p>
<p>O episódio aumenta a tensão entre Israel e o Hezbollah e reforça a perceção de que a ofensiva israelita no Líbano está a entrar numa nova fase, com a ocupação de posições de elevado valor histórico, estratégico e político.</p>
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		<sapo:autor><![CDATA[CAMPO_VAZIO_770580]]></sapo:autor>
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		<title>Irão: Teerão suspende todas as negociações com EUA e pede bloqueio total do Ormuz e do Mar Vermelho</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Francisco Laranjeira]]></dc:creator>
		<pubDate>Mon, 01 Jun 2026 13:35:43 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Atualidade]]></category>
		<category><![CDATA[Notícias]]></category>
		<category><![CDATA[SAPO Internacional]]></category>
		<category><![CDATA[EUA]]></category>
		<category><![CDATA[Guerra no Médio Oriente]]></category>
		<category><![CDATA[internacional]]></category>
		<category><![CDATA[Irão]]></category>
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					<description><![CDATA[De acordo com a agência Tasnim, a equipa de negociações iraniana deixou de interagir com os mediadores americanos, depois do mais recente ataque de Israel ao Líbano]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p>O Irão suspendeu a troca de mensagens com os Estados Unidos através de mediadores, numa decisão que aumenta a pressão sobre as negociações destinadas a prolongar o cessar-fogo e abrir uma nova fase de diálogo sobre o programa nuclear iraniano. De acordo com a agência iraniana &#8216;Tasnim&#8217;, a equipa de negociação de Teerão interrompeu “as conversas e a troca de textos por meio de intermediários”.</p>
<p>A decisão surge após novos ataques de Israel no Líbano, mas também num contexto de escalada militar no Golfo Pérsico, depois de ataques americanos contra instalações iranianas perto do Estreito de Ormuz e da resposta de Teerão com mísseis contra alvos ligados aos Estados Unidos no Kuwait.</p>
<p>Segundo a &#8216;Tasnim&#8217;, a situação no Líbano é considerada essencial para qualquer cessar-fogo mais amplo. A agência escreve que, para Teerão, o cessar-fogo foi violado “em todas as frentes, incluindo no Líbano”. As autoridades iranianas têm exigido o fim da ofensiva israelita e a retirada completa dos territórios ocupados.</p>
<p>O porta-voz do Ministério dos Negócios Estrangeiros iraniano, Esmaeil Baghaei, acusou Israel e os Estados Unidos de violarem o cessar-fogo. “Não é apenas o regime sionista que está a violar o cessar-fogo; os Estados Unidos também estão a cometer violações do cessar-fogo na nossa região em larga escala”, afirmou.</p>
<p>Baghaei acrescentou que um cessar-fogo no Líbano é parte integrante de qualquer acordo final para pôr fim à guerra com os Estados Unidos. Segundo a &#8216;Tasnim&#8217;, “não haverá diálogo” até que as posições do Irão e do Hezbollah sejam atendidas.</p>
<p><strong>Ormuz volta ao centro da crise</strong></p>
<p>A escalada coincide com a deterioração da situação no Estreito de Ormuz, uma das passagens marítimas mais sensíveis para o comércio internacional de energia. O Irão terá passado a bloquear completamente o estreito, depois de anteriormente admitir a passagem de alguns navios sob condições definidas por Teerão.</p>
<p>A mesma lógica poderá estender-se ao Estreito de Bab el-Mandeb, que liga o Mar Vermelho ao Golfo de Aden e ao Oceano Índico. Segundo a &#8216;Tasnim&#8217;, essa passagem poderá ser bloqueada pela chamada ‘frente de resistência’, num contexto em que o Irão mantém laços com os houthis no Iémen.</p>
<p>O &#8216;The Washington Post&#8217; noticiou que as forças americanas atacaram, durante o fim de semana, instalações iranianas de radar e centros de comando e controlo de drones em Goruk e na ilha de Qeshm. O Comando Central dos Estados Unidos justificou os ataques como uma ação de “autodefesa”, afirmando que responderam a ações agressivas do Irão, incluindo o abate de um drone MQ-1 americano que operava sobre águas internacionais.</p>
<p>Segundo Washington, os ataques destruíram defesas aéreas iranianas, uma estação de controlo terrestre e dois drones de ataque que representavam ameaças para navios em águas regionais.</p>
<p><strong>Mísseis iranianos intercetados no Kuwait</strong></p>
<p>Em resposta, a Força Aeroespacial da Guarda Revolucionária iraniana afirmou ter atingido a base aérea americana de onde partiu o ataque, garantindo que os “alvos designados foram destruídos”.</p>
<p>O Comando Central dos Estados Unidos anunciou, por sua vez, que as forças americanas intercetaram dois mísseis balísticos iranianos que tinham como alvo militares americanos baseados no Kuwait. “Esses mísseis foram imediatamente neutralizados e nenhum militar americano ficou ferido”, indicou o comando americano.</p>
<p>O exército do Kuwait confirmou atividade de defesa aérea na região. Segundo informações locais, não foram registadas vítimas nem danos, embora a aviação civil tenha sido afetada, com desvios e padrões de espera sobre partes do Golfo Pérsico.</p>
<p><strong>Negociações ficam mais frágeis</strong></p>
<p>Até agora, os ataques intermitentes entre os Estados Unidos e o Irão não tinham feito colapsar formalmente as negociações. As duas partes estavam a trabalhar num memorando de entendimento para prolongar o cessar-fogo por 60 dias e abrir uma nova ronda de conversações sobre o programa nuclear iraniano.</p>
<p>Entre os principais pontos de bloqueio continuam a estar o stock iraniano de urânio altamente enriquecido, a reabertura do Estreito de Ormuz e as garantias exigidas por Washington de que Teerão não procurará desenvolver uma arma nuclear.</p>
<p>As autoridades iranianas acusam, no entanto, os Estados Unidos de prolongarem o processo diplomático com exigências novas ou contraditórias. Baghaei afirmou que Washington está “constantemente a mudar de opinião”, dificultando qualquer entendimento.</p>
<p>A crise envolve ainda o Kuwait, depois de Teerão ter acusado as autoridades kuwaitianas de deterem injustificadamente quatro cidadãos iranianos. O Irão pediu acesso consular e exigiu esclarecimentos. O Kuwait tinha afirmado anteriormente que homens detidos ao tentarem entrar no país por mar admitiram ligações à Guarda Revolucionária e uma missão para se infiltrarem na ilha de Bubiyan.</p>
<p>A suspensão dos contactos com os mediadores americanos não representa, por si só, o fim definitivo da diplomacia. Mas reduz a margem para um acordo e mostra que Teerão está a ligar cada vez mais as negociações com Washington à evolução de três frentes: o Líbano, o Estreito de Ormuz e a presença militar americana no Golfo.</p>
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		<sapo:autor><![CDATA[CAMPO_VAZIO_770567]]></sapo:autor>
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		<item>
		<title>Médio Oriente: Portugal volta a condenar aumento dos ataques israelitas no Líbano</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Executive Digest com Lusa]]></dc:creator>
		<pubDate>Mon, 01 Jun 2026 13:31:00 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Atualidade]]></category>
		<category><![CDATA[Notícias]]></category>
		<category><![CDATA[SAPO Nacional]]></category>
		<category><![CDATA[Nacional]]></category>
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					<description><![CDATA[O Governo português voltou hoje a condenar o aumento dos ataques israelitas no Líbano e apelou para que as negociações "possam levar ao respeito integral pelo cessar-fogo".]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p>O Governo português voltou hoje a condenar o aumento dos ataques israelitas no Líbano e apelou para que as negociações &#8220;possam levar ao respeito integral pelo cessar-fogo&#8221;.</p>
<p>&#8220;Portugal reitera a condenação da intensificação das operações israelitas no Líbano&#8221;, afirmou o Ministério dos Negócios Estrangeiros (MNE) num comunicado publicado nas redes sociais.</p>
<p>Na nota, salientou que o ministro Paulo Rangel já tinha defendido, em Beirute, ser &#8220;essencial pôr fim aos ataques e garantir o respeito pelo cessar-fogo&#8221;.</p>
<p>O MNE recordou também que o Governo português &#8220;tem condenado sistematicamente toda a atividade do [grupo xiita pró-iraniano] Hezbollah e elogia a coragem do atual Governo libanês para a enfrentar e lhe pôr termo&#8221;.</p>
<p>&#8220;Encoraja também que as negociações em curso possam continuar e levar a um respeito integral pelo cessar-fogo&#8221;, referiu ainda.</p>
<p>Portugal, acrescentou, &#8220;apoia as forças armadas libanesas e destaca a importância da missão da Finul, cuja segurança deve ser plenamente assegurada&#8221;, referindo-se à missão de paz das Nações Unidas no Líbano.</p>
<p>Nos últimos dias, as forças armadas israelitas lançaram uma invasão além da chamada &#8220;linha amarela&#8221; (semelhante à estabelecida na Faixa de Gaza) a cerca de 10 quilómetros da fronteira entre Israel e o Líbano, o que gerou novas críticas internacionais e aumentou a pressão diplomática sobre o que já que vários países e organizações internacionais alertaram para o risco de uma maior desestabilização na região.</p>
<p>No domingo, as tropas israelitas tomaram a icónica fortaleza medieval de Beaufort, no sul do Líbano, motivando um pedido da França &#8212; um dos cinco membros permanentes do Conselho de Segurança da ONU &#8212; a pedir uma reunião de emergência deste órgão, prevista para esta noite.</p>
<p>A reunião vai acontecer imediatamente após outro encontro de emergência solicitado pela Roménia, na sequência da queda, na sexta-feira, de um drone num edifício em Galati, agendada para as 15:00 (20:00 em Lisboa), avançou a agência de notícias France-Presse (AFP) citando fontes diplomáticas.</p>
<p>O primeiro-ministro israelita, Benjamin Netanyahu, ordenou hoje um ataque contra os arredores de Beirute, alegando que o Hezbollah violou o cessar-fogo em vigor.</p>
<p>Os confrontos entre Israel e o Hezbollah, apoiado pelo Irão, continuam quase diariamente, apesar da trégua em vigor desde 17 de abril.</p>
<p>As hostilidades intensificaram-se no início de março, num contexto de crescentes tensões regionais ligadas ao conflito entre EUA e Israel e o Irão.</p>
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		<sapo:autor><![CDATA[CAMPO_VAZIO_770564]]></sapo:autor>
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		<title>Reconstrução de Gaza exigirá mais de 71 mil milhões de dólares na próxima década, alerta ONU</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Pedro Zagacho Gonçalves]]></dc:creator>
		<pubDate>Mon, 01 Jun 2026 13:16:41 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[SAPO Internacional]]></category>
		<category><![CDATA[Atualidade]]></category>
		<category><![CDATA[Mundo]]></category>
		<category><![CDATA[Notícias]]></category>
		<category><![CDATA[Gaza]]></category>
		<category><![CDATA[guerra]]></category>
		<category><![CDATA[hamas]]></category>
		<category><![CDATA[Israel]]></category>
		<category><![CDATA[Nacional]]></category>
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					<description><![CDATA[A reconstrução da Faixa de Gaza após dois anos de conflito exigirá cerca de 71,4 mil milhões de dólares ao longo da próxima década, segundo uma avaliação conjunta das Nações Unidas, da União Europeia e do Banco Mundial.]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p>A reconstrução da Faixa de Gaza após dois anos de conflito exigirá cerca de 71,4 mil milhões de dólares ao longo da próxima década, segundo uma avaliação conjunta das Nações Unidas, da União Europeia e do Banco Mundial, divulgada esta segunda-feira e citada pela Agência das Nações Unidas de Assistência aos Refugiados da Palestina no Médio Oriente (UNRWA).</p>
<p>De acordo com o organismo das Nações Unidas, os custos mais urgentes ascendem a 26,3 mil milhões de dólares apenas nos primeiros 18 meses, montante considerado necessário para restabelecer serviços básicos, recuperar infraestruturas essenciais e apoiar a recuperação económica do território palestiniano.</p>
<p>A estimativa consta da avaliação final rápida de danos e necessidades em Gaza, elaborada pelas Nações Unidas, pela União Europeia e pelo Banco Mundial, que analisa os impactos acumulados após 24 meses de conflito.</p>
<p><strong>Infraestruturas sofreram danos superiores a 35 mil milhões de dólares</strong><br />
Segundo os dados apresentados, os danos físicos causados às infraestruturas atingem aproximadamente 35,2 mil milhões de dólares.</p>
<p>Além da destruição material, o relatório estima perdas económicas e sociais na ordem dos 22,7 mil milhões de dólares, evidenciando a profundidade da crise que afetou praticamente todos os setores da sociedade e da economia em Gaza.</p>
<p>A avaliação conclui que os setores mais atingidos foram a habitação, a saúde, a educação, o comércio e a agricultura, áreas consideradas fundamentais para qualquer processo de recuperação sustentável.</p>
<p><strong>Quase 372 mil habitações destruídas ou danificadas</strong><br />
O setor habitacional surge entre os mais afetados pela guerra.</p>
<p>Segundo o relatório, mais de 371.888 unidades habitacionais foram destruídas ou sofreram danos significativos, agravando uma crise humanitária já considerada sem precedentes na região.</p>
<p>As consequências refletem-se diretamente nas condições de vida da população, com mais de 60% dos habitantes da Faixa de Gaza a terem perdido as suas casas durante o conflito.</p>
<p>A destruição generalizada do parque habitacional é apontada como um dos principais desafios para qualquer processo de reconstrução futura.</p>
<p><strong>Sistema de saúde severamente afetado</strong><br />
A área da saúde é igualmente apresentada como uma das mais devastadas.</p>
<p>A avaliação indica que mais de metade dos hospitais existentes em Gaza estão atualmente fora de serviço, comprometendo seriamente a capacidade de resposta médica e hospitalar da região.</p>
<p>A degradação das infraestruturas sanitárias surge num contexto de necessidades crescentes da população, agravadas pelos impactos humanitários acumulados de dois anos de guerra.</p>
<p><strong>Educação praticamente destruída</strong><br />
O relatório revela igualmente uma situação crítica no setor educativo.</p>
<p>Praticamente todas as escolas da Faixa de Gaza sofreram danos ou foram destruídas, comprometendo o acesso à educação de milhares de crianças e jovens.</p>
<p>A destruição das infraestruturas escolares é considerada um dos fatores que mais contribuirão para os desafios de desenvolvimento futuro do território.</p>
<p><strong>Economia encolheu 84%</strong><br />
A devastação não se limita às infraestruturas físicas. A avaliação conjunta conclui que a economia de Gaza sofreu uma contração de 84%, um dos indicadores mais expressivos da profundidade da crise económica gerada pelo conflito.</p>
<p>A destruição de empresas, explorações agrícolas, estabelecimentos comerciais e infraestruturas produtivas contribuiu para uma deterioração generalizada das condições económicas e sociais. Um dos dados mais marcantes do relatório refere-se ao impacto no desenvolvimento humano.</p>
<p>Segundo a avaliação, Gaza registou um retrocesso equivalente a 77 anos de progresso, refletindo a magnitude da destruição e das perdas acumuladas durante os 24 meses de conflito.</p>
<p>As Nações Unidas destacam que os grupos mais vulneráveis foram os mais afetados pela crise, nomeadamente mulheres, crianças, pessoas com deficiência e outras populações em situação de fragilidade social e económica.</p>
<p><strong>Recuperação terá de ser acompanhada por ajuda humanitária</strong><br />
O relatório sublinha que a reconstrução física não poderá ocorrer de forma isolada. Os autores defendem que os esforços de recuperação devem ser acompanhados por operações humanitárias contínuas, permitindo uma transição organizada entre a resposta de emergência e um processo mais amplo de reconstrução e desenvolvimento.</p>
<p>A avaliação salienta ainda que o processo deve ser liderado pelos próprios palestinianos e enquadrado numa solução política baseada no princípio dos dois Estados e nas resoluções relevantes do Conselho de Segurança das Nações Unidas, incluindo a Resolução 2803.</p>
<p>As Nações Unidas e a União Europeia defendem que a concretização de um plano de recuperação sustentável dependerá de várias condições políticas e operacionais.</p>
<p>Entre os requisitos considerados fundamentais encontram-se a manutenção de um cessar-fogo duradouro, o acesso sem restrições à ajuda humanitária e aos serviços essenciais, bem como a liberdade de circulação de pessoas, mercadorias e materiais de construção entre Gaza e a Cisjordânia.</p>
<p>As instituições internacionais consideram igualmente indispensável a existência de um sistema financeiro transparente, mecanismos de governação responsáveis e medidas eficazes para resolver questões relacionadas com os escombros acumulados, engenhos explosivos não detonados, habitação, terrenos e direitos de propriedade.</p>
<p><strong>Reconstrução ligada à criação de um Estado palestiniano</strong><br />
A avaliação conclui que a implementação da Resolução 2803 e do plano global associado não será possível sem uma reconstrução física e institucional abrangente da Faixa de Gaza.</p>
<p>Além da recuperação de edifícios, infraestruturas e serviços públicos, os autores defendem a necessidade de definir um caminho político claro para a criação de um Estado palestiniano em todo o território palestiniano ocupado.</p>
<p>Segundo o relatório, a reconstrução de Gaza não representa apenas um desafio de engenharia, financiamento e assistência humanitária, mas também uma componente essencial de qualquer solução política duradoura para o conflito israelo-palestiniano.</p>
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		<sapo:autor><![CDATA[CAMPO_VAZIO_770526]]></sapo:autor>
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		<item>
		<title>“A Casa Ferreirinha e o Barca‑Velha são dos melhores exemplos de empreendedorismo no mundo do vinho português”: Joana Pais, Sogrape Prestige</title>
		<link>https://executivedigest.sapo.pt/a-casa-ferreirinha-e-o-barca-velha-sao-dos-melhores-exemplos-de-empreendedorismo-no-mundo-do-vinho-portugues-joana-pais-sogrape-prestige/</link>
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		<dc:creator><![CDATA[André Manuel Mendes]]></dc:creator>
		<pubDate>Mon, 01 Jun 2026 13:00:10 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Linkedin]]></category>
		<category><![CDATA[Economia]]></category>
		<category><![CDATA[Empresas]]></category>
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		<category><![CDATA[SAPO Economia]]></category>
		<category><![CDATA[entrevista]]></category>
		<category><![CDATA[Nacional]]></category>
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		<category><![CDATA[Sogrape Prestige]]></category>
		<category><![CDATA[Vinhos]]></category>
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					<description><![CDATA[Em entrevista à Executive Digest, Joana Pais, Head of Prestige Wines Marketing, PR &#038; Hospitality na Sogrape Prestige, explica como a empresa está a reposicionar o seu portefólio de Fine Wines.]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p>O segmento dos vinhos de prestígio está a atravessar uma mudança estrutural, marcada por uma crescente polarização entre volume e valor e por consumidores cada vez mais exigentes na procura de autenticidade, origem e significado. Na Sogrape, esta evolução levou à criação de uma estrutura dedicada aos Consumer Wines e aos Prestige/Fine Wines, reforçando uma abordagem mais estratégica e orientada para a construção de valor a longo prazo.</p>
<p>Em entrevista à Executive Digest, Joana Pais, Head of Prestige Wines Marketing, PR &amp; Hospitality na Sogrape Prestige, explica como a empresa está a reposicionar o seu portefólio de Fine Wines num contexto global em transformação, onde o tempo, a reputação e o legado assumem um papel central. Da gestão de ícones como a Casa Ferreirinha ou o Barca-Velha ao desafio de afirmar Portugal como origem de vinhos de prestígio no mercado internacional, a responsável detalha a estratégia por detrás de um dos segmentos mais exigentes do setor.</p>
<p>&nbsp;</p>
<p><strong>A Sogrape decidiu estruturar o negócio em dois modelos distintos — Consumer Wines e Prestige/Fine Wines. O que mudou, na prática, na forma de pensar o vinho dentro da organização?</strong></p>
<p>Mais do que uma mudança de paradigma, esta estrutura simboliza uma evolução natural no sentido de dar maior foco estratégico e clareza a um universo que existe há muitos anos na Sogrape.</p>
<p>A criação de um ecossistema de Fine Wines permitiu sistematizar essa ambição e dar-lhe uma lógica própria. Na prática, passámos a trabalhar estes vinhos com um nível de especialização e intencionalidade maior, reforçando critérios como a construção de reputação, a consistência ao longo do tempo e a criação de valor de longo prazo. A qualidade inquestionável é o ponto de partida.</p>
<p>O foco amplia-se para além do vinho em si, integrando de forma mais estruturada as propriedades, enquanto expressão de origem e espaço privilegiado de contacto com o vinho, o legado da família Guedes e a visão dos enólogos como autores, e colocando o tempo como um elemento central na forma como pensamos e desenvolvemos este segmento.</p>
<p>&nbsp;</p>
<p><strong>Esta separação responde a uma realidade global de mercado. Estamos a assistir a uma “divisão irreversível” entre volume e valor no setor dos vinhos?</strong></p>
<p>Estamos, sem dúvida, a assistir a uma transformação estrutural do mercado — mais do que uma divisão absoluta, é uma polarização crescente.</p>
<p>Por um lado, o consumo global de vinho está em retração em volume, com os consumidores a beber menos, mas a escolher de forma muito mais criteriosa. Por outro, há uma clara valorização de vinhos com maior identidade, origem e diferenciação, refletida no aumento do valor médio por garrafa e na procura por propostas mais distintivas e com maior significado.</p>
<p>Este movimento não significa que o mercado se tenha tornado binário, mas sim que as dinâmicas de crescimento se deslocaram. Hoje, a criação de valor está cada vez mais associada à capacidade de construir significado, reputação e diferenciação ao longo do tempo.</p>
<p>Nesse sentido, mais do que uma rutura irreversível, estamos perante uma mudança consistente e duradoura na forma como o vinho é escolhido, valorizado e consumido.</p>
<p>&nbsp;</p>
<p><strong>No segmento de Prestige/Fine Wines, fala-se menos de rotação e mais de reputação e legado. Como se gere um negócio em que o tempo é, ele próprio, um ativo estratégico?</strong></p>
<p>No mundo dos Fine Wines, o tempo não é apenas uma condição, é parte integrante da forma como o valor se constrói, e por isso mesmo, poucas são as decisões orientadas para o curto prazo.</p>
<p>Neste segmento, a gestão faz‑se com uma lógica de continuidade e de construção gradual, desde a viticultura até à forma como os vinhos são posicionados no mercado. O sucesso depende da capacidade de preservar coerência ao longo dos anos, garantir consistência entre colheitas e tomar decisões que protejam a reputação, mesmo quando isso significa abdicar de oportunidades imediatas.</p>
<p>Na prática, isso traduz‑se em escolhas muito criteriosas: na gestão de volumes, na definição de canais e parceiros, e na forma como os vinhos são apresentados e comunicados. O tempo traz profundidade, afirma identidade e consolida reconhecimento, mas exige disciplina, paciência e uma visão muito clara do que se quer construir.</p>
<p>É um modelo que não se esgota no momento da venda: prolonga‑se na forma como os vinhos evoluem, como são guardados, partilhados e revisitados. No fundo, gerir o tempo como ativo é trabalhar para que cada vinho ganhe significado, e esse é o principal motor de valor neste segmento.</p>
<p>&nbsp;</p>
<p><strong>A Casa Ferreirinha e o Barca-Velha têm estatuto quase mítico. Esse estatuto ajuda ou limita a inovação?</strong></p>
<p>A Casa Ferreirinha e o Barca‑Velha são, em si mesmos, dos melhores exemplos de empreendedorismo no mundo do vinho português.</p>
<p>O Barca‑Velha nasce num contexto em que o Douro estava quase exclusivamente vocacionado para o Vinho do Porto e representa, desde logo, uma visão disruptiva para a época, tanto na ambição de criar um grande tinto de mesa como nas próprias escolhas de vinificação.</p>
<p>Esse espírito fundador mantém‑se hoje como referência. Mais do que limitar a inovação, cria uma responsabilidade clara: a de continuar a interpretar a natureza e o lugar com exigência, respeitando o legado, mas mantendo a ambição de evoluir.</p>
<p>No fundo, a inovação nestes vinhos não se faz por rutura, mas por aprofundamento, numa lógica de longo prazo, onde cada decisão contribui para reforçar a consistência e a relevância do que já foi construído.</p>
<p>&nbsp;</p>
<p><strong>Há espaço para reinterpretação de ícones sem quebrar a sua aura de raridade?</strong></p>
<p>Há sempre espaço para reinterpretação, mas nunca à custa da identidade, e sempre com enorme rigor e consciência.</p>
<p>Nos grandes ícones, evoluir não é romper, é aprofundar, garantindo que cada ajuste respeita o que torna o vinho único e preserva a confiança construída ao longo do tempo. Até porque, a aura de raridade não resulta apenas da escassez, mas sobretudo da consistência e da credibilidade conquistadas.</p>
<p>&nbsp;</p>
<p><strong>O portefólio de Prestige inclui marcas como Herdade do Peso, Quinta dos Carvalhais ou Quinta de Azevedo. O que une marcas tão distintas numa mesma estratégia de “fine wines”?</strong></p>
<p>Acrescentaria ainda Quinta da Romeyra!</p>
<p>O que une estas marcas não é a sua expressão, que é naturalmente distinta, mas a forma como são pensadas.</p>
<p>Todas partilham uma mesma abordagem: partem da origem, de uma propriedade concreta, de um terroir e de uma história própria. São vinhos que se constroem a partir do lugar, e não apenas do produto.</p>
<p>A partir daí, existe uma coerência no modo como são trabalhadas ao longo de toda a cadeia de valor, da viticultura à enologia, mas também na forma como são posicionadas, distribuídas e comunicadas.</p>
<p>Dentro deste enquadramento comum, cada marca mantém total liberdade na sua interpretação, seja na identidade do Alentejo, do Dão, do Minho ou de Bucelas, ou no estilo dos vinhos, permitindo que o portefólio seja, ao mesmo tempo, coerente e diverso.</p>
<p>No fundo, o que as une não é um perfil, mas um referencial: uma forma exigente de pensar o vinho, centrada na origem, no tempo e na construção de valor.</p>
<p>&nbsp;</p>
<p><strong>O consumidor mais jovem consome menos vinho, mas procura mais significado. Como é que isso está a influenciar a forma como comunicam e posicionam os Fine Wines?</strong></p>
<p>Perante um consumidor que consome menos, mas escolhe melhor, a comunicação torna-se necessariamente mais exigente: deixa de estar centrada no produto e passa a ser mais profunda e contextual, ancorada na origem, nas pessoas, no processo e na história por detrás de cada vinho.</p>
<p>Isso traduz-se, por um lado, numa comunicação mais seletiva e menos massificada, orientada para interlocutores que valorizam esse nível de detalhe. Por outro, numa maior importância dos momentos de contacto direto, nomeadamente através das nossas propriedades e projetos de enoturismo, onde o vinho pode ser descoberto com tempo, contexto e profundidade.</p>
<p>No fundo, mais do que procurar visibilidade, procuramos relevância, criando ligações mais significativas e duradouras com quem se revê neste universo.</p>
<p>&nbsp;</p>
<p><strong>Referem 2025 como um ano de consolidação e 2026 como ano de aceleração. O que está a mudar exatamente neste ciclo de crescimento?</strong></p>
<p>2025 foi, sobretudo, um ano de alinhamento e consolidação das bases, ao nível do portefólio, da equipa, das prioridades e da forma de trabalhar o segmento de Fine Wines.</p>
<p>Esse trabalho permitiu clarificar o posicionamento de cada marca, reforçar a coerência do portefólio e introduzir uma maior disciplina na forma como gerimos variáveis críticas como preços, distribuição e comunicação.</p>
<p>O que muda em 2026 é que entramos numa fase de maior execução e ambição: com estas bases mais sólidas, passamos a acelerar aquilo que verdadeiramente cria valor — o reforço da notoriedade das marcas, a sua presença nos canais certos e a capacidade de construir relevância junto de públicos mais exigentes.</p>
<p>Na prática, isso traduz-se numa abordagem mais focada e seletiva: maior precisão na escolha de parceiros e mercados, mais consistência na ativação das marcas e uma ligação mais forte entre produto, comunicação e experiência.</p>
<p>No fundo, se 2025 foi o ano de estruturar e afinar o modelo, 2026 é o ano de o escalar, com mais confiança, mais consistência e maior impacto.</p>
<p>&nbsp;</p>
<p><strong>Em mercados como Reino Unido, Suíça ou Brasil, o que define hoje um “vinho de prestígio português” aos olhos do consumidor internacional?</strong></p>
<p>Há uma mudança clara em curso. O interesse internacional por Portugal tem vindo a crescer de forma consistente também muito impulsionado pelo turismo e isso está a gerar uma nova curiosidade e atenção em relação aos vinhos portugueses.</p>
<p>No entanto, quando falamos de prestígio e de ícones, ainda estamos numa fase de afirmação. Em muitos mercados, a referência continua a estar muito concentrada em casos emblemáticos como o Barca-Velha, o que mostra que existe reconhecimento, mas ainda pouco alargado.</p>
<p>O desafio, e também a oportunidade, é precisamente esse: trabalhar o posicionamento de Portugal de forma mais transversal enquanto origem de grandes vinhos. Isso implica atuar em várias dimensões em simultâneo — da distribuição ao preço, passando pela forma como comunicamos, pelos contextos em que os vinhos aparecem e pelos interlocutores com quem construímos essa reputação.</p>
<p>A qualidade está lá, e o reconhecimento internacional começa a acompanhar. O próximo passo é consolidar essa perceção, para que Portugal deixe de ser visto apenas como uma origem de grande relação qualidade-preço e consiga a afirmar-se, de forma consistente, como um país capaz de criar alguns dos grandes vinhos do mundo.</p>
<p>Também aqui há uma evolução importante a fazer: hoje, a perceção internacional ainda está muito associada ao Douro, e uma parte do caminho passa por dar visibilidade a outras origens e expressões, reforçando a diversidade e a profundidade do país enquanto território de Fine Wines.</p>
<p>&nbsp;</p>
<p><strong>No meio de tanta transformação, qual é o maior risco: banalizar o prestígio ou não o saber escalar?</strong></p>
<p>Mais do que um risco de banalização, que não vemos como imediato, o verdadeiro desafio é garantir que o prestígio que construímos ganha a escala e a projeção que merece.</p>
<p>Temos hoje um portefólio com profundidade e legitimidade — no Douro, por exemplo, vamos do Vinha Grande ao Barca-Velha — e uma base sólida de qualidade e reconhecimento. O passo seguinte é levar esse valor mais longe: dar-lhe mais visibilidade internacional e traduzi-lo numa presença mais consistente nos mercados certos.</p>
<p>Isso exige capacidade de projeção, estar onde importa, com os parceiros certos, no contexto certo, e uma maior ambição na forma como afirmamos este segmento.</p>
<p>No fundo, não se trata de construir mais prestígio, mas de o fazer chegar mais longe e às pessoas certas.</p>
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		<title>Colisão entre dois ligeiros obriga ao corte da A25 em Albergaria-a-Velha</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Executive Digest com Lusa]]></dc:creator>
		<pubDate>Mon, 01 Jun 2026 13:00:00 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Atualidade]]></category>
		<category><![CDATA[Automonitor]]></category>
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					<description><![CDATA[Uma colisão entre duas viaturas ligeiras obrigou hoje ao corte da autoestrada A25 no sentido oeste-este, na zona de Albergaria-a-Velha, no distrito de Aveiro, informaram a GNR e a Proteção Civil.]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p><P>Uma colisão entre duas viaturas ligeiras obrigou hoje ao corte da autoestrada A25 no sentido oeste-este, na zona de Albergaria-a-Velha, no distrito de Aveiro, informaram a GNR e a Proteção Civil.</P><br />
<P>Segundo fonte do Comando Sub-Regional de Emergência e Proteção Civil da Região de Aveiro, o alerta para o acidente foi dado cerca das 13:12.</P><br />
<P>Pelas 13:50, a mesma fonte indicou que estavam duas vítimas encarceradas e que os bombeiros ainda permaneciam no local.</P><br />
<P>Fonte da GNR disse à Lusa que o trânsito está cortado ao quilómetro 28 da A25, no sentido Aveiro-Espanha, devendo os condutores sair no nó de Sobreiro para a A1.</P></p>
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		<sapo:autor><![CDATA[CAMPO_VAZIO_770534]]></sapo:autor>
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		<title>Putin usa duplos? Vídeo divulgado pelo Kremlin volta a alimentar especulações</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Pedro Zagacho Gonçalves]]></dc:creator>
		<pubDate>Mon, 01 Jun 2026 12:51:27 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Atualidade]]></category>
		<category><![CDATA[Notícias]]></category>
		<category><![CDATA[SAPO Internacional]]></category>
		<category><![CDATA[internacional]]></category>
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					<description><![CDATA[Um vídeo divulgado pelo Kremlin voltou a alimentar uma das teorias mais persistentes em torno do presidente russo, Vladimir Putin: a alegada utilização de duplos para representar o chefe de Estado em determinadas ocasiões públicas.]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p>Um vídeo divulgado pelo Kremlin voltou a alimentar uma das teorias mais persistentes em torno do presidente russo, Vladimir Putin: a alegada utilização de duplos para representar o chefe de Estado em determinadas ocasiões públicas.</p>
<p>As especulações surgiram depois da divulgação, na passada quarta-feira, de imagens de uma reunião entre Putin e o vice-primeiro-ministro russo, Dmitry Patrushev. Um detalhe aparentemente insignificante da conversa foi suficiente para desencadear uma nova vaga de comentários nas redes sociais e entre observadores da política russa.</p>
<p>No vídeo, Patrushev parece dirigir-se ao presidente utilizando uma expressão que vários utilizadores da internet interpretaram como um nome diferente de Vladimir Vladimirovich, a forma tradicional de tratamento utilizada para se dirigir ao líder russo.</p>
<p>A partir daí, multiplicaram-se as teorias segundo as quais o responsável governamental teria cometido um deslize involuntário e utilizado o nome verdadeiro de um alegado sósia de Putin.</p>
<p><strong>O momento que desencadeou a polémica</strong><br />
As imagens mostram Dmitry Patrushev durante uma reunião oficial no Kremlin. Em determinado momento, o governante pronuncia uma expressão pouco clara e aparentemente arrastada, que alguns internautas interpretaram como &#8220;Pal Laich&#8221;.</p>
<p>Rapidamente surgiram especulações online sugerindo que se trataria de uma forma abreviada de &#8220;Pavel Nikolaevich&#8221;, nome que, segundo algumas teorias sem provas, pertenceria a um dos alegados duplos utilizados pelo presidente russo.</p>
<p>Contudo, a transcrição oficial divulgada pelo Kremlin apresenta uma versão diferente, indicando que Patrushev se dirigiu ao chefe de Estado utilizando a expressão &#8220;Vladimir Vladimirovich&#8221;, o primeiro nome e patronímico do presidente.</p>
<p>Na cultura russa, o uso do patronímico constitui uma forma comum e respeitosa de tratamento formal.</p>
<p><strong>Especialistas não veem prova de utilização de um duplo</strong><br />
Apesar da repercussão do vídeo, especialistas ouvidos pelo jornal britânico The i Paper consideram que as imagens não constituem uma prova credível da existência de um duplo naquele encontro específico.</p>
<p>Mark Galeotti, investigador especializado em assuntos de segurança russa e conhecedor da língua russa, considera que o episódio resulta provavelmente apenas de uma pronúncia pouco clara.</p>
<p>Segundo explicou, &#8220;Vladimir Vladimirovich&#8221; é uma expressão relativamente longa e complexa, sendo perfeitamente normal que seja pronunciada de forma abreviada ou pouco perceptível numa conversa.</p>
<p>Além disso, Galeotti considera extremamente improvável que Dmitry Patrushev conhecesse sequer a identidade de um eventual duplo presidencial, caso este existisse.</p>
<p>Também Keir Giles, autor de obras sobre a Rússia contemporânea, admite que Patrushev possa ter utilizado um nome incorreto, mas questiona a própria lógica da teoria.</p>
<p>Segundo o especialista, se estivesse efetivamente perante um duplo, dificilmente utilizaria um patronímico, uma forma de tratamento reservada a figuras hierarquicamente superiores e associada ao respeito institucional.</p>
<p>Na sua análise, tudo o que se pode afirmar com certeza é que o vice-primeiro-ministro parece ter utilizado uma expressão diferente da esperada, enquanto a enorme reação gerada resulta sobretudo da longa tradição de rumores em torno do presidente russo.</p>
<p><strong>Porque é que os rumores persistem há tantos anos</strong><br />
As especulações sobre alegados duplos de Vladimir Putin não são novas.</p>
<p>Ao longo de vários anos, tornaram-se uma presença constante na internet e até mesmo na cultura popular russa.</p>
<p>Segundo Keir Giles, a teoria tornou-se tão difundida que chegou a ser alvo de programas humorísticos numa época em que os meios de comunicação russos ainda gozavam de maior liberdade editorial.</p>
<p>A discussão ganhou novo impulso em 2022 quando o então chefe dos serviços de informações militares da Ucrânia, Kyrylo Budanov, afirmou que Putin utilizaria três duplos diferentes, todos submetidos a cirurgias estéticas para aumentar a semelhança com o líder russo.</p>
<p>Na altura, Budanov chegou mesmo a questionar publicamente se o verdadeiro Putin continuava vivo.</p>
<p>As declarações nunca foram acompanhadas de provas verificáveis, mas ajudaram a reforçar uma narrativa que continua a circular regularmente.</p>
<p><strong>Ex-chefe do MI6 também admitiu essa possibilidade</strong><br />
A teoria ganhou ainda mais visibilidade este ano quando Richard Dearlove, ex-responsável máximo dos serviços secretos britânicos, declarou ao jornal britânico The Sun que a utilização de duplos constituiria uma medida de segurança praticamente normal para um dirigente com o perfil de Putin.</p>
<p>Ainda assim, especialistas reconhecem que confirmar ou desmentir definitivamente estas alegações é extremamente difícil.</p>
<p>O elevado grau de secretismo que caracteriza os serviços de segurança russos impede qualquer verificação independente fiável.</p>
<p>Por essa razão, muitos analistas consideram que a existência de duplos não pode ser confirmada, mas também não pode ser totalmente excluída.</p>
<p><strong>Casos em que especialistas admitem a possibilidade</strong><br />
Mark Galeotti considera que existem algumas situações específicas em que a utilização de um sósia seria plausível.</p>
<p>Como exemplo, recorda uma deslocação realizada por Putin em 2023 à cidade ucraniana ocupada de Mariupol, durante a qual surgiram imagens do presidente a conduzir um automóvel aparentemente comum e a conversar com residentes locais.</p>
<p>Na opinião do especialista, operações deste tipo podem envolver riscos de segurança suficientemente elevados para justificar medidas extraordinárias.</p>
<p>Contudo, rejeita a ideia de que exista uma extensa rede de duplos utilizados regularmente em todas as aparições públicas do presidente.</p>
<p>Segundo explica, a maioria dos compromissos oficiais de Putin envolve reuniões diplomáticas, encontros com chefes de Estado ou conferências de imprensa, cenários nos quais seria muito mais difícil recorrer a um substituto sem levantar suspeitas.</p>
<p><strong>Segurança reforçada e clima de crescente desconfiança</strong><br />
Independentemente da existência de duplos, existe consenso entre especialistas sobre um ponto: Vladimir Putin vive há muito tempo sob medidas de segurança excecionalmente rigorosas.</p>
<p>Uma investigação da Radio Free Europe divulgada no ano passado concluiu que o presidente utiliza três gabinetes praticamente idênticos em diferentes pontos do país para dificultar a localização dos seus movimentos.</p>
<p>Também o antigo agente da estrutura de proteção presidencial russa, Vitaly Brizhaty, afirmou anteriormente que apenas um número muito reduzido de elementos da segurança conhece os planos de deslocação do presidente.</p>
<p>Segundo esse antigo responsável, Putin utiliza regularmente colunas de veículos de engodo para ocultar os seus movimentos reais.</p>
<p><strong>Temores de golpe e receios de atentados</strong><br />
Os rumores sobre duplos ressurgem numa altura em que vários relatos apontam para um ambiente de crescente tensão em torno da segurança do líder russo.</p>
<p>Recentemente, alguns meios de comunicação divulgaram referências a um alegado relatório de uma agência europeia de informações que descrevia um estado de alerta elevado no Kremlin devido ao receio de um possível golpe contra Putin.</p>
<p>Segundo esses relatos, o presidente russo estaria particularmente preocupado com a possibilidade de ataques com drones organizados por membros da própria elite política russa.</p>
<p>Contudo, Mark Galeotti alerta que a autenticidade desse documento não foi verificada de forma independente e admite que a sua divulgação possa fazer parte de operações destinadas a semear suspeitas e desconfiança dentro dos círculos próximos do Kremlin.</p>
<p><strong>Guerra na Ucrânia aumenta a pressão sobre Moscovo</strong><br />
Os especialistas consideram, porém, que existem razões objetivas para um reforço das preocupações de segurança.</p>
<p>A prolongada guerra na Ucrânia, os problemas económicos internos, as restrições crescentes ao acesso à internet na Rússia e o aumento dos ataques com drones contra infraestruturas energéticas russas estão a contribuir para um ambiente de maior pressão sobre o regime.</p>
<p>Keir Giles considera que Putin tem razões concretas para se mostrar especialmente cauteloso.</p>
<p>O analista recorda os repetidos esforços russos para atingir o presidente ucraniano, Volodymyr Zelensky, ao longo do conflito e argumenta que Moscovo poderá recear uma resposta semelhante.</p>
<p>Na sua opinião, seria perfeitamente natural que os responsáveis russos considerassem a possibilidade de tentativas de retaliação.</p>
<p>Além disso, observa que a Ucrânia já não se encontra numa posição meramente defensiva e tem demonstrado capacidade para causar danos significativos em território russo através de ataques regulares.</p>
<p><strong>Um mistério sem resposta definitiva</strong><br />
Mais de duas décadas após a chegada de Vladimir Putin ao poder, a questão dos alegados duplos continua sem uma resposta conclusiva.</p>
<p>O episódio mais recente envolvendo Dmitry Patrushev parece estar longe de constituir uma prova definitiva da existência de sósias presidenciais. No entanto, voltou a demonstrar como qualquer detalhe relacionado com a segurança do líder russo é suficiente para reacender especulações que persistem há anos.</p>
<p>Num contexto marcado pela guerra na Ucrânia, pelo secretismo das estruturas de segurança russas e por um ambiente político cada vez mais fechado, os rumores sobre possíveis duplos de Putin continuam a alimentar debates dentro e fora da Rússia.</p>
<p>E embora os especialistas considerem que muitas das teorias que circulam online são exageradas, poucos descartam totalmente a possibilidade de que, em circunstâncias específicas e por razões de segurança, o Kremlin possa recorrer a medidas extraordinárias para proteger um dos líderes mais visados e protegidos do mundo.</p>
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