No briefing diário que se segue à divulgação do boletim epidemiológico, a titular da pasta da Saúde, Marta Temido, começou por assinalar o número de casos de recuperações: houve um aumento de 91 para 687.
“Oitenta e sete por cento dos casos confirmados estão em domicílio”, salientou ainda a ministra.
“Com a introdução das medidas de contenção verificou-se uma redução do risco de transmissibilidade, que se encontra em 0,91”, enfatizou Marta Temido, para quem os dados “continuam a permitir estimar que o máximo da incidência tenha ficado no passado”, em meados de março.
Marta Temido apelou à responsabilidade de todos “ao nível do comportamento individual”, tendo em conta que o país tem pela frente ainda dias exigentes. “O planeamento de quando e como devemos proteger as nossas comunidades nas fases seguintes está a ser preparado com ponderação”, vincou, para depois fazer “um agradecimento muito especial aos profissionais de saúde”.
“Os desafios que se colocam ao Serviço Nacional de Saúde estão longe de estar ultrapassados”, frisou a governante.
A ministra da Saúde indicou que haverá agora uma inversão da lógica na resposta do Serviço Nacional de Saúde, no que toca a situações clínicas não relacionadas com a pandemia de Covid-19.
“O que iremos fazer é um reagendamento da atividade assistencial não realizada, dando prioridade aos casos que têm indicação clínica para tal. Portanto, uma vez mais, um enorme desafio para o Serviço Nacional de Saúde”, afirmou Temido, para assegurar que “não há necessidade mesmo hoje de os utentes terem qualquer receio” de recorrer ao sistema.
Portugal regista hoje 687 mortos associados à covid-19, mais 30 do que na sexta-feira, e 19.685 infetados (mais 663), indica o boletim epidemiológico divulgado hoje pela Direção-Geral da Saúde (DGS).







