Marta Valle Real Estate Group: «Tenho a sorte de ter uma grande equipa»

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Quem ambiciona chegar ao topo precisa de saber distribuir responsabilidades, delegar tarefas e confiar. Marta Valle, consultora imobiliária, e CEO do Marta Valle Real Estate Group, rodeou-se de uma equipa que a apoia em todas as decisões.

Nesta entrevista à Executive Digest conta que sempre fez parte dos seus planos crescer e, desse crescimento, a ambição de conquistar novos mercados.

Porque escolheu fazer carreira no mundo do Imobiliário?

Poder participar num momento tão importante na vida de uma família como o comprar ou vender uma casa, é algo que me deixa bastante realizada. Comecei a trabalhar na mediação imobiliária em 2010, no Algarve, quando tinha 22 anos. Na altura comprei uma casa, e a consultora que me vendeu a casa, disse que eu tinha o perfil certo para esta actividade, talvez pela forma como me envolvi no processo. Na realidade ainda não tinha um grande plano de futuro para a minha carreira profissional e não fazia ideia (ao contrário do que a consultora achava) que tinha jeito para a área comercial. Quando finalmente resolvi aceitar o desafio, percebi que nunca devia ter hesitado.

Pois senti desde o primeiro momento que nasci para isto. No ramo imobilliário somos donos do nosso próprio negócio, do nosso tempo, o que acarreta bastantes vantagens mas que é também extremamente desafiante, principalmente com a idade em que iniciei. No início não foi fácil, mas já estava decidida e mantive o meu caminho, sempre fui sonhadora e ambiciosa, e era aqui que iria conseguir alcançar os meus objectivos. E cá estou eu, a fazer por isso, já com alguns sonhos realizados mas também com muitos mais por realizar. Hoje numa marca com que me identifico 100%, e com pessoas que me ajudam e motivam diariamente. É algo fundamental para mim, para o meu crescimento pessoal e profissional.

Quais são as principais características que um profissional como a Marta Valle precisa ter para chegar ao topo?

Fazer o que tem de ser feito, sem pôr em causa quem está a ensinar. Ser persistente, lutador, ambicioso, consistente, ter garra e perseverança e a capacidade de ouvir muitos “nãos” e mesmo assim seguir em frente. O que temos de perceber e convém mais cedo do que tarde, é que a vida é feita de obstáculos e é a nossa capacidade de superá-los que vai fazer toda a diferença.

No meio de tantas agências imobiliárias o que a levou a escolher a KW (Keller Williams) e mais concretamente a KW Select?

Esbarrei com a Keller Williams através do meu marido e sócio, Óscar Oliveira, e do Manuel Mira Godinho, Operating Principal da KW Select, que na altura estavam a planear abrir o Market Center do Marquês de Pombal. Quando ouvi falar da KW ouvi uma frase que eles utilizam “Deus, família e depois o negócio” e pensei que nas empresas, por onde tinha passado antes, o lema era sempre “Negócio, depois o negócio e para finalizar o negócio”. Confesso que fiquei bastante agradada por perceber que era uma empresa muito humana, verdadeiramente empenhada em desenvolver o mindset dos seus colaboradores através da formação, do coaching e do seu desenvolvimento pessoal com foco na criação de um verdadeiro negócio.

Quando comecei a estudar o modelo e percebi que a KW assentava os seus modelos e sistemas na construção de uma equipa para melhor servir os seus clientes, foi a cereja no topo do bolo. Sempre foi a minha vontade, construir uma equipa. Entrei na KW Select mesmo quando ainda nem tinham aberto as portas ao público, já lá trabalhava dentro quando as obras ainda estavam a terminar. É um projecto muito rico, tanto nas pessoas que o estão a liderar, como na equipa de consultores e de staff que se formou ao longo destes anos. A KW é a imobiliária n.º1 no mundo e acredito plenamente que em Portugal, é apenas uma questão de tempo, pois com o desenvolvimento deste sector, o futuro, será um futuro de produtividade e de grandes equipas a operar no mercado imobiliário.

O que a levou a montar uma equipa?

E quais os requisitos para fazer parte da mesma? O meu foco sempre foi na angariação, e como sempre tive muitas angariações principalmente no mercado de Lisboa, conseguia gerar muitos clientes compradores e muitos compradores que também precisavam de vender a sua casa antiga. E com esse volume de trabalho é quase impossível dar um bom serviço trabalhando sozinha. Assim que percebi o modelo de especialização da KW, em que dentro de uma equipa, uns estão focados nos compradores e outros nos vendedores (angariação), e olhando para os vários exemplos de sucesso que temos na KW, foi claro que era este o caminho.

E quanto mais rápido começasse a executar esse plano, mais rápido iria errar e aprender e assim construir algo diferenciador num mercado tão competitivo como é o mercado imobiliário. Quando ambicionamos chegar ao topo, em primeiro lugar é preciso entender que não o conseguimos sozinhos, temos de começar a distribuir responsabilidades, delegar tarefas e confiar que outras pessoas possam fazer um trabalho tão bom ou melhor do que o nosso. Sempre fez parte dos meus planos crescer e desse crescimento ter a minha equipa e inclusive novos mercados. Em 2017, montei a minha primeira equipa, éramos quatro, hoje somos 14, estamos em Lisboa, Porto e Cascais e pretendo expandir para o Algarve brevemente.

Quais as grandes linhas estratégicas que orientam a sua equipa?

As minhas equipas estão divididas em especialistas de vendedores (listing agents) e os especialistas de compradores (buyer agents), permitindo-nos criar uma uniformização das tarefas de uns e de outros e sermos todos mais produtivos, temos também um departamento processual interno e um departamento de Marketing. Um dos pilares é a formação. Umas promovidas pela KW Select, outras pela KW Portugal e muitas também promovidas internamente. Outro dos pilares é a cultura, uma cultura de êxito, foco, produtividade mas acima de tudo entreajuda e momentos de partilha e convívio, que são muito importantes para a motivação de um grupo. No fundo, temos um conjunto de ferramentas que nos permite pautar pela diferença num mercado tão competitivo como o da mediação imobiliária.

Analisando a sua marca vemos que faz muita referência ao ser a equipa n.º1 da KW Portugal e também a ter sido TOP 10 pela Forbes. Porque acha que essa informação é relevante para os seus clientes?

Quando queremos trabalhar com alguém, queremos sempre trabalhar com o melhor, quem nos traz resultados, quem se esforça para nos trazer o maior valor acrescentado e por isso a referência. Não trabalhamos para estes resultados, mas são resultados que nos deixam orgulhosos por serem um reflexo do nosso esforço. Tenho a sorte de ter uma grande equipa, que se apoia e que já tem os seus alicerces bem estruturados para ser cada vez melhor, para atingir os objectivos a que nos propomos e que nos mantém no 1.º lugar nacional de volume de facturação da KW Portugal desde Outubro de 2018.

Quando surge o Marta Valle Real Estate Group?

Expandiu o seu negócio para o Porto e Cascais. Porque apostou na expansão uma vez que no mercado imobiliário fala-se muito em posicionamento? Quando criei a minha primeira equipa e uma vez que só actuávamos em Lisboa, resolvi chamar-lhe Lisbon Group, que se mantém até hoje. Mas com a expansão para outras zonas do país, não fazia sentido levar a Lisbon Group e decidi criar a Douro Group e a Cascais Group para o Porto e para Cascais, mas aqui chegámos a um impasse pois fazia sentido criar uma marca que fizesse a comunicação global das três marcas que já tínhamos criado.

Assim e porque na minha equipa trabalhamos e decidimos tudo em conjunto, depois de muita reflexão e debate pareceu-nos óbvio criar uma marca umbrella e demos-lhe o meu nome pois já estou no mercado imobiliário há muito tempo e a maioria dos nossos clientes e parceiros conhecia a Lisbon como a equipa da Marta Valle. Foi uma mera questão estratégica. A expansão acontece naturalmente. Quando somos a equipa n.º 1 temos a vantagem de ter uma grande base de dados, de sermos bastante referenciados e de surgir oportunidades de negócio em outros pontos do país, mas torna- -se difícil a gestão pela distância e de efectuarmos esse mesmo posicionamento. Hoje, apostamos num posicionamento direccionado à nossa base de dados, e não tanto pelo posicionamento geográfico.

E, por último, onde vê o Marta Valle Real Estate Group daqui a cinco anos?

Tantos sonhos para concretizar e como se costuma dizer, o que me fascina nesta actividade é não haver limite. Temos um plano de expansão internacional e daqui a cinco anos queremos o Marta Valle Real Estate Group a actuar no mercado Canadense (Toronto) e no francês (Paris).

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