Há já empresas em Portugal a laborar ou a preparar ou a ultimar os preparativos para retomar a produção. Existem, no entanto, regras de higiene obrigatórias: as máscaras, luvas, desinfecção, controlo da temperatura e horários de trabalho estão entre as medidas de segurança adoptadas, noticia o “Correio da Manhã” (CM).
De acordo com o “CM”, duas das três maiores exportadoras nacionais estão já a trabalhar. É o caso da Bosch e da Continental que, segundo o jornal, reorganizaram processos e normas de segurança para pôr as linhas de produção a funcionar.
Nas fábricas da Bosch em Portugal, que dão emprego a cerca de cinco mil pessoas houve «um reforço das medidas que já estavam em prática» antes da paragem, adianta o CM, detalhando que nas unidades de Braga e Aveiro, o regresso foi na semana passada com «a maior parte da equipa» e «controlo mais apertado». Quem estava em teletrabalho ou a prestar apoio aos filhos continua em casa. Na produção, o distanciamento social é maior. «Não há contactos de pessoas de linhas diferentes» e as entradas e saídas são por locais diferentes.
Nas sete empresas do grupo Continental em Portugal, a produção foi retomada na passada terça-feira, de acordo com as orientações das autoridades de saúde e da casa-mãe. O “CM” escreve que, além dos desinfectantes e das máscaras, foi feito um reforço na limpeza e na higienização, os lugares na cantina foram afastados e instalados separadores em acrílico na área técnico-administrativa. Por outro lado, mantêm-se os três turnos diários. Mas os mais de 3400 trabalhadores do grupo não estão todos a trabalhar. «A cada 15 dias mudam e vem a equipa que estava em casa, para salvaguarda da saúde dos colaboradores e da própria produção».
Esta paragem forçada custou as férias do ano passado e a compensação de horas extra. A intenção, segundo o jornal, é de manter os contratos a prazo que existem. Só na Continental Mabor existem 400 trabalhadores nesta situação
Já a Autoeuropa, que retoma a produção na próxima segunda-feira, dia 27 de Abril, tem as linhas definidas para voltar a pôr dois turnos a trabalhar, acertando detalhes sobre métodos de laboração. Os turnos serão menores e as cantinas estarão encerradas. Fez ainda um inquérito aos operários para definir quem regressa, adianta o “CM”, ressalvando que juntas, as três empresas valem 3% do Produto Interno Bruto (PIB).
A nível global, a pandemia de Covid-19 já provocou mais de 164 mil mortos e infectou mais de 2,3 milhões de pessoas em 193 países e territórios. Mais de 525 mil doentes foram considerados curados.
Portugal regista 714 óbitos (+27 em 24 horas) e 20.206 infectados (+521), segundo o relatório da Direção-Geral de Saúde deste domingo.
O Governo decretou o estado de emergência a 19 de Março, que já foi prorrogado duas vezes, estando previsto agora o seu fim a 2 de Maio. O diploma prevê a possibilidade de uma «abertura gradual, faseada ou alternada de serviços, empresas ou estabelecimentos comerciais».














